O Viveiro Municipal do Porto produz mais de 600.000 plantas por ano. Na maior fábrica verde gerida por uma autarquia e fornecedora de toda a Área Metropolitana, há um "admirável mundo novo" que se estende por sete hectares, em Areias (Campanhã). A população também pode servir-se dela, solicitando gratuitamente árvores e arbustos nativos para plantar no seu jardim.


Só falando de camélias, descobrem-se no Viveiro Municipal cerca de 300 variedades distintas. Esta é apenas uma pequena amostra da imensa capacidade de produção deste equipamento da Câmara do Porto, fundamental na estratégia ambiental traçada.


Desde 2014, o espaço apostou na produção de plantas nativas, em grande medida devido ao projeto que, a partir desse ano, juntou o Município do Porto, a Área Metropolitana do Porto (AMP) e a Universidade Católica do Porto. Fala-se do FUTURO, iniciativa que estabelecia como meta plantar 100.000 árvores até 2021 na AMP, essencialmente para reflorestar áreas ardidas.


O objetivo era ambicioso, mas graças ao impulso que o Viveiro Municipal deu nesse sentido, aliado ao esforço de centenas de voluntários, foi possível alcançar aquele número redondo em novembro de 2018, três anos antes do prazo estabelecido. Para se ter exata noção do impacto desta infraestrutura, erguida na Quinta de Furamontes (adquirida pela Câmara do Porto em 1937), só de 2014 a 2019 foram ali produzidas cerca de 75.000 árvores, no âmbito do projeto FUTURO. Embora o período temporal não seja exatamente o mesmo, não ficará distante o cálculo de que a cidade do Porto contribuiu em cerca de 75% para o objetivo da plantação de 100.000 árvores do projeto.


A título de curiosidade, foi Arouca, município mais a sul da Área Metropolitana do Porto, o maior recetor das árvores produzidas no Viveiro Municipal, cerca de 7.000 exemplares só entre 2016 e 2019. No mesmo período, foram "exportadas" 6.000 árvores do Viveiro Municipal para fora da AMP.


O Viveiro Municipal do Porto localiza-se na Rua de Areias, na zona oriental da cidade. Dispõe de cerca de 6.500 m2 de estufas, produz cerca de 10.000 plantas vivazes por ano e, na altura da Festa de São João, dali saem cerca de 6.500 manjericos para embelezar a cidade.


Dentro de pouco tempo, terá como vizinho o novíssimo Centro de Recolha de Animais.

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    Atualizado pela última vez 2020-02-10