O encontro entre Gonçalo, um homem que, numa noite chuvosa, sai de casa de mota para entregar uma carta a alguém que o abandonou, e Diana, a mulher que o avisa para ter atenção à estrada, na iminência de um acidente é o argumento de “Luz de Presença”, a curta-metragem rodada no Porto e que valeu a Diogo Costa Amarante o Lobo de Prata no Festival do Novo Cinema de Montreal, no Canadá.


O filme estreou em março no Festival de Cinema de Berlim e resulta de um encontro real do realizador, depois de se ter mudado para a cidade do Porto.


“Quando cheguei, aluguei uma casa no bairro da Fontinha”, recorda à agência Lusa. Foi aí que conheceu Diana Neves Silva, com quem se passou a cruzar todas as noites nos momentos em que procurava um lugar para estacionar a mota. Foi nela que se inspirou para “Luz de Presença”.


“Diana era, de facto, alguém que eu gostava de reencontrar todas as noites quando regressava a casa. Apercebi-me que muitas das pessoas que ali moram a veem como uma guardiã do bairro”, conta Diogo Costa Amarante.


O filme tem direção de fotografia de Jorge Quintela e conta com a participação de Diana Neves Silva, João Castro, Gustavo Sumpta e Luís Miguel Cintra, sendo promovido e distribuído pela Agência da Curta Metragem.


Neste momento, Diogo Costa Amarante, que, em 2017, o realizador recebeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim por “Cidade Pequena”, encontra-se a trabalhar na sua primeira longa-metragem, também ela filmada no Porto, com o apoio da Filmaporto.

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    Atualizado pela última vez 2021-11-03