Fonte: Petra Cvelbar, All Rights Reserved

Sobre

Se o bebop foi uma revolução pelo facto de ter sentado as pessoas (antes, com o swing, o jazz era para dançar), a revolução do free jazz e depois a da livre-improvisação consistiu em fazê-las levantar-se de novo, mas desta feita para levar a dança – uma dança pensante e engajada – para a rua e para a vida quotidiana. E porque, nesta evolução, bop e free não se opõem, faz todo o sentido que um saxofonista daquela primeira herança como Ricardo Toscano toque com os improvisadores Rodrigo Pinheiro (Red Trio), Miguel Mira (Motion Trio) e Gabriel Ferrandini (Red Trio e Motion Trio).

A primeira reunião do grupo aconteceu em 2018, no Bar Irreal, e teve algumas variações com o mesmo tipo de equacionamentos free bop, como um quarteto de Toscano com Rodrigo Amado, Hernâni Faustino e João Lencastre e um trio de saxofones com o mesmo Amado e Pedro Sousa. No ano que passou, a formação Toscano / Pinheiro / Mira / Ferrandini atuou no Jazz em Agosto, naquele que foi um momento histórico no contexto português: o de um derrube de fronteiras entre tendências do jazz que entre nós andavam desavindas sabe-se lá bem porquê. A música que tocam é vibrante, fresca e orgânica, em linha com ambas as matrizes de que provém, mas apontando para diante.

Rui Eduardo Paes


Local: Quintal Porta-Jazz, Rua João das Regras nº305

Quando

Domingo, 2 Agosto 2020 19:00-20:30

Galeria

  • Preço
    10€
    Membros: 5€
  • Promotor
    Porta-Jazz
  • Audiência Alvo
    Público em Geral
  • Visit Porto

    2020-07-29