Percurso Centro Histórico: Sé, Clérigos, Ribeira

Centro Histórico do Porto
Imagem:  Fernando Mendes PedroCC BY-NC-SA - Alguns Direitos Reservados

O Centro Histórico do Porto apresenta-se como um cenário narrativo da evolução da cidade e das comunidades que aqui se fixaram, desde os primeiros povoados da idade do bronze até à atualidade. Esta centralidade urbana, que ostenta o selo património da Humanidade, atribuído pela Unesco em 1996, tem inscritos na área classificada 95 monumentos que constituem, em conjunto ou isoladamente, referências de interpretação da história da cidade e da forma como a mesma evoluiu nas suas formas e funções.

De burgo episcopal no século XII até à sua abertura à modernidade e à contemporaneidade o Porto apresenta-se como uma sucessão de acontecimentos que marcaram o seu urbanismo:

A cidade do Porto, que se desenvolve a partir do morro da Pena Ventosa como núcleo primitivo, vê crescer o seu povoado junto às margens do Rio Douro. No século XIV a zona da Ribeira adquire expressão devido ao estímulo das atividades comerciais e mercantis que originaram a construção da Alfândega. O Porto, enquanto operoso estaleiro de construção naval e ponto de partida de um grande contingente de portuenses que embarcavam para os “novos” destinos ultramarinos, assume um papel significativo na diáspora dos descobrimentos portugueses. O novo impulso urbanístico da cidade da primeira metade do século XVI está associado à prosperidade económica, materializado na abertura da rua de Santa Catarina das Flores, por iniciativa de D. Manuel I, artéria que se torna numa das mais ativas comercialmente. A fixação de unidades conventuais e edifícios ligados a congregações, que se prolonga pelo século XVI, assume-se como sinal de vitalidade do burgo. O apogeu económico do Porto do século XVIII está associado à exploração aurífera no Brasil, ao dinamismo do porto de mar e ao comércio dos vinhos do Douro. A transformação operada por via da Junta das Obras Públicas (1762), chefiada por João de Almada e Melo, introduz novas formas e funcionalidades à cidade, com a abertura de ruas e praças e a construção de conjuntos edificados. O Porto adquire protagonismo na viragem política do país com a revolução Liberal de 1820 e com a revolta de 31 de janeiro de 1891, inspirada nos ideais Republicanos. Nos finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, em plena era da industrialização, são reforçadas as comunicações de longo curso, com o aparecimento do caminho-de-ferro e a construção das pontes metálicas D. Luís I e D. Maria Pia. O impulso reformador do século XX está patente na construção da estação de S. Bento, na abertura da Avenida dos Aliados e nas intervenções no edificado, marcadas por uma linguagem de feição Arte-Nova. Com o advento da época contemporânea a cidade incorpora outras obrigações funcionais, que estão na origem da sua evolução, traduzindo-se na abertura de novas vias de comunicação e de novos edifícios.

O percurso proposto, com a duração de um dia tem como ponto de partida a Casa da Câmara, primeira sede do poder municipal, edifício datado do século XIV e intervencionada em 2000 pelo arquitecto Fernando Távora, e termina na Ponte D. Luís I, inaugura em 1886 e construída totalmente em ferro segundo o projeto de Teófilo Seyrig, discípulo de Eiffel.

Ao longo deste percurso chama-se a atenção para os seguintes monumentos:


Experimente este percurso!



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Data publicação 05-12-2014