Foi o primeiro hotel a trazer o luxo e as cinco estrelas à cidade do Porto e, ao longo de sete décadas, continua a fazê-lo. O livro de honra está recheado de fotografias e mensagens de figuras de estado, famílias reais, e até lá constam as assinaturas do cantor Prince e do líder tibetano, Dalai Lama. Em 2021, o Hotel Infante Sagres celebra 70 anos de navegação pela história e pela evolução da cidade.


“O Hotel Infante Sagres é de certa maneira o Porto, no sentido de que exprime uma serenidade, uma espécie de certeza de quem está onde deve estar e é o que deve ser”, escreveu o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, aquando da sua passagem pelo hotel, em 1991.


A recente restauração e renovação a que o espaço foi sujeito procuraram recuperar o traçado desenhado pelo arquiteto portuense Rogério de Azevedo, também responsável por levar a escola modernista do Porto ao edifício da garagem e ao antigo edifício do jornal Comércio do Porto, em 1930, e, cinco anos mais tarde, ao antigo edifício da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). E, para isso, foi escolhido um dos seus discípulos, António Teixeira Lopes.


De portas abertas desde 1951, nasceu da visão do empresário e filantropo Delfim Ferreira, um dos mais ricos do país e que foi também dono da Casa de Serralves. Trouxe ao espaço na Praça D. Filipa de Lencastre (está, afinal, em família, mas já se explica esta árvore genealógica) o luxo do que melhor se via na Europa. Com toda a pompa e circunstância, o Infante Sagres foi inaugurado com o corte simbólico de uma fita branca e verde, as cores da cidade do Porto.


Por ali se veem os pormenores decorativos em ferro trabalhado e madeira esculpida, os estuques dos mestres António e Domingos Baganha, assim como os 500 painéis que compõem o vitral de Ricardo Leone, artista também responsável pelo centenário vitral que se impõe até ao teto de uma das fachadas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP).


O nome do hotel surge em dedicatória ao filho de D. João I e de... D. Filipa de Lencastre, o Infante Dom Henrique, nascido no Porto, e que levou consigo o cognome de “O Navegador” por ter impulsionado os descobrimentos portugueses e as primeiras explorações nacionais.

  • Câmara Municipal do Porto


    Atualizado pela última vez 2021-08-24

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