Quatro regiões vitivinícolas da região norte juntaram-se para um projeto comum. A nova Rota dos Vinhos e do Enoturismo do Porto e Norte, que pretende ser um distintivo do valor e interesse turístico da região, foi apresentada, no Teatro Municipal - Rivoli, numa cerimónia de formalização do protocolo assinado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, as comissões de viticultura regional dos Vinhos Verdes, Távora-Varosa e Trás-os-Montes, e o Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP).


Presente na sessão como anfitrião, o presidente da Câmara do Porto salientou que o papel da cidade nesta parceria é o de servir como porta de entrada e de saída. “O Porto não é capital de coisa nenhuma. O Porto é o Porto e é uma porta de entrada de pessoas e de saída de produtos”, afirmou Rui Moreira, assumindo que esta será “uma porta facilitadora e mobilizadora” que irá “promover esta valência extraordinária que a nossa região tem”.


Para o autarca, “o principal aspeto aqui a salientar é a união”, ressalvando o “enorme sinal de maturidade, civismo e empenho” que as diversas entidades estão a dar com este projeto. Certo da importância de ver esta rota pela “perspetiva do crescimento económico e sustentável”, Rui Moreira reforçou a necessidade de que “o governo olhe para esta nossa região com equidade, que perceba que nós aqui somos muito empreendedores, mas também precisamos de ter um justo quinhão. Não queremos ser mais que os outros, mas também não queremos ser menos”.


O projeto foi explicado pelo presidente do TPNP. Luís Pedro Martins partilhou a vontade de “avançar com a revitalização, a reestruturação e o novo posicionamento de um produto que considera estruturante para o desenvolvimento da gastronomia e dos vinhos neste destino e esse projeto chama-se Rota dos Vinhos e do Enoturismo do Porto e Norte”.


Não o quis fazer sozinho. “Quisemos que esta rota pertencesse a todos”, afirmou o responsável. Nas palavras de Luís Pedro Martins, “pretende-se a implementação de uma estratégia coletiva de desenvolvimento”, assente nos princípios do desenvolvimento sustentável, da cooperação, da preservação do meio ambiente.


Segundo o presidente do TPNP, “a rota permitirá a qualificação dos recursos humanos, desencadeará formação profissional e académica, criará novos postos de trabalho, vai relançar a economia local e regional, permitirá contribuir para a implementação do processo de sustentabilidade, e colocará em evidência os vinhos da região norte, sobretudo na restauração e também na hotelaria local”.


Os candidatos que queiram tornar-se aderentes desta Rota dos Vinhos e do Enoturismo do Porto e Norte terão de passar por vários critérios de seleção, para contribuir para que “Portugal seja, em breve, a capital europeia do enoturismo”, acredita Luís Pedro Martins.

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    Atualizado pela última vez 2021-05-31