A mais antiga companhia teatral portuguesa encontra residência fixa num espaço do antigo CACE Cultural do Porto, e futuro polo de dinamização cultural da zona oriental da cidade. Além de salas de trabalho e ensaio, estão reunidas as melhores condições para organizar em arquivo o vasto espólio do TEP que terá também um auditório à disposição.


A proposta foi aprovada por unanimidade e é mais um exemplo do dinamismo da zona oriental da cidade. A cultura funciona como agente de identidade, coesão e transformação urbanas, salientou o vereador do Urbanismo e do Espaço Público e Património, Pedro Baganha.


“A cultura é um fator de desenvolvimento do Porto oriental. Teremos um quadrilátero virtuoso a oriente, com a Casa São Roque, a Quinta de Bonjóia, o Matadouro e o antigo CACE do Freixo”, destacou ainda Pedro Baganha, numa apresentação à qual assistiram, para além dos eleitos do Executivo municipal, o diretor artístico do Museu da Cidade, Nuno Faria, e o diretor artístico do Teatro Experimental do Porto, Gonçalo Amorim.


O presidente da Câmara do Porto congratulou-se com mais este passo: “Vamos somando parcelas à oferta cultural da cidade. Conseguiremos, com a presença do TEP, criar uma unidade. No nosso caso, a cultura não tem sido o parente pobre”, sublinhou.


A cedência foi aprovada por unanimidade. “O TEP é um ativo cultural da cidade”, afirmou Fernanda Rodrigues, do PS. “É um espaço magnífico”, destacou Ilda Figueiredo, recordando que houve espetáculos da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura que que passaram por ali.


O CACE, onde anteriormente estavam antigas oficinas da EDP, em Campanhã, sob a Ponte do Freixo, reativa a sua vocação de polo de dinamização cultural, tornando-se um lugar para a futura Extensão da Indústria do Museu da Cidade, para os Ateliers Municipais e, conforme anunciado em reunião de Câmara, residência do Teatro Experimental do Porto.


Depois de nos últimos anos ter sido uma das companhias residentes no Teatro Municipal - Campo Alegre, no âmbito do programa Campo Aberto, o TEP reclamava um espaço que garantisse melhores condições para o desenvolvimento do seu trabalho.


A mais antiga companhia teatral portuguesa é precursora do teatro moderno, tendo estreado o primeiro espetáculo em 1953, sob a direção artística de António Pedro. Desde 2012 que a direção artística é assumida por Gonçalo Amorim, encenador residente desde 2010. O vasto e rico espólio do trabalho artístico desenvolvido pela companhia ao longo de décadas, encontra agora as condições para o seu arquivo e conservação.


O arquiteto Guilherme Machado Vaz assina o desenho arquitetónico de reabilitação do complexo de edifícios, numa área total de 14 mil m2, dos quais 4.150 m2 correspondem a armazéns a reconverter em espaços municipais e de acolhimento de outros projetos e associações da cidade, como é o caso do Circolando, incluindo ainda um auditório black box.

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    Atualizado pela última vez 2021-07-15