8 Março 2021 a 14 Março 2021

NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5

06/11/2020

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia). A obra de Arunanondchai explora e relaciona temas como religião e mitologia orientais, ambiente, ecologia, música, geopolítica e desenvolvimento tecnológico, contrapondo a espiritualidade asiática ao pragmatismo ocidental. Arunanondchai reflecte sobre a vida contemporânea e a situação da humanidade no tempo da tecnologia, especulando sobre as consequências do Antropoceno, era recentemente definida e que marca o efeito da actividade humana enquanto força ambiental dominante no planeta, capaz de alterar a sua composição geológica. Na sua prática, o artista recorre a acontecimentos e experiências de cariz autobiográfico. Em várias obras, amigos e familiares participam e são de alguma forma envolvidos no trabalho. No history in a room filled with people with funny names 5 (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos. Boychild, artista ligada à performance e à dança que tem regularmente colaborado com Korakrit Arunanondchai, é também uma figura presente nesta obra. No history in a room filled with people with funny names 5 envolve o espectador num ambiente nocturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. No history in a room filled with people with funny names 5 congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais — como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico — e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018. Esta obra foi inicialmente encomendada pelo Centre d’Art Contemporain Genève para a Biennale of Moving Image de 2018 e apresentada na Bienal de Veneza em 2019.

Comédia de Bastidores

24/02/2021

2 €

Autor anglófono mais representado em todo o mundo, Alan Ayckbourn é um praticante do “divertimento teatral” e um refinado experimentalista, arriscando nas suas peças as combinações mais inusitadas. O casamento burguês, o adultério, os conflitos de classe e as pequenas obsessões são alguns dos temas desta Comédia de Bastidores (1972), um exemplo maior daquela tonalidade ambígua que alguém um dia qualificou de “dolorosamente divertida”. Dividida em três atos, cada um deles tendo como pano de fundo três sucessivas (e nada festivas) ceias de Natal, Comédia de Bastidores é um retrato impiedoso, mas não isento de ternura, de um certo arrivismo social, que alguns leram como uma premonição da sociedade que triunfaria durante o consulado de Margaret Thatcher. A encenação faz vibrar a rigorosa partitura de Ayckbourn na corda tensa entre a quase frivolidade e o negrume, daí ressoando uma imensa solidão. Comédia de Bastidores marcou o saudado regresso de Nuno Carinhas ao palco do São João. Por ocasião da estreia, em 2020, o realizador Luís Porto gravou o espetáculo, agora disponível na nossa sala virtual. Comédia de Bastidores fica agora disponível em streaming. Aquando da aquisição do bilhete deverá escolher o dia e hora específico a que pretende assistir ao espetáculo. O bilhete permite uma única visualização por IP/dispositivo e apenas para a sessão escolhida.

PAR(S) 2

01/03/2021

"Jung diz que nos cruzamos com arquétipos ao longo da vida. O Imperador a subir uma rua íngreme à nossa frente. O Eremita sentado ao nosso lado, sozinho, no cinema. A Papisa a estender-nos um livro que nos muda profundamente. Olhei-te de longe, perguntei-me: O Enforcado? O Louco?" Uma correspondência entre dois desconhecidos, assente na importância do simbólico nas suas vidas: ambos resgataram essa relação ancestral, na esperança de melhor acomodarem a sua dor ou o amor. Num tempo de miséria simbólica, essas representações parecem ser não só formas de expandir a nossa perceção sobre o nosso entorno, mas também sobre quem afinal somos: representações, também nós, prontas a influenciar profundamente quem connosco se cruza. "A New New Age is necessary". Num mundo crescentemente digital e em velocidade, surge a necessidade abrandarmos e de desenvolvermos novos formatos de apresentação e sobretudo novos formatos de criação e modos de trabalho que nos permitam continuar a consolidar os trabalhos artísticos, na realidade atual. Numa temporada híbrida entre o presencial e o digital, o Teatro Municipal do Porto convida 8 artistas para uma colaboração especial, desenhada especificamente para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo, em dupla, a par e par e numa relação de igualdade, são convidados a criar um novo objeto digital que cruze os seus universos e discursos. A imagem em movimento cruza-se assim com as áreas da dança, circo contemporâneo, literatura, teatro e formas animadas, permitindo também desta forma que vários públicos, mesmo os mais distantes, possam aceder a estes trabalhos.

Válvula

07/03/2021

2 €

Chama-se válvula ao tubo distribuidor da tinta das latas de spray utilizadas pelos graffiters. O ilustrador, cartoonista e performer visual António Jorge Gonçalves e Flávio Almada, ativista cabo-verdiano e uma das vozes mais acutilantes do hip hop em crioulo, juntaram-se para nos contarem a história dos graffiti. Uma história que começa em palco com uma pergunta: “Gostamos de escrever em paredes. Precisamos de escrever em paredes?” Válvula recua aos riscos que caçadores recoletores fizeram nas rochas há 30 mil anos, em África, passa pelas anotações desenhadas que os romanos fizeram nas paredes das casas em Pompeia, detém-se nos murais políticos de há 100 anos, fala do trabalho de artistas contemporâneos tão influentes como Diego Rivera, Basquiat ou Keith Haring. Destinado a um público adolescente, é um espetáculo que se situa algures entre a conferência e o concerto, articulando palavras, desenhos e canções. E muitas perguntas. Como nasceram os graffiti no bairro do Bronx, em Nova Iorque? No que se inspira a “pichação” nos prédios de São Paulo? Arte ou vandalismo? Comunicação ou ocupação? Pode a desobediência ser legítima?


NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5

06/11/2020

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia). A obra de Arunanondchai explora e relaciona temas como religião e mitologia orientais, ambiente, ecologia, música, geopolítica e desenvolvimento tecnológico, contrapondo a espiritualidade asiática ao pragmatismo ocidental. Arunanondchai reflecte sobre a vida contemporânea e a situação da humanidade no tempo da tecnologia, especulando sobre as consequências do Antropoceno, era recentemente definida e que marca o efeito da actividade humana enquanto força ambiental dominante no planeta, capaz de alterar a sua composição geológica. Na sua prática, o artista recorre a acontecimentos e experiências de cariz autobiográfico. Em várias obras, amigos e familiares participam e são de alguma forma envolvidos no trabalho. No history in a room filled with people with funny names 5 (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos. Boychild, artista ligada à performance e à dança que tem regularmente colaborado com Korakrit Arunanondchai, é também uma figura presente nesta obra. No history in a room filled with people with funny names 5 envolve o espectador num ambiente nocturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. No history in a room filled with people with funny names 5 congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais — como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico — e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018. Esta obra foi inicialmente encomendada pelo Centre d’Art Contemporain Genève para a Biennale of Moving Image de 2018 e apresentada na Bienal de Veneza em 2019.

Comédia de Bastidores

24/02/2021

2 €

Autor anglófono mais representado em todo o mundo, Alan Ayckbourn é um praticante do “divertimento teatral” e um refinado experimentalista, arriscando nas suas peças as combinações mais inusitadas. O casamento burguês, o adultério, os conflitos de classe e as pequenas obsessões são alguns dos temas desta Comédia de Bastidores (1972), um exemplo maior daquela tonalidade ambígua que alguém um dia qualificou de “dolorosamente divertida”. Dividida em três atos, cada um deles tendo como pano de fundo três sucessivas (e nada festivas) ceias de Natal, Comédia de Bastidores é um retrato impiedoso, mas não isento de ternura, de um certo arrivismo social, que alguns leram como uma premonição da sociedade que triunfaria durante o consulado de Margaret Thatcher. A encenação faz vibrar a rigorosa partitura de Ayckbourn na corda tensa entre a quase frivolidade e o negrume, daí ressoando uma imensa solidão. Comédia de Bastidores marcou o saudado regresso de Nuno Carinhas ao palco do São João. Por ocasião da estreia, em 2020, o realizador Luís Porto gravou o espetáculo, agora disponível na nossa sala virtual. Comédia de Bastidores fica agora disponível em streaming. Aquando da aquisição do bilhete deverá escolher o dia e hora específico a que pretende assistir ao espetáculo. O bilhete permite uma única visualização por IP/dispositivo e apenas para a sessão escolhida.

PAR(S) 2

01/03/2021

"Jung diz que nos cruzamos com arquétipos ao longo da vida. O Imperador a subir uma rua íngreme à nossa frente. O Eremita sentado ao nosso lado, sozinho, no cinema. A Papisa a estender-nos um livro que nos muda profundamente. Olhei-te de longe, perguntei-me: O Enforcado? O Louco?" Uma correspondência entre dois desconhecidos, assente na importância do simbólico nas suas vidas: ambos resgataram essa relação ancestral, na esperança de melhor acomodarem a sua dor ou o amor. Num tempo de miséria simbólica, essas representações parecem ser não só formas de expandir a nossa perceção sobre o nosso entorno, mas também sobre quem afinal somos: representações, também nós, prontas a influenciar profundamente quem connosco se cruza. "A New New Age is necessary". Num mundo crescentemente digital e em velocidade, surge a necessidade abrandarmos e de desenvolvermos novos formatos de apresentação e sobretudo novos formatos de criação e modos de trabalho que nos permitam continuar a consolidar os trabalhos artísticos, na realidade atual. Numa temporada híbrida entre o presencial e o digital, o Teatro Municipal do Porto convida 8 artistas para uma colaboração especial, desenhada especificamente para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo, em dupla, a par e par e numa relação de igualdade, são convidados a criar um novo objeto digital que cruze os seus universos e discursos. A imagem em movimento cruza-se assim com as áreas da dança, circo contemporâneo, literatura, teatro e formas animadas, permitindo também desta forma que vários públicos, mesmo os mais distantes, possam aceder a estes trabalhos.

Válvula

07/03/2021

2 €

Chama-se válvula ao tubo distribuidor da tinta das latas de spray utilizadas pelos graffiters. O ilustrador, cartoonista e performer visual António Jorge Gonçalves e Flávio Almada, ativista cabo-verdiano e uma das vozes mais acutilantes do hip hop em crioulo, juntaram-se para nos contarem a história dos graffiti. Uma história que começa em palco com uma pergunta: “Gostamos de escrever em paredes. Precisamos de escrever em paredes?” Válvula recua aos riscos que caçadores recoletores fizeram nas rochas há 30 mil anos, em África, passa pelas anotações desenhadas que os romanos fizeram nas paredes das casas em Pompeia, detém-se nos murais políticos de há 100 anos, fala do trabalho de artistas contemporâneos tão influentes como Diego Rivera, Basquiat ou Keith Haring. Destinado a um público adolescente, é um espetáculo que se situa algures entre a conferência e o concerto, articulando palavras, desenhos e canções. E muitas perguntas. Como nasceram os graffiti no bairro do Bronx, em Nova Iorque? No que se inspira a “pichação” nos prédios de São Paulo? Arte ou vandalismo? Comunicação ou ocupação? Pode a desobediência ser legítima?


NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5

06/11/2020

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia). A obra de Arunanondchai explora e relaciona temas como religião e mitologia orientais, ambiente, ecologia, música, geopolítica e desenvolvimento tecnológico, contrapondo a espiritualidade asiática ao pragmatismo ocidental. Arunanondchai reflecte sobre a vida contemporânea e a situação da humanidade no tempo da tecnologia, especulando sobre as consequências do Antropoceno, era recentemente definida e que marca o efeito da actividade humana enquanto força ambiental dominante no planeta, capaz de alterar a sua composição geológica. Na sua prática, o artista recorre a acontecimentos e experiências de cariz autobiográfico. Em várias obras, amigos e familiares participam e são de alguma forma envolvidos no trabalho. No history in a room filled with people with funny names 5 (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos. Boychild, artista ligada à performance e à dança que tem regularmente colaborado com Korakrit Arunanondchai, é também uma figura presente nesta obra. No history in a room filled with people with funny names 5 envolve o espectador num ambiente nocturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. No history in a room filled with people with funny names 5 congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais — como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico — e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018. Esta obra foi inicialmente encomendada pelo Centre d’Art Contemporain Genève para a Biennale of Moving Image de 2018 e apresentada na Bienal de Veneza em 2019.

PAR(S) 2

01/03/2021

"Jung diz que nos cruzamos com arquétipos ao longo da vida. O Imperador a subir uma rua íngreme à nossa frente. O Eremita sentado ao nosso lado, sozinho, no cinema. A Papisa a estender-nos um livro que nos muda profundamente. Olhei-te de longe, perguntei-me: O Enforcado? O Louco?" Uma correspondência entre dois desconhecidos, assente na importância do simbólico nas suas vidas: ambos resgataram essa relação ancestral, na esperança de melhor acomodarem a sua dor ou o amor. Num tempo de miséria simbólica, essas representações parecem ser não só formas de expandir a nossa perceção sobre o nosso entorno, mas também sobre quem afinal somos: representações, também nós, prontas a influenciar profundamente quem connosco se cruza. "A New New Age is necessary". Num mundo crescentemente digital e em velocidade, surge a necessidade abrandarmos e de desenvolvermos novos formatos de apresentação e sobretudo novos formatos de criação e modos de trabalho que nos permitam continuar a consolidar os trabalhos artísticos, na realidade atual. Numa temporada híbrida entre o presencial e o digital, o Teatro Municipal do Porto convida 8 artistas para uma colaboração especial, desenhada especificamente para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo, em dupla, a par e par e numa relação de igualdade, são convidados a criar um novo objeto digital que cruze os seus universos e discursos. A imagem em movimento cruza-se assim com as áreas da dança, circo contemporâneo, literatura, teatro e formas animadas, permitindo também desta forma que vários públicos, mesmo os mais distantes, possam aceder a estes trabalhos.

Válvula

07/03/2021

2 €

Chama-se válvula ao tubo distribuidor da tinta das latas de spray utilizadas pelos graffiters. O ilustrador, cartoonista e performer visual António Jorge Gonçalves e Flávio Almada, ativista cabo-verdiano e uma das vozes mais acutilantes do hip hop em crioulo, juntaram-se para nos contarem a história dos graffiti. Uma história que começa em palco com uma pergunta: “Gostamos de escrever em paredes. Precisamos de escrever em paredes?” Válvula recua aos riscos que caçadores recoletores fizeram nas rochas há 30 mil anos, em África, passa pelas anotações desenhadas que os romanos fizeram nas paredes das casas em Pompeia, detém-se nos murais políticos de há 100 anos, fala do trabalho de artistas contemporâneos tão influentes como Diego Rivera, Basquiat ou Keith Haring. Destinado a um público adolescente, é um espetáculo que se situa algures entre a conferência e o concerto, articulando palavras, desenhos e canções. E muitas perguntas. Como nasceram os graffiti no bairro do Bronx, em Nova Iorque? No que se inspira a “pichação” nos prédios de São Paulo? Arte ou vandalismo? Comunicação ou ocupação? Pode a desobediência ser legítima?

Feira de Artesanato da Batalha

Até 31/05/2021

Esta feira começou de uma forma espontânea na Praça da Batalha onde eram comercializados os produtos manufaturados (bijuteria, carteiras, entre outros). Nos anos 90 a Câmara Municipal do Porto regulamentou esta atividade, através da criação da Feira de Artesanato da Batalha.


NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5

06/11/2020

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia). A obra de Arunanondchai explora e relaciona temas como religião e mitologia orientais, ambiente, ecologia, música, geopolítica e desenvolvimento tecnológico, contrapondo a espiritualidade asiática ao pragmatismo ocidental. Arunanondchai reflecte sobre a vida contemporânea e a situação da humanidade no tempo da tecnologia, especulando sobre as consequências do Antropoceno, era recentemente definida e que marca o efeito da actividade humana enquanto força ambiental dominante no planeta, capaz de alterar a sua composição geológica. Na sua prática, o artista recorre a acontecimentos e experiências de cariz autobiográfico. Em várias obras, amigos e familiares participam e são de alguma forma envolvidos no trabalho. No history in a room filled with people with funny names 5 (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos. Boychild, artista ligada à performance e à dança que tem regularmente colaborado com Korakrit Arunanondchai, é também uma figura presente nesta obra. No history in a room filled with people with funny names 5 envolve o espectador num ambiente nocturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. No history in a room filled with people with funny names 5 congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais — como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico — e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018. Esta obra foi inicialmente encomendada pelo Centre d’Art Contemporain Genève para a Biennale of Moving Image de 2018 e apresentada na Bienal de Veneza em 2019.

PAR(S) 2

01/03/2021

"Jung diz que nos cruzamos com arquétipos ao longo da vida. O Imperador a subir uma rua íngreme à nossa frente. O Eremita sentado ao nosso lado, sozinho, no cinema. A Papisa a estender-nos um livro que nos muda profundamente. Olhei-te de longe, perguntei-me: O Enforcado? O Louco?" Uma correspondência entre dois desconhecidos, assente na importância do simbólico nas suas vidas: ambos resgataram essa relação ancestral, na esperança de melhor acomodarem a sua dor ou o amor. Num tempo de miséria simbólica, essas representações parecem ser não só formas de expandir a nossa perceção sobre o nosso entorno, mas também sobre quem afinal somos: representações, também nós, prontas a influenciar profundamente quem connosco se cruza. "A New New Age is necessary". Num mundo crescentemente digital e em velocidade, surge a necessidade abrandarmos e de desenvolvermos novos formatos de apresentação e sobretudo novos formatos de criação e modos de trabalho que nos permitam continuar a consolidar os trabalhos artísticos, na realidade atual. Numa temporada híbrida entre o presencial e o digital, o Teatro Municipal do Porto convida 8 artistas para uma colaboração especial, desenhada especificamente para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo, em dupla, a par e par e numa relação de igualdade, são convidados a criar um novo objeto digital que cruze os seus universos e discursos. A imagem em movimento cruza-se assim com as áreas da dança, circo contemporâneo, literatura, teatro e formas animadas, permitindo também desta forma que vários públicos, mesmo os mais distantes, possam aceder a estes trabalhos.

Válvula

07/03/2021

2 €

Chama-se válvula ao tubo distribuidor da tinta das latas de spray utilizadas pelos graffiters. O ilustrador, cartoonista e performer visual António Jorge Gonçalves e Flávio Almada, ativista cabo-verdiano e uma das vozes mais acutilantes do hip hop em crioulo, juntaram-se para nos contarem a história dos graffiti. Uma história que começa em palco com uma pergunta: “Gostamos de escrever em paredes. Precisamos de escrever em paredes?” Válvula recua aos riscos que caçadores recoletores fizeram nas rochas há 30 mil anos, em África, passa pelas anotações desenhadas que os romanos fizeram nas paredes das casas em Pompeia, detém-se nos murais políticos de há 100 anos, fala do trabalho de artistas contemporâneos tão influentes como Diego Rivera, Basquiat ou Keith Haring. Destinado a um público adolescente, é um espetáculo que se situa algures entre a conferência e o concerto, articulando palavras, desenhos e canções. E muitas perguntas. Como nasceram os graffiti no bairro do Bronx, em Nova Iorque? No que se inspira a “pichação” nos prédios de São Paulo? Arte ou vandalismo? Comunicação ou ocupação? Pode a desobediência ser legítima?

Feira de Artesanato da Batalha

Até 31/05/2021

Esta feira começou de uma forma espontânea na Praça da Batalha onde eram comercializados os produtos manufaturados (bijuteria, carteiras, entre outros). Nos anos 90 a Câmara Municipal do Porto regulamentou esta atividade, através da criação da Feira de Artesanato da Batalha.


NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5

06/11/2020

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia). A obra de Arunanondchai explora e relaciona temas como religião e mitologia orientais, ambiente, ecologia, música, geopolítica e desenvolvimento tecnológico, contrapondo a espiritualidade asiática ao pragmatismo ocidental. Arunanondchai reflecte sobre a vida contemporânea e a situação da humanidade no tempo da tecnologia, especulando sobre as consequências do Antropoceno, era recentemente definida e que marca o efeito da actividade humana enquanto força ambiental dominante no planeta, capaz de alterar a sua composição geológica. Na sua prática, o artista recorre a acontecimentos e experiências de cariz autobiográfico. Em várias obras, amigos e familiares participam e são de alguma forma envolvidos no trabalho. No history in a room filled with people with funny names 5 (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos. Boychild, artista ligada à performance e à dança que tem regularmente colaborado com Korakrit Arunanondchai, é também uma figura presente nesta obra. No history in a room filled with people with funny names 5 envolve o espectador num ambiente nocturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. No history in a room filled with people with funny names 5 congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais — como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico — e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018. Esta obra foi inicialmente encomendada pelo Centre d’Art Contemporain Genève para a Biennale of Moving Image de 2018 e apresentada na Bienal de Veneza em 2019.

PAR(S) 2

01/03/2021

"Jung diz que nos cruzamos com arquétipos ao longo da vida. O Imperador a subir uma rua íngreme à nossa frente. O Eremita sentado ao nosso lado, sozinho, no cinema. A Papisa a estender-nos um livro que nos muda profundamente. Olhei-te de longe, perguntei-me: O Enforcado? O Louco?" Uma correspondência entre dois desconhecidos, assente na importância do simbólico nas suas vidas: ambos resgataram essa relação ancestral, na esperança de melhor acomodarem a sua dor ou o amor. Num tempo de miséria simbólica, essas representações parecem ser não só formas de expandir a nossa perceção sobre o nosso entorno, mas também sobre quem afinal somos: representações, também nós, prontas a influenciar profundamente quem connosco se cruza. "A New New Age is necessary". Num mundo crescentemente digital e em velocidade, surge a necessidade abrandarmos e de desenvolvermos novos formatos de apresentação e sobretudo novos formatos de criação e modos de trabalho que nos permitam continuar a consolidar os trabalhos artísticos, na realidade atual. Numa temporada híbrida entre o presencial e o digital, o Teatro Municipal do Porto convida 8 artistas para uma colaboração especial, desenhada especificamente para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo, em dupla, a par e par e numa relação de igualdade, são convidados a criar um novo objeto digital que cruze os seus universos e discursos. A imagem em movimento cruza-se assim com as áreas da dança, circo contemporâneo, literatura, teatro e formas animadas, permitindo também desta forma que vários públicos, mesmo os mais distantes, possam aceder a estes trabalhos.

Válvula

07/03/2021

2 €

Chama-se válvula ao tubo distribuidor da tinta das latas de spray utilizadas pelos graffiters. O ilustrador, cartoonista e performer visual António Jorge Gonçalves e Flávio Almada, ativista cabo-verdiano e uma das vozes mais acutilantes do hip hop em crioulo, juntaram-se para nos contarem a história dos graffiti. Uma história que começa em palco com uma pergunta: “Gostamos de escrever em paredes. Precisamos de escrever em paredes?” Válvula recua aos riscos que caçadores recoletores fizeram nas rochas há 30 mil anos, em África, passa pelas anotações desenhadas que os romanos fizeram nas paredes das casas em Pompeia, detém-se nos murais políticos de há 100 anos, fala do trabalho de artistas contemporâneos tão influentes como Diego Rivera, Basquiat ou Keith Haring. Destinado a um público adolescente, é um espetáculo que se situa algures entre a conferência e o concerto, articulando palavras, desenhos e canções. E muitas perguntas. Como nasceram os graffiti no bairro do Bronx, em Nova Iorque? No que se inspira a “pichação” nos prédios de São Paulo? Arte ou vandalismo? Comunicação ou ocupação? Pode a desobediência ser legítima?

Feira de Artesanato da Batalha

Até 31/05/2021

Esta feira começou de uma forma espontânea na Praça da Batalha onde eram comercializados os produtos manufaturados (bijuteria, carteiras, entre outros). Nos anos 90 a Câmara Municipal do Porto regulamentou esta atividade, através da criação da Feira de Artesanato da Batalha.


NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5

06/11/2020

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia). A obra de Arunanondchai explora e relaciona temas como religião e mitologia orientais, ambiente, ecologia, música, geopolítica e desenvolvimento tecnológico, contrapondo a espiritualidade asiática ao pragmatismo ocidental. Arunanondchai reflecte sobre a vida contemporânea e a situação da humanidade no tempo da tecnologia, especulando sobre as consequências do Antropoceno, era recentemente definida e que marca o efeito da actividade humana enquanto força ambiental dominante no planeta, capaz de alterar a sua composição geológica. Na sua prática, o artista recorre a acontecimentos e experiências de cariz autobiográfico. Em várias obras, amigos e familiares participam e são de alguma forma envolvidos no trabalho. No history in a room filled with people with funny names 5 (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos. Boychild, artista ligada à performance e à dança que tem regularmente colaborado com Korakrit Arunanondchai, é também uma figura presente nesta obra. No history in a room filled with people with funny names 5 envolve o espectador num ambiente nocturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. No history in a room filled with people with funny names 5 congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais — como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico — e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018. Esta obra foi inicialmente encomendada pelo Centre d’Art Contemporain Genève para a Biennale of Moving Image de 2018 e apresentada na Bienal de Veneza em 2019.

PAR(S) 2

01/03/2021

"Jung diz que nos cruzamos com arquétipos ao longo da vida. O Imperador a subir uma rua íngreme à nossa frente. O Eremita sentado ao nosso lado, sozinho, no cinema. A Papisa a estender-nos um livro que nos muda profundamente. Olhei-te de longe, perguntei-me: O Enforcado? O Louco?" Uma correspondência entre dois desconhecidos, assente na importância do simbólico nas suas vidas: ambos resgataram essa relação ancestral, na esperança de melhor acomodarem a sua dor ou o amor. Num tempo de miséria simbólica, essas representações parecem ser não só formas de expandir a nossa perceção sobre o nosso entorno, mas também sobre quem afinal somos: representações, também nós, prontas a influenciar profundamente quem connosco se cruza. "A New New Age is necessary". Num mundo crescentemente digital e em velocidade, surge a necessidade abrandarmos e de desenvolvermos novos formatos de apresentação e sobretudo novos formatos de criação e modos de trabalho que nos permitam continuar a consolidar os trabalhos artísticos, na realidade atual. Numa temporada híbrida entre o presencial e o digital, o Teatro Municipal do Porto convida 8 artistas para uma colaboração especial, desenhada especificamente para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo, em dupla, a par e par e numa relação de igualdade, são convidados a criar um novo objeto digital que cruze os seus universos e discursos. A imagem em movimento cruza-se assim com as áreas da dança, circo contemporâneo, literatura, teatro e formas animadas, permitindo também desta forma que vários públicos, mesmo os mais distantes, possam aceder a estes trabalhos.

Válvula

07/03/2021

2 €

Chama-se válvula ao tubo distribuidor da tinta das latas de spray utilizadas pelos graffiters. O ilustrador, cartoonista e performer visual António Jorge Gonçalves e Flávio Almada, ativista cabo-verdiano e uma das vozes mais acutilantes do hip hop em crioulo, juntaram-se para nos contarem a história dos graffiti. Uma história que começa em palco com uma pergunta: “Gostamos de escrever em paredes. Precisamos de escrever em paredes?” Válvula recua aos riscos que caçadores recoletores fizeram nas rochas há 30 mil anos, em África, passa pelas anotações desenhadas que os romanos fizeram nas paredes das casas em Pompeia, detém-se nos murais políticos de há 100 anos, fala do trabalho de artistas contemporâneos tão influentes como Diego Rivera, Basquiat ou Keith Haring. Destinado a um público adolescente, é um espetáculo que se situa algures entre a conferência e o concerto, articulando palavras, desenhos e canções. E muitas perguntas. Como nasceram os graffiti no bairro do Bronx, em Nova Iorque? No que se inspira a “pichação” nos prédios de São Paulo? Arte ou vandalismo? Comunicação ou ocupação? Pode a desobediência ser legítima?

Drumming (1998)

12/03/2021

3.5 €

Drumming (1998) é uma das coreografias mais emblemáticas de Anne Teresa De Keersmaeker, escrita para uma partitura epónima de percussão minimalista de Steve Reich. A música começa com um único motivo rítmico, que depois se multiplica e desenvolve numa cornucópia de texturas, incluindo tambores, sopros, metais e voz. Reich intensifica aqui a técnica já utilizada numa composição anterior, Piano Phase: através de pequenas acelerações de tempo, os músicos desfazem a sincronia de forma quase impercetível, o que resulta numa troca de cânones interminável. Na dança, a complexidade coreográfica foi concebida de forma semelhante: uma única sequência de movimentos serve de alicerce para um número infinito de variações no tempo e no espaço. Quando a música para e os corpos se detêm, o público apercebe-se daquilo que presenciou: uma vaga de dança pura e som puro, um vórtice de energia vital.


NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5

06/11/2020

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia). A obra de Arunanondchai explora e relaciona temas como religião e mitologia orientais, ambiente, ecologia, música, geopolítica e desenvolvimento tecnológico, contrapondo a espiritualidade asiática ao pragmatismo ocidental. Arunanondchai reflecte sobre a vida contemporânea e a situação da humanidade no tempo da tecnologia, especulando sobre as consequências do Antropoceno, era recentemente definida e que marca o efeito da actividade humana enquanto força ambiental dominante no planeta, capaz de alterar a sua composição geológica. Na sua prática, o artista recorre a acontecimentos e experiências de cariz autobiográfico. Em várias obras, amigos e familiares participam e são de alguma forma envolvidos no trabalho. No history in a room filled with people with funny names 5 (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos. Boychild, artista ligada à performance e à dança que tem regularmente colaborado com Korakrit Arunanondchai, é também uma figura presente nesta obra. No history in a room filled with people with funny names 5 envolve o espectador num ambiente nocturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. No history in a room filled with people with funny names 5 congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais — como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico — e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018. Esta obra foi inicialmente encomendada pelo Centre d’Art Contemporain Genève para a Biennale of Moving Image de 2018 e apresentada na Bienal de Veneza em 2019.

PAR(S) 2

01/03/2021

"Jung diz que nos cruzamos com arquétipos ao longo da vida. O Imperador a subir uma rua íngreme à nossa frente. O Eremita sentado ao nosso lado, sozinho, no cinema. A Papisa a estender-nos um livro que nos muda profundamente. Olhei-te de longe, perguntei-me: O Enforcado? O Louco?" Uma correspondência entre dois desconhecidos, assente na importância do simbólico nas suas vidas: ambos resgataram essa relação ancestral, na esperança de melhor acomodarem a sua dor ou o amor. Num tempo de miséria simbólica, essas representações parecem ser não só formas de expandir a nossa perceção sobre o nosso entorno, mas também sobre quem afinal somos: representações, também nós, prontas a influenciar profundamente quem connosco se cruza. "A New New Age is necessary". Num mundo crescentemente digital e em velocidade, surge a necessidade abrandarmos e de desenvolvermos novos formatos de apresentação e sobretudo novos formatos de criação e modos de trabalho que nos permitam continuar a consolidar os trabalhos artísticos, na realidade atual. Numa temporada híbrida entre o presencial e o digital, o Teatro Municipal do Porto convida 8 artistas para uma colaboração especial, desenhada especificamente para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo, em dupla, a par e par e numa relação de igualdade, são convidados a criar um novo objeto digital que cruze os seus universos e discursos. A imagem em movimento cruza-se assim com as áreas da dança, circo contemporâneo, literatura, teatro e formas animadas, permitindo também desta forma que vários públicos, mesmo os mais distantes, possam aceder a estes trabalhos.

Válvula

07/03/2021

2 €

Chama-se válvula ao tubo distribuidor da tinta das latas de spray utilizadas pelos graffiters. O ilustrador, cartoonista e performer visual António Jorge Gonçalves e Flávio Almada, ativista cabo-verdiano e uma das vozes mais acutilantes do hip hop em crioulo, juntaram-se para nos contarem a história dos graffiti. Uma história que começa em palco com uma pergunta: “Gostamos de escrever em paredes. Precisamos de escrever em paredes?” Válvula recua aos riscos que caçadores recoletores fizeram nas rochas há 30 mil anos, em África, passa pelas anotações desenhadas que os romanos fizeram nas paredes das casas em Pompeia, detém-se nos murais políticos de há 100 anos, fala do trabalho de artistas contemporâneos tão influentes como Diego Rivera, Basquiat ou Keith Haring. Destinado a um público adolescente, é um espetáculo que se situa algures entre a conferência e o concerto, articulando palavras, desenhos e canções. E muitas perguntas. Como nasceram os graffiti no bairro do Bronx, em Nova Iorque? No que se inspira a “pichação” nos prédios de São Paulo? Arte ou vandalismo? Comunicação ou ocupação? Pode a desobediência ser legítima?

Drumming (1998)

12/03/2021

3.5 €

Drumming (1998) é uma das coreografias mais emblemáticas de Anne Teresa De Keersmaeker, escrita para uma partitura epónima de percussão minimalista de Steve Reich. A música começa com um único motivo rítmico, que depois se multiplica e desenvolve numa cornucópia de texturas, incluindo tambores, sopros, metais e voz. Reich intensifica aqui a técnica já utilizada numa composição anterior, Piano Phase: através de pequenas acelerações de tempo, os músicos desfazem a sincronia de forma quase impercetível, o que resulta numa troca de cânones interminável. Na dança, a complexidade coreográfica foi concebida de forma semelhante: uma única sequência de movimentos serve de alicerce para um número infinito de variações no tempo e no espaço. Quando a música para e os corpos se detêm, o público apercebe-se daquilo que presenciou: uma vaga de dança pura e som puro, um vórtice de energia vital.