Super Circo – Um espetáculo de Sonho

01/03/2021

8 €

O Super Circo apresenta "Um Espetáculo de Sonho"! Veja o ginasta em roda da morte, o equilibrista numa torre de cadeiras, as princesas voadoras, o palhaço Pedrito e muito mais.

O Vírus Corona e o Exército do Bem

01/03/2021

8 €

“O Vírus Corona e o Exército do Bem”. Uma história que nos ensina, a todos, que, sozinhos podemos muito pouco, mas juntos, podemos mudar o mundo. Na companhia da Teresinha, vamos aprender de que forma conseguimos lutar contra este vírus e descobrir como podemos ajudar quem mais precisa. A Teresinha vem dar a conhecer o projeto que toda a família começou a ajudar no início desta pandemia. A Associação SOUMA. Graças à generosidade de muitos que acreditam num bem maior, esta história que agora vos chega sob a forma de "Teatro em Casa", espalha uma mensagem de amor e esperança em tempos conturbados para todos. Venha connosco fazer parte deste "Exército do Bem". Parte do valor deste bilhete reverte a favor da associação SOUMA.

O Balcão

19/03/2021

2 €

“O que há de belo à face da terra é às máscaras que o devemos” “Gostaria que o mundo mudasse para eu ser contra ele.” Jean Genet viveu num estado de permanente revolta. Para ele, o teatro era um lugar “onde todas as liberdades são possíveis”. O Balcão, a sua obra mais ambígua e mais terrível, joga-se no interior de um bordel de luxo, espaço confinado, asséptico e hipervigiado, atravessado por ecos de uma revolução em curso. É com ela que Nuno Cardoso encerra a sua “trilogia da inauguração”, conjunto de três peças que dão corpo à ideia de um teatro de repertório exigente, intemporal, transfronteiriço. Arrancou com um dos textos matriciais da modernidade teatral (A Morte de Danton, de Georg Büchner) e prosseguiu com a revisitação de um cânone da dramaturgia clássica portuguesa (Castro, de António Ferreira). O Balcão densifica alguns dos temas em circulação, como o poder como claustrofobia, os ocasos das revoluções, as sedutoras vizinhanças entre o sexo e a morte. Comédia erótica, drama metafísico, farsa fúnebre? Barroco e indisciplinado, este Balcão, servido por uma tradução da poeta Regina Guimarães, é avesso a formatações. Ele arrisca-se a ser, como sempre em Jean Genet e como sempre em Nuno Cardoso, o palco da nossa imaginação.

À Espera de Godot

26/03/2021

2 €

Em À Espera de Godot, uma linha de saxofone, pedida de empréstimo a Tom Waits, pontua a peça de Samuel Beckett e sublinha-lhe a circularidade. O palco, em declive, “à beira do abismo e no meio da lixeira”, é história humana, em declínio. Em dois atos/dias testemunhamos “todas as posturas manifestas da humanidade, dois a dois”. Vladimir-Estragon, Pozzo-Lucky e o Menino: dois duetos e um (falso) solo. Para Gábor Tompa, a música que esta precisa partitura dá a ouvir é a da vida enquanto espera, a da complementaridade do par, a da interdependência com o outro, a da esperança de salvação. “Todo o teatro é espera”, dizia Beckett. Vladimir e Estragon, nos seus pueris e clownescos jogos de sobrevivência que os ajudam a passar o tempo, estão literalmente também a fazer tempo, a jogar tanto o jogo-Godot como o jogo-teatro. Sempre juntos, comparecem. “Não somos nenhuns santos, mas estamos no ponto de encontro. Quantas pessoas podem dizer o mesmo?”

Feira de Artesanato da Batalha

Até 31/08/2021

Esta feira começou de uma forma espontânea na Praça da Batalha onde eram comercializados os produtos manufaturados (bijuteria, carteiras, entre outros). Nos anos 90 a Câmara Municipal do Porto regulamentou esta atividade, através da criação da Feira de Artesanato da Batalha.

Mercado de Artesanato do Porto

Até 31/08/2021

O evento realiza-se de quinta a domingo, todas as semanas, na Praça de Parada Leitão.  O MAP - Mercado de Artesanato do Porto é uma iniciativa municipal que, semanalmente, reúne os produtos artesanais de cerca de 80 comerciantes. Como se trata de um evento ao ar livre, o seu funcionamento está sempre dependente das condições climáticas.  Local: Praça de Parada Leitão

Revolução de 24 de Agosto de 1820: Prelúdio do Liberalismo em Portugal

Até 01/08/2021

Inaugura no Museu Militar do Porto, a exposição "Revolução de 24 de Agosto de 1820: Prelúdio do Liberalismo em Portugal", com curadoria Fernando Gonçalves. Aberta ao público durante dez meses (até 1 de agosto de 2021), a mostra expositiva aviva a bravura de um grupo de notáveis cidadãos do Porto, que dava o primeiro passo para o fim da influência inglesa e a decorrente monarquia liberal há 200 anos. O Norte exigia o regresso do Rei, uma Constituição, a justiça e a prosperidade. Estavam lançadas as sementes do progresso e da modernidade em Portugal e há documentos e peças históricas que comprovam.

Deslaçar um tormento

Até 19/09/2021

12 €

Esta grande exposição dedicada ao trabalho de Louise Bourgeois (Paris, 1911, Nova Iorque, 2010) cobre um arco temporal de sete décadas, dando a ver obras realizadas pela artista entre finais dos anos 1940 e 2010. Visitada e revisitada em inúmeras exposições realizadas durantes as últimas décadas em diversos espaços museológicos do mundo inteiro, a vasta e singular obra de Louise Bourgeois lida com temas indelevelmente associados a vivências e acontecimentos traumáticos da sua infância – a família, a sexualidade, o corpo, a morte e o inconsciente –que a artista tratou e exorcizou através da sua prática artística. Esta exposição é organizada pela Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea e o Glenstone Museum, Potomac, Maryland, EUA, em colaboração com The Easton Foundation, Nova Iorque, e coproduzida com o Voorlinden Museum & Gardens, Wassenaar, Países Baixos. To Unravel a Torment tem curadoria de Emily Wei Rales, Diretora e cofundadora do Glenstone Museum. Em Serralves, a exposição foi organizada por Philippe Vergne, Diretor do Museu, com Paula Fernandes, Curadora. Esta exposição contou com o generoso apoio de Hauser & Wirth Gallery.

R. H. Quaytman

Até 30/05/2021

12 €

R. H. Quaytman emprega técnicas de reprodução mecânica e tradições da arte conceptual para criar séries fechadas de obras divididas em capítulos. As partes subsequentes são numeradas para marcar a passagem do tempo e o gradual completar da vida e do projeto artístico. A artista trata todas as exposições e pinturas apresentadas como um empreendimento criativo. R. H. Quaytman aborda a pintura como se fosse poesia: ao ler um poema, repara-se em palavras específicas, apercebemo-nos de que cada palavra ganha uma ressonância. As pinturas de Quaytman, organizadas em capítulos estruturados como um livro, têm uma gramática, uma sintaxe e um vocabulário. Enquanto o trabalho é delimitado por uma estrutura rígida a nível material - surgem apenas em painéis chanfrados de contraplacado em oito tamanhos predeterminados resultantes da proporção áurea -, o conteúdo de final aberto cria permutações que resultam num arquivo sem fim. A prática de Quaytman envolve três modos estilísticos distintos: serigrafias baseadas em fotografias, padrões óticos, como moiré e tramas cintilantes, e pequenos trabalhos a óleo pintados à mão. O trabalho de Quaytman, apresentado pela primeira vez em Portugal, aponta para as novas possibilidades da pintura de hoje, o que é uma pintura, um ícone? Quais são os meios da pintura numa cultura saturada pela estimulação visual, da fotografia à floresta digital dos signos? A pintura aina é um meio relevante para partilhar a nossa história? A exposição é coorganizada pelo Muzeum Sztuki in Lódz, Polónia, e pela Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Comissariada por Jaroslaw Suchan.

No History In A Room Filled With People With Funny Names 5

Até 13/06/2021

12 €

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia). A obra de Arunanondchai explora e relaciona temas como religião e mitologia orientais, ambiente, ecologia, música, geopolítica e desenvolvimento tecnológico, contrapondo a espiritualidade asiática ao pragmatismo ocidental. Arunanondchai reflecte sobre a vida contemporânea e a situação da humanidade no tempo da tecnologia, especulando sobre as consequências do Antropoceno, era recentemente definida e que marca o efeito da actividade humana enquanto força ambiental dominante no planeta, capaz de alterar a sua composição geológica. Na sua prática, o artista recorre a acontecimentos e experiências de cariz autobiográfico. Em várias obras, amigos e familiares participam e são de alguma forma envolvidos no trabalho. No history in a room filled with people with funny names 5 (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos. Boychild, artista ligada à performance e à dança que tem regularmente colaborado com Korakrit Arunanondchai, é também uma figura presente nesta obra. No history in a room filled with people with funny names 5 envolve o espectador num ambiente nocturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. No history in a room filled with people with funny names 5 congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais — como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico — e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018. Esta obra foi inicialmente encomendada pelo Centre d’Art Contemporain Genève para a Biennale of Moving Image de 2018 e apresentada na Bienal de Veneza em 2019.

Hugo Canoilas

Até 09/05/2021

12 €

Especificamente concebida para a sua Galeria Contemporânea, a primeira exposição de Hugo Canoilas (Lisboa, 1977) no Museu de Serralves confirma e expande algumas das preocupações que melhor definem a prática deste artista: a especulação sobre as relações entre arte e realidade (eventos políticos e sociais), a interrogação sobre as características e limites da pintura, e a ênfase conferida ao trabalho colaborativo. Com formação em pintura, Canoilas tem vindo a examinar o lugar deste meio artístico, a forma como ele é percecionado quer por visitantes de museus quer por transeuntes (o artista é conhecido por intevenções no espaço público que nunca são anunciadas como obras de arte). No caso desta exposição em Serralves, Canoilas prescinde do lugar onde mais naturalmente esperamos ver pinturas - as paredes da galeria -, e decide intervir no chão, no rodapé e no teto da Galeria Contemporânea - espaços negligenciados por quase todas as exposições de pintura. No chão apresentam-se três peças em vidro colorido que representam medusas. Realizadas na Marinha Grande, estas águas-vivas - possíveis símbolos do aquecimento climático, mas também das ideias de informe e de metamorfose na origem de vários trabalhos de Hugo Canoilas - devem poder ser pisadas pelos visitantes da exposição. O protagonismo conferido ao solo é confirmado pelo rodapé-pintura (em forma de caixa de luz, com uma pintura em linho no exterior esticada como uma tela, delimitando o espaço da exposição) em que o artista dá visibilidade a um elemento arquitetónico tão comum quanto despercebido. Já no teto da sala, Hugo Canoilas criará uma pintura gestual que, à imagem das suas mais recentes pinturas abstratas, parte de imagens da flora e fauna do fundo do mar. Saliente-se que a pintura também funciona como uma caixa de luz que cria uma aura na sala, afetando a perceção das medusas. As medusas sáo animais fascinantes, que ao longo dos seus invulgares ciclos de vida passam por várias metamorfoses, reproduzem células de formas inusitadas. A sua observação, que testemunha variações dramáticas de configuração, desafia todas as conceções de estabilidade, todas as ideias sobre a relação entre as partes e integralidade. Exatamente como esta exposição de Hugo Canoilas, composta de três elementos distintos - Chão, rodapé e teto - que se afetam mutuamente (em cooperação, simbiose competição, predação e parasitismo) e que é exemplar de uma prática artística que não se cristaliza numa forma, mas que constantemente se interroga nos seus limites, funções e pressupostos.

Manoel de Oliveira Fotógrafo

Até 27/06/2021

12 €

As mais de cem fotografias que se apresentam na exposição Manoel de Oliveira Fotógrafo são uma das grandes surpresas que o arquivo pessoal do realizador, integralmente depositado em Serralves, reservava. Produzidas entre os finais de 1930 e meados dos anos 1950, estas imagens, guardadas durante várias décads e na sua maioria inéditas, revelam uma faceta desconhecida de Oliveira e abrem novas perspectivas sobre a evolução da sua obra. A passagem de Manoel de Oliveira pela imagem estática é uma etapa determinante do seu percurso como cineasta. Em diálogo tanto com o pictorialismo como com o construtivismo e com as experiências da Bauhaus, as suas fotografias estão a meio caminho entre a exploração dos valores clássicos da composição e o espírito modernista que animou toda a primeira fase da sua produção cinematográfica. Investida, quase sempre, de propósitos artísticos, a fotografia é para o realizador um instrumento de pesquisa formal e de experimentação, uma obra de modalidade para interrogar, muitas vezes um relação direta com os filmes, a construção de uma linguagem visual própria. As imagens que agora dão a conhecer acrescentam, certamente, um novo capítulo à história da fotografia portuguesa dos anos 1940. Mas elas constituem, também, um precioso instrumento para enquadrar o modo como Manoel de Oliveira passa a assegurar, durante um período de dez anos, a direção de fotografia dos seus próprios filmes, bem como para contextualizar, numa perspetiva mais ampla, o rigor de composição que, de uma maneira geral, caracterizam todos os seus filmes. Olhando para estas imagens, não interessará muito saber onde começa o fotógrafo e onde acaba o cineasta, nem definir, com precisão, até que ponto o primeiro poderá ter tomado por vezes, o lugar do segundo. Importará, sim, questionar o modo como esta convivência estre dois modos de ver e de pensar se corporiza na obra de Manel de Oliveira. Curadoria de António Preto, Diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira. Todas as fotografias expostas pertencem ao Acervo de Manoel de Oliveira, Casa do Cinema Manoel de Oliveira - Fundação de Serralves, Porto.

Mercado da Ribeira

Até 31/08/2021

O Mercado da Ribeira é constituído por 10 lojas, e foi criado após a renovação do antigo mercado. Produtos alimentares na sua vertente tradicional, produtos de interesse turístico e promocionais, e restauração. Localização: Cais da Ribeira (Junto ao pilar norte da Ponte D. Luís I)

Mercadinho da Ribeira

Até 31/08/2021

Feira urbana que pretende contribuir para a manutenção do carácter típico e pitoresco da antiga venda de rua, integrada na estratégia de animação da cidade. Vendem-se aqui atoalhados e outros produtos de promoção turística da Cidade.

UTOPIA!?

Até 29/08/2021

12 €

Esta será a primeira exposição em Portugal da celebrada artista indiana Nalini Malani (Carachi, Índia indivisa, 1946). Amplamente conhecida pelas suas pinturas e desenhos, a mostra em Serralves mostra uma faceta do seu trabalho igualmente relevante mas com que os públicos estão porventura menos familiarizados, apresentando exclusivamente as suas animações desenvolvidas entre finais dos anos 1960 e a atualidade. Foi no final da década de 1960, numa cena artística indiana dominada por homens, que Nalini Malani emergiu como uma voz provocatória e feminista, igualmente pioneira no trabalho com meios artísticos como o cinema experimental, o vídeo e a instalação. Além de dar voz às mulheres, a artista sempre se destacou como uma artista preocupada com questões sociais, conferindo protagonismo aos marginalizados através de histórias visuais (animações, nomeadamente) que exploram temas como o feminismo, a violência, as tensões raciais e os legados pós-colonialistas. As animações reunidas na exposição em Serralves, realizadas entre 1969 e 2020, foram agrupadas sob o signo da Utopia (este é aliás o título da mais antiga obra apresentada), relacionando-se, por um lado, com o sentimento utópico que se seguiu à independência da Índia e, por outro, com a desilusão em relação àquilo que o país se tornaria, governado por regras ditadas pela ortodoxia religiosa. De qualquer forma, os trabalhos de Malani transcendem os traumas nacionais para tratarem injustiças sociais globais. É o caso da grande instalação imersiva que encerra a exposição, composta por nove projeções vídeo de animações e frases. Can You Hear Me? embora tenha partido de uma violenta história passada na Índia, a morte violenta de uma criança, é uma ode a todos aqueles que não têm voz. Realizada entre 2017 e 2020, a instalação é composta por animações em que se sobrepõem imagens realizadas pela artista e fragmentos de citações de escritores tão influentes como Hannah Arendt, James Baldwin, Bertolt Brecht, Veena Das, Faiz Ahmad Faiz, Milan Kundera, George Orwell e Wislawa Szymborska. Segundo a artista, Can You Hear Me? corresponde ao tipo de animação a que se tem dedicado mais recentemente, a que chama cadernos de notas [notebooks] e que são realizados digitalmente num iPad. Malani já afirmou: “Quando eu vejo ou leio alguma coisa que captura a minha imaginação, tenho a necessidade de reagir através de um desenho ou de desenhos em movimento. Não exatamente na sua forma mimética mas mais como uma ‘Memória Emoção’. Sinto-me como uma mulher com pensamentos e fantasias que são disparados da sua cabeça. Cada um deles pode conter ideias diferentes e não parecerem ser da mesma pessoa. Cada uma dessas vozes na minha cabeça precisa portanto de uma diferente caligrafia.”

Roni Horn: Some Thames

Até 29/08/2021

12 €

Roni Horn (Nova Iorque, 1955) é uma artista norte-americana que vive entre Nova Iorque e Reiquejavique, na Islândia. Desde muito jovem desenvolveu um profundo gosto pela literatura e pela filosofia, que antecedeu o seu interesse pelas artes visuais e que a levou a considerar a sua biblioteca um motor estruturante para si e para a sua obra. A prática do desenho é central e fundamental no trabalho de Horn, que também tem vindo a utilizar outros meios, como a escultura, a fotografia e os livros de artista. As viagens e a imersão na paisagem – sobretudo a da Islândia – são fundamentais na sua obra, que explora temas como o tempo meteorológico e a ecologia, a par com a memória, a identidade e a mutação. A representação do mundo exterior é usada como artifício ou metáfora para chegar a um espaço interior e mental. Estas oito fotografias do rio Tamisa fazem parte do conjunto de 80 que Serralves apresentou na sua exposição individual em 2001 e que foram na altura adquiridas para a Coleção. Em Some Thames [Alguns Tamisas] (2000-2001), Horn capta momentos do fluxo do rio Tamisa, obtendo um conjunto de imagens aparentemente abstratas e muito semelhantes entre si. Mas na verdade são imagens realistas e existem infinitas diferenças entre elas, ainda que impercetíveis a um olhar menos atento. Por um lado, esta abordagem encerra uma referência à experiência e à perceção que cada um de nós tem da passagem do tempo. Por outro, a água, frequentemente representada ou evocada no trabalho da artista, é uma alusão à vida, ao corpo, à sexualidade, mas também à morte. Conforme nos conta a literatura – nomeadamente Charles Dickens e Joseph Conrad –, nas águas escuras do Tamisa foram largados os corpos de muitos daqueles que sofreram mortes violentas, como foram muitos aqueles que nelas cometeram suicídio.

Transmission Tower: Sentinel

Até 29/08/2021

12 €

Dara Birnbaum (Nova Iorque, 1946) é uma artista norte-americana que se notabilizou desde os anos 1970 com os seus trabalhos em vídeo. Nessa época, a televisão exercia uma enorme influência na vida das pessoas, era a principal e mais influente fonte de informação na sociedade, hoje ampliada pela internet. Birnbaum analisa criticamente o universo televisivo, usando frequentemente as imagens difundidas por esse meio, interrompendo-as, repetindo-as e editando-as. A partir da década de 1990, começou a criar instalações vídeo de grande formato, constituídas por vários ecrãs de televisão. Especialmente encomendada para a Documenta IX de Kassel, Transmission Tower: Sentinel [Torre de transmissão: Sentinela] (1992) analisa a influência da televisão na política norte-americana, neste caso a propósito da Primeira Guerra do Golfo, iniciada em 1991. Oito monitores vídeo, fixados em secções de uma torre de transmissão, formam uma linha que descreve o trajeto de uma bomba lançada de um avião de carga. Em cada monitor são transmitidas imagens de George Bush a discursar no Congresso Nacional Republicano, em 1988. Ao mesmo tempo, imagens do poeta Allen Ginsberg a ler o seu poema antimilitarista Hum Bom!, escrito por ocasião da Guerra do Vietname e reescrito para a Guerra do Golfo, numa Convenção Nacional de Estudantes de 1988, percorrem o totem de monitores.

50 Anos de fotografia - 1970-2020 de Alfredo Cunha

Até 02/05/2021

Este Alfredo Cunha de quem se fala é o homem com a sua câmara e o seu olhar. Qualquer bom fotojornalista intui, antes de o saber claramente, que uma imagem, que deve encerrar todo um conteúdo e uma sedução, é, sempre foi, um momento decisivo. Antes de ser definido por Cartier-Bresson, já existia na mente de quem fotografa o acontecimento, o rosto e o movimento. Na longa carreira de 50 anos de Alfredo Cunha, muita coisa mudou: o país que fotografa; o equipamento que usa — já longe da primeiríssima Petri FT, da Leica M3, que começou a usar em 1973, e das Leicas que se seguiram e a que se manteve sempre fiel; o suporte — do analógico, maioritariamente preto e branco, ao digital, que pratica desde 2003. A imagem fotojornalística responde à exigência de concordância com o texto, também se liga ao onde, quando, como e porquê. Porém, quando o fotógrafo já definiu o seu estilo — e é esse o caso de Alfredo Cunha —, a sedução da imagem sobrepõe-se à sedução da notícia. Em todas elas se torna difícil associar a imagem a um estilo pois Alfredo Cunha ultrapassa a corrente do momento e o tema. E é neste sentido que podemos dizer, com Barthes, que as suas fotografias resultam sem código, dependem da transmissão do seu para nosso afeto. Teresa Siza (texto adaptado)

Conversas com Serralves

Até 01/04/2021

A partilha da cultura, a promoção e divulgação de ciência e a relação com a natureza, em todas as suas áreas, representam um mecanismo único com real impacto nas nossa vidas e na forma como nos revemos no mundo. Serralves vive para criar relações múltiplas com formas de arte, com a natureza e com as pessoas, sejam elas, com músicos, artistas, bailarinos, arquitetos, cineastas, paisagistas, investigadores, estudantes, pensadores, professores, parceiros, fundadores, mecenas, pessoas. Com todo o seu público. O contexto atual exige que a nossa responsabilidade se exprima em novo formato e que estejamos presentes. Assim, é com muito gosto que a Fundação de Serralves, ao (re)inventar-se, oferece um ciclo de conversas online, intituladas #ConversasComSerralves, cujo propósito é o de nos aproximar ainda mais, através do convite ao público para participar em momentos únicos de partilha de experiências artísticas, ambientais, científicas e criativas. Um programa exclusivo e transversal a todas as áreas de atuação de Serralves - as artes plásticas, a arquitetura, o cinema, as artes performáticas, o ambiente, a ciência, a paisagem, a arquitetura e a reflexão mais abrangente sobre diferentes temas importantes para a sociedade e o seu futuro. Estas sessões decorrem online, sempre às 18:00, com participação gratuita e inscrição obrigatória.

indignu [lat.]

Até 03/04/2021

A sonoridade do colectivo indignu [lat.], que conta com mais de uma década, não pode fugir ao selo pós-rock, mas fá-lo longe dos estereótipos de género habituais e do mainstream rock alternativo. O som instrumental pode reportá-los para um dissimulado pós-grunge e os momentos acústicos, manchados de veneração ao simples e ao natural, trazem algum alívio e ecletismo ao ouvido. Melodias e distorções emocionais contrastantes são a principal característica do estilo da banda. A sua própria visão de crescendos catárticos apresenta um som extremamente sujo e corajoso. Contam com quatro discos: "Fetus In Fetu", os aclamados "Odyssea", "Ophelia" e o mais recente "Umbra" que tem muito da carga que Portugal viveu e sentiu nos incêndios de 2017. Pisaram a maioria dos palcos nacionais e ilhas. Pisaram o palco de um dos maiores festivais do mundo do género, o dunk!fest na Bélgica e mais recentemente em 2019 o VIVID Festival na Noruega. Trabalharam, entre outros nomes da cena nacional, com Ana Deus, Valter Hugo Mãe e Manel Cruz. Inspiram-se na lusofonia, nos mares e na terra.

Mercado Biológico do Parque da Cidade

Até 31/08/2021

Venda de produtos de agricultura biológica.

Azul vermelho azul manteiga

03/04/2021

Num tempo em que potenciar a sensibilidade surge como uma necessidade premente em todas as áreas de envolvimento humano, a consciência e sensibilidade à cor podem ser instrumentos essenciais contra as forças da insensibilidade e da brutalidade. - Josef Albers Azul vermelho azul manteiga é um espetáculo para crianças, uma aula de física para pessoas pequenas e grandes, um jogo de cor inventado a partir dos textos de Michel Pastoureau, Josef Albers e Ludwig Wittgenstein. Juntos estes autores ensinam-nos a estudar a natureza das cores e a questionar o modo como vemos as coisas, as casas, as plantas, os animais, as pessoas. As cores têm uma história atribulada de viagens, têm sentimentos, têm amigos e inimigos, ensinam-nos códigos que seguimos sem pensar, influenciam profundamente o ambiente, os comportamentos, a linguagem e a imaginação. O espetáculo Azul vermelho azul manteiga, adaptado para versão online, divide-se em 4 segmentos de 10m, cada um tem um ponto de vista sobre o tema da cor.

Programa Infantil de Páscoa

Até 05/04/2021

Por iniciativa da ECHO (European Concert Hall Organization), a Casa da Música, a Elbphilharmonie Hamburgo e a Konserthuset Stockholm transmitem em simultâneo, nesta Páscoa, de sexta a segunda, espetáculos destinados ao público mais jovem. Um programa especial a não perder. 3 de março - Trill and Dragon Ears de Konserthuset Stockholm 4 de março - Carnaval dos Animais 5 de março - Somnia!, What do Dreams Sound Like? de Elbphilharmonie Hamburg

Feira dos Passarinhos

Até 31/08/2021

Até 10 de julho a Feira dos Passarinhos vai passar para a Avenida Rodrigues de Freitas. Feira tradicional, de cariz popular, com alguns anos de atividade, onde pode adquirir aves, enquanto animais de companhia. É permitida, a comercialização de gaiolas, comedouros, bebedouros, poleiros, alimentação e demais artigos necessários para o alojamento, manutenção e criação. Mesmo que a intenção não seja comprar encante-se com os cantares das aves, com as suas cores e o movimento da feira. Ao passar pela feira ninguém escapa ao deslumbramento de olhar o Rio Douro e as pontes.

Feira de Numismática, Filatelia e Colecionismo

Até 31/08/2021

Local de encontro de vários colecionadores, esta feira tem como objeto a venda e troca de moedas, postais, selos e outros objetos colecionáveis afins. Realiza-se debaixo das arcadas dos prédios que rodeiam a praça.

Feira da Pasteleira

Até 31/08/2021

Com muitos anos de existência, esta feira é já uma tradição sociocultural. É muito procurada, quer pelos moradores do Bairro da Pasteleira, quer pela população em geral. Vendem-se aqui diversos produtos, nomeadamente produtos alimentares, roupa, calçado e têxteis lar. Localização: Rua Bartolomeu Velho

Mercado da Alegria 

Até 31/08/2021

O Mercado da Alegria regressa para mais um dia de muita animação e de boas compras, das 9 às 19 horas, entre as sombras frescas do frondoso Jardim do Passeio Alegre. Porque não recebe só emprestado o nome do recinto que o acolhe, o evento prima pela simpatia dos vendedores, aliado à qualidade dos produtos comercializados, sejam eles de cariz artesanal, peças de joalharia e bijuteria, acessórios de moda, peças de decoração, ou produtos da terra e regionais. Tudo com respeito pelas medidas preventivas para a COVID-19, como não poderia deixar de ser. Com uma localização privilegiada na antecâmara das praias do Porto, o Mercado da Alegria recebe a brisa do mar, sendo um ótimo refúgio nas horas de maior calor. O Mercado da Alegria reúne o trabalho de dezenas de artesãos e vendedores locais, com uma vasta gama de produtos apresentados. O Mercado da Alegria está sempre dependente de condições climáticas favoráveis, uma vez que decorre ao ar livre. 

Jorge Molder

Até 03/10/2021

Esta exposição, apresentada no mezanino da Biblioteca de Serralves, reúne uma seleção de obras de Jorge Molder (Lisboa, 1947) feita a partir de um conjunto mais vasto existente no acervo de Serralves. São apresentadas fotografias das séries “T. V.” (1995), “La Reine vous salue” (2001), “Tangram” (2004/08), “Call for Papers” (2013) e ainda “Zizi” (2013). O trabalho de Molder é conhecido sobretudo pelas suas fotografias a preto e branco, em que o artista se autofotografa (apenas o rosto, corpo inteiro ou as mãos) vestindo habitualmente fato escuro e camisa branca, ideia que é contrariada pelas duas séries mais recentes. As referências provenientes da literatura, do cinema, da música ou da história da arte, bem como o quotidiano, vida e a sua natureza incerta e imprevisível, são fundamentais na sua obra, na medida em que podem constituir o ponto a partir do qual se pode derivar e construir algo. Neste sentido, e pelo facto da exposição ter lugar na Biblioteca, a mostra é complementada com um conjunto de referências bibliográficas importantes para o artista disponíveis para consulta e com a apresentação de alguns dos seus livros e catálogos de exposições.

Nets Of Hyphae de Diana Policarpo

Até 25/04/2021

Convulsões, alucinações, sensações de ardor. O parasita da cravagem que infeta o centeio é conhecido como sendo a causa do ergotismo, ou Fogo de Santo António. Em pequenas doses, o fungo tem sido tradicionalmente usado por curandeiras para provocar abortos. No entanto, o conhecimento destas, assente na experiência e no conhecimento da terra e das plantas, foi erradicado pelo progresso do capitalismo patriarcal, que o substituiu pela obstetrícia. Ainda hoje os historiadores especulam se o ergotismo terá tido um papel nas acusações de bruxaria contra mulheres durante a crise de Salém em 1692, assim como contra os xamãs Sámi nos julgamentos de Finnmark em 1621, e noutras ocasiões. A exposição Nets of Hyphae, de Diana Policarpo, com curadoria de Stefanie Hessler (Diretora da Kunsthall Trondheim), estabelece relações especulativas entre as redes de fungos da cravagem e a saúde das mulheres. Desenvolvidos especificamente no contexto deste projeto, os seus trabalhos em vídeo, animação, têxteis e ambientes sonoros criam paralelos entre o ciclo dos fungos, a justiça reprodutiva e os conhecimentos de parteiras, curandeiras e agricultoras em precariedade e resistência. Centrando-se nas perspetivas feministas dos alucinogénios e trabalhando com a biohacker transfeminista Paula Pin, Policarpo concebe paralelismos especulativos entre o ergotismo, a supressão de conhecimentos ancestrais e a justiça na saúde.

Que Horas São Que Horas

Até 25/04/2021

A exposição Que horas são que horas: uma galeria de histórias parte de um convite da Galeria Municipal do Porto a três curadores para uma reflexão sobre a paisagem histórica das galerias de arte no Porto, inscrita entre a aparente abertura cultural do final da Segunda Guerra Mundial e a retração do tecido cultural provocada pela recente crise económica. Um olhar sobre esta cronografia permite compreender as muitas faces da civitas e as cumplicidades transformadoras entre artistas, agentes culturais e públicos que a conformam. Este retrato retrospetivo atravessa as exposições independentes em livrarias que ensaiaram uma profissionalização alternativa da arte, recorda o confronto com novos públicos e espaços cívicos que só a revolução de 1974 permitiu até à celebração das inaugurações simultâneas na rua Miguel Bombarda, culminando na rede de lugares alternativos organizada para resistir à Troika. Contra o regime ou com o seu apoio, num vazio institucional ou alimentando museus, herdeira de um contexto social conservador isento de discurso crítico e resistente à inscrição de novas gerações de artistas, a paisagem histórica das galerias de arte no Porto é feita de cidadania e comércio, de uma arte não apenas de culto, mas com valor de troca: uma galeria de histórias.

É preciso dizer febre em vez de dizer inocência

08/04/2021

3.5 €

A febre da palavra na voz de cinco intensos e desarmantes poetas de várias gerações: Catarina Costa, Catarina Nunes de Almeida, Francisca Camelo, João Rios e Renato Filipe Cardoso. O sortilégio da escrita, aliado à arte de dizer. A ilustradora Susana Carvalhinhos assina a imagem da sessão — uma estreia absoluta neste ciclo poético. Entre leituras, Amadeu Magalhães, músico multi-instrumentista, solta magia do seu cavaquinho. A fechar a sessão, Ruído Vário junta um trio improvável: Ana Deus (voz), Luca Argel (voz e guitarra) e Fernando Pessoa. Um hálito de música, impregnado nas palavras e no génio de Pessoa. Prometemos ainda instantes fosforescentes na companhia de Hugo van der Ding.

Palcos Instáveis

Até 10/04/2021

3.5 €

If only this was about food If only this was about food é uma obra de confissão social sobre desejos inerentes, focando-se na sua relação com a compulsão. Todo o processo afirma-se como uma experiência intuitiva que se assemelha ao próprio lado incontrolável do desejo. Tudo é sobre comida, comer, consumir e comprometer, mas também sobre tudo o resto não mencionado. Vem do empirismo e procura a sua própria indução pelo público, apresentando-se a obra no limbo entre a consciência e o desejo de ingenuidade. — Joana Couto Cor de burro quando foge Se existimos, agora, estamos aqui. O depois não importa porque é depois. O que é aqui e o que é ali? O destino não existe sem a partida e a partida não acontece sem um destino. A partida é o destino. Se são o mesmo lugar, o que existe no meio? A fuga. O tudo e nada. O nós e os outros. Vivemos num loop... Sempre na fuga. Fazemos burros de nós próprios ignorando que fugimos para o sítio de onde viemos. Arrastamos tempo e criamos vento à nossa passagem. Tudo o que acontece quando vamos daqui para ali é beleza colateral...

Orquestra de 100 flautas, 100 saxofones e 100 clarinetes

11/04/2021

100 flautas, 100 saxofones e 100 clarinetes no mesmo palco. Foi assim o Dia Mundial da Música de 2015, celebrado com novas obras criadas especialmente para a ocasião e para esta formação tão peculiar. Além de uma encomenda ao compositor Daniel Moreira, o concerto deu a conhecer as peças de alunos do Curso de Composição da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. As seis obras apresentadas são releituras de música assinada por Johann Sebastian Bach.

Ai que Saudades de Tudo

14/04/2021

Então, sempre é verdade que Camilo Pessanha veio até à Foz… E veio muito bem, quanto mais não fosse para lembrar que o nosso Poeta agora evocado, ainda no âmbito dos cem anos que acabaram de passar da publicação da sua “CLEPSIDRA”, também andou cá por cima… Normalmente, só se referem as suas andanças de Coimbra para baixo, até ao Oriente, quase nunca se falando das suas estadias por aqui… A verdade é que podemos assinalar o nosso Norte na geografia de Pessanha, valendo a pena recordar isso mesmo, como fará um dos intervenientes – José Valle de Figueiredo Mas o caso é que estamos aqui, sobretudo, para dizer que a sua Obra faz parte de nós próprios, a sua POESIA assinala-se como Poesia Maior, com os seus Poemas a entrar por dentro de nós, a dar-nos vida, como o Saber de Isabel Ponce de Leão funda e intensamente nos certifica, na intervenção em mais esta “FOZ LITERÁRIA”. “AI QUE SAUDADES DE TUDO!” AI QUE SAUDADES DE CAMILO PESSANHA…

Coro Casa da Música

14/04/2021

Inspirada num passado já muito longínquo, com recurso a fragmentos de textos filosóficos da Grécia Antiga que se revelam surpreendentemente modernos, a partitura em programa foi escrita para coro triplo e teve a sua estreia nacional na Casa da Música, em Janeiro de 2020. A obra coloca em confronto ideias que podem ser vistas como antagónicas, ou talvez complementares: o fogo/o rio, a morte/o sono. Esta é a segunda transmissão da série dedicada a Philippe Manoury, compositor de referência da música francesa actual. Na direcção deste concerto esteve a prestigiada maestrina Sofi Jeannin, ex-titular da Maîtrise do Coro da Radio France e actual titular dos BBC Singers.

Alberto Giacometti – Peter Lindbergh. Capturar o Invisível

Até 24/09/2021

14 €

“Se me perguntassem quais foram os cinco dias mais bonitos da minha vida, aquele com as esculturas de Giacometti seria certamente um dos primeiros três”. Foi assim que Peter Lindbergh descreveu o dia em que foi convidado a fotografar o espólio de Alberto Giacometti, na Fundação do artista em Paris. O resultado deu origem a uma exposição conjunta, das esculturas de Giacometti e das fotografias de Lindbergh. É esta exposição que agora chega ao MMIPO – Museu e Igreja da Misericórdia do Porto. Até agora, esta exposição conjunta apenas foi exposta no Instituto Giacometti em Paris. É um diálogo íntimo entre a obra de Alberto Giacometti (1901 – 1966), um dos mais aclamados escultores do séc. XX e a fotografia de Peter Lindbergh, que desvenda uma notória similitude na forma como representam a realidade. Esta iniciativa é também um tributo ao lendário fotógrafo de moda que morreu prematuramente em setembro de 2019 e que esteve totalmente envolvido no processo de trazer a exposição para o Porto. A exposição acolhe mais de 110 obras, incluindo esculturas em bronze e desenhos de Alberto Giacometti, bem como fotografias de Peter Lindbergh à coleção. Numa sala exclusiva, estarão em exibição alguns dos mais icónicos retratos da carreira do fotógrafo de moda, entre os quais os protagonizados por Naomi Campbell, Uma Thurman e Julianne Moore.

Pluralizando o Antropoceno

Até 10/05/2021

Reimaginando o Futuro do Planeta no Século XXI A noção do Antropoceno extravasou das ciências geofísicas para as humanidades, ciências sociais, artes, e media, desencadeando um vasto debate global sobre o futuro da vida no planeta. Na “idade dos humanos”, a nossa espécie transformou-se numa das forças geofísicas mais potentes do planeta e as nossas atividades estão a levar-nos a crescentes incertezas ambientais. Se o mundo teve alguma vez a ilusão de estabilidade, enfrenta agora a possibilidade de um futuro com problemas sem fim. Mas o Antropoceno não é apenas uma idade de colapso e destruição ambiental; é também uma idade de ultrapassar desastres e catástrofes e criar novas visões de esperança e de justiça. Os novos desafios das mudanças climáticas, extinção de espécies, e o aumento do nível do mar compelem um reimaginar do lugar da humanidade no mundo, e um repensar urgente das forças dominantes que ameaçam o equilíbrio ecológico do planeta. O uso do termo Antropoceno para denominar esta nova era de incertezas antropogénicas crescentes abriu todo um novo campo de conversas multidisciplinares e interdisciplinares sobre as relações dos seres humanos com o ambiente no século XXI, mas também gerou um entendimento monolítico do Antropoceno como uma experiência humana unificada. Este enquadramento do Antropoceno em redor de um paradigma de espécie universalizante cria um efeito homogeneizante. E no entanto, nem todos os humanos estão igualmente implicados nas forças que conduzem às crises ambientais contemporâneas, e nem todos os humanos são igualmente convidados para os espaços conceptuais onde estes desastres são teorizados ou onde as respostas a estes desastres são formuladas. Pluralizando o Antropoceno apresentará um conjunto de reflexões antropológicas por figuras maiores das humanidades e das ciências contemporâneas comprometidas com uma visão mais plural dos debates em redor do Antropoceno e das grandes questões de resiliência, adaptação e luta pela justiça ambiental. O link de acesso será enviado após conclusão do período de inscrições.

Porto Legends - The Underground Experience

Até 31/10/2021

12 €

"Porto Legends: The Underground Experience" é um evento audiovisual que vai dar a conhecer dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto. O espetáculo será apresentado nas Furnas da Alfândega do Porto. A mais recente criação do ateliê português OCUBO, especialista na realização de projetos de vídeo mapping, estreia nas Furnas da Alfândega do Porto. O espetáculo vai dar a conhecer, através de uma experiência imersiva, dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto, inspiradas no livro do historiador Joel Cleto, "As Lendas do Porto". O projeto Porto Legends - The Underground Experience contou com 70 atores, 120 figurinos e 30 artistas de vídeo, recorrendo a 50 projetores de vídeo de alta definição, estrategicamente instalados nas paredes, no chão, nos tetos, nas colunas e nos arcos das Furnas da Alfândega do Porto. As dez lendas que constituem o espetáculo são narradas por Pedro Abrunhosa, na versão portuguesa, e pelo galardoado ator britânico Jeremy Irons, na versão inglesa. Ao longo de 45 minutos, serão contadas lendas como as de Pedro Cem, Zé do Telhado, Barrão Forrester, as famosas tripas à moda do Porto, o mistério do Tesouro da Serra do Pilar; o violento Cerco do Porto, o Terramoto de 1755 ou a do fantasma da Estação de São Bento. O público é convidado a circular livremente durante o espetáculo, numa experiência de 360º inédita a nível mundial. Porto.CARD - A NÃO PERDER! Aproveite o Porto.CARD e tenha descontos nas entradas: Bilhete Inteiro: 2€ de desconto / Pack de duas exposições: 3€ de desconto Bilhete reduzido: 1€ desconto /Pack de duas exposições: 1,5€ de desconto

Feira de Antiguidades e Velharias 

Até 21/08/2021

O evento realiza-se no terceiro sábado de cada mês, entre as 8 e as 18 horas.  A Feira de Antiguidades e Velharias decorre na Praça do Doutor Francisco Sá Carneiro, popularmente também conhecida como "Praça de Velasquez".  Local de eleição para apreciadores e curiosos, colecionistas e entendidos, esta feira oferece uma grande variedade de géneros, sob o espectro das antiguidades e velharias (e.g. livros, porcelanas, móveis, moedas, artigos de ourivesaria, tapeçarias e pinturas). O acesso é livre.

RESPIRAR de Armanda Passos

Até 19/05/2021

O Palácio da Justiça do Porto apresenta a exposição RESPIRAR de Armanda Passos entre os dias 19 de abril e 19 de maio. A exposição, promovida pelo Tribunal da Relação do Porto, tem como subtítulo: Quantos animais cabem no coração dos homens? Estarão expostas 39 obras, entre guaches e tinta-da-china sobre papel, duplamente catalogados, que nos conduzem para um olhar atento sobre os animais, conforme excerto do texto da própria pintora igualmente exposto: "por vezes, pinto numa missão de defesa dos animais. Vezes sem conta, trabalho com arte como se fosse um código para os decifrar, onde os possa sentir, rir com eles e sofrer com eles interiormente e dar-lhes a possibilidade de Serem". Também expostos, estarão excertos de textos constantes do Catálogo da exposição, do Presidente do Tribunal da Relação do Porto Juiz Desembargador Nuno Ataíde das Neves, do ex-bastonário da Ordem dos Advogados Dr. Guilherme Figueiredo e dos Curadores.

Nomadland: Sobreviver na América

Até 28/04/2021

6 €

O filme segue a vida de Fern (Frances McDormand), uma mulher que perde tudo durante a Grande Recessão e começa a viver como um nómada dos tempos modernos, percorrendo o Oeste Americano com a sua carrinha. Inspirado no livro Nomadland: Surviving America in the Twenty-First Century de Jessica Bruder, o filme conta com a participação de verdadeiros nómadas, Linda May, Charlene Swankie e Bob Wells, que interpretam o papel de mentores e companheiros de Fern.

Próspero

Até 25/04/2021

10 €

O Coliseu Porto Ageas reabre as suas portas com "Próspero". A partir de "A Tempestade", "Tito Andrónico" e "Rei Lear", de William Shakespeare, Pedro Galiza e Jorge Pinto criaram um solo. Antes de mais, a ideia de um solo. A ideia de um só ator que se enfrenta a um público, recorrendo, quase exclusivamente, a si próprio, ao seu corpo e à sua voz, ferramentas primeiras no exercício de significação teatral que é posto em movimento e que, para lá do texto, operam continuamente sobre o espectador. "A Tempestade" encerra, nas entrelinhas dos seus versos, uma despedida simbólica, uma última vénia e, deslaçando o texto, deixa que se desenhe a figura de Próspero como reflexo do próprio autor, personagem feita homem feita metáfora, um vulto que se solta na página e no palco em processo, talvez, de extrospeção, coroando-se em cena, por meio de uma biografia ficcionada, uma vida que se avalia digna de celebração. Uma estrutura cenográfica com uma monumental presença, inspirada num dos Jardins de Acrílico do pintor e escultor José Rodrigues, é um espaço que confina, uma interpretação algo claustrofóbica da ilha perdida de Próspero, mas, ainda assim, um espaço que, ao encarcerar a personagem, liberta o ator.

Regresso ao Palco

19/04/2021

14 €

O regresso dos concertos com público à Sala Suggia celebra-se com música brilhante. O violoncelista Pavel Gomziakov interpreta o Concerto de Édouard Lalo, compositor francês famoso pela exploração musical da sua ascendência espanhola – não por acaso, este era um dos concertos favoritos do célebre Pablo Casals. Também Malcolm Arnold se deixou contagiar pela música tradicional, neste caso da Escócia, escrevendo quatro peças de carácter muito diverso inspiradas em canções e danças folclóricas. A noite termina com uma alegre suite de Jacques Ibert, oriunda da música de cena que escreveu para uma farsa e com um carácter humorístico bem patente.

Impressive Monet & Brilliant Klimt

Até 11/07/2021

10.5 €

Impressive Monet é uma reinterpretação das obras de arte de um dos impulsionadores do impressionismo que mostra o que está para além da moldura, através de uma viagem pelo mundo de artista e pela sua busca interminável pela captura da luz. O público será imerso pelo movimento impressionista do artista e envolto pelas linhas e cores que fazem parte do mundo de Monet. Brilliant Klimt traça o percurso pelos aspetos biográficos e pelo legado artístico do artista austríaco através da sua pintura icónica - O Beijo. Este será o fio condutor da viagem pelo trajeto artístico ao mesmo tempo que são exploradas as influências do mundo de Klimt. O público ficará na intimidade de Klimt e sentir-se-á imerso pela arte romântica do artista.

Inovação Fora de Portas

20/04/2021

Plano Diretor Municipal do Porto No pré-pandemia foi possível conhecer “por dentro” algumas das infraestruturas mais marcantes do Porto, como os túneis da Metro do Porto ou o tabuleiro técnico da icónica Ponte de São João. Nas atuais circunstâncias, a iniciativa “Inovação Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra” acontece em casa, em formato digital, mas as viagens prometem zarpar todos os meses. O Plano Diretor Municipal do Porto (PDM) estabelece as regras e orientações a que devem obedecer a ocupação, o uso e a transformação do solo para o território do concelho do Porto e, como tal, tem um impacto fundamental na vivência da cidade pela população. O novo PDM é um projeto coletivo para o futuro da cidade, definindo uma estratégia e um programa de implementação que promovam a qualidade de vida dos cidadãos e contribuam para reforçar a sua competitividade e afirmação num contexto globalizado. A sessão será acompanhada pela apresentação de vídeo documental sobre o projeto.

Bate Fado

Até 23/04/2021

A nova criação de Jonas & Lander é um espetáculo híbrido entre a dança e o concerto de música projetado para cinco bailarinos, uma fadista e três músicos. À semelhança da maioria das correntes musicais urbanas, como o samba ou o flamenco, também o fado teve danças próprias. Em Lisboa, a que conheceu maior expressão foi o Fado Batido, uma dança baseada num sapateado energético e virtuoso. Em Bate Fado, o duo de performers e coreógrafos propõe-se a reinterpretar e a recuperar o ato de bater (sapatear) o Fado, onde a dança emana da qualidade de instrumento de percussão em diálogo com a voz e com as guitarras. Bate Fado revela-se como o primeiro passo para o resgate da dança que o fado há muito perdeu.

DDD – No Palco / Em Casa

20/04/2021

Em 2021, o DDD – Festival Dias da Dança reinventa-se, criando uma edição para assistir ao vivo ou online, de 20 a 30 de abril. Será um DDD – NO PALCO / EM CASA. Nesta edição mista, adaptada às circunstâncias que vivemos, o festival mantém-se fiel àquela que foi, desde sempre, a sua missão: promover a diversidade e a efervescência da dança contemporânea, portuguesa e internacional. O DDD – NO PALCO / EM CASA apresentará sobretudo artistas nacionais, grande parte deles com obras em estreia mundial. Haverá ainda espaço para conversas, masterclasses, documentários, exposições, residências artísticas e festas online.

Uma Timeline a Haver

Até 11/07/2021

12 €

Conhecer a História da Dança em Portugal passa, hoje, por pensarmos hoje num espaço global, atravessado e em relação. A dimensão histórica, social e política convocada no projeto expositivo Para uma Timeline a Haver — genealogias da dança enquanto prática artística em Portugal que apresentamos nos Foyers do Auditório de Serralves, integrada na 6ª Edição do Festival DDD, contribuirá seguramente para o fazermos, para aprofundarmos o nosso conhecimento sobre este campo. Partindo de uma reflexão sobre o presente, a equipa autora da exposição construiu uma complexa metodologia histórica e artística que a levou a uma investigação aprofundada e multidisciplinar, para sempre em curso, sobre os processos criativos, filosóficos e simbólicos que marcaram a Dança no séc. XX e início do séc. XXI, no país. Para uma timeline a haver — genealogias da dança enquanto prática artística em Portugal é um exercício coletivo de sinalização de marcos relativos ao desenvolvimento e disseminação da dança como prática artística em Portugal nos séc. XX e XXI. Levado a cabo intermitentemente desde 2016 e assumindo o presente como lugar de enunciação, a cada edição sofre mutações que levam a uma reconfiguração física e metodológica do que é dado a ver. Combina fontes bibliográficas com escuta de testemunhos, recolha de documentos originais com pesquisa iconográfica, desenho de narrativas e relações, procurando criar um lugar múltiplo para a compreensão do que é ou pode ser a dança, e propondo uma familiaridade com obras, autores, “cânones”, corporalidades, épocas e mundividências, interrogando-os estética e politicamente.

Il Divino Michelangelo & Il Genio Da Vinci

Até 11/07/2021

10.5 €

“Il Divino Michelangelo & Il Genio Da Vinci” é uma viagem abstrata inspirada na criação artística de dois grandes artistas renascentistas: Da Vinci (Leonardo di Ser Piero da Vinci, 1452-1519) e Michelangelo (Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, 1475-1564). A viagem começa pelo legado do artista Michelangelo, conhecido como o Divino. Abordamos a sua obra desde a sua génese até às suas influências nas diversas vertentes artísticas - pintura, escultura e arquitetura. Como se fosse designado por Deus para o concretizar, Michelangelo dá forma a várias obras icónicas. No espetáculo revisitamos a mão do fresco d’A Criação de Adão (fresco, 1511), as escultura des David (1501) o guerreiro que enfrentou Golias e de Baco (1596). Há também referências à mitologia romana e referências bíblicas com a obra Pietà (escultura, 1498) e no conjunto de pinturas no Teto da Capela Sistina (1508-1512) onde é possível observar “O Dilúvio” e “O Julgamento Final”. A viagem termina no ponto de partida: n’A Criação de Adão. Segue-se a próxima etapa da viagem, onde contemplamos a mente do inquieto génio Leonardo Da Vinci, num espetáculo visual através dos seus escritos, pesquisas, invenções e estudos, até às suas principais obras, como Homem Vitruviano (1490), as pinturas da Última Ceia (1495-98) e a Mona Lisa (1503-06).

Please please please

Até 23/04/2021

5 €

O que é que devém o rastilho combinado de uma canção de James Brown, da Metamorfose de Kafka, de Gustavia (2008), o duo burlesco de La Ribot e Mathilde Monnier, e das palavras de Tiago Rodrigues? A resposta é Please please please (2019), o espetáculo que uniu as coreógrafas hispano-suíça e francesa ao encenador português numa reflexão sobre a oposição do poder normativo a corpos minoritários e a(s) resistência(s) a contrapor-lhe. Para os três, a metamorfose é a resposta mais eficaz à dominação e a dança é o meio de a tornar concreta. Em palco, as duas bailarinas-coreógrafas declinam uma galeria de personagens confrontadas com a autoridade e a catástrofe, habitando um conjunto de histórias curtas, escritas por Tiago Rodrigues, que tocam tanto o absurdo como o fantástico e a distopia. Essas duas mulheres dirigem-se aos seus filhos e filhas, num diálogo sobre o mundo que está por vir. Basculando entre os registos discursivo e performativo, Please please please é uma interpelação urgente lançada às gerações futuras.

Cinema na Casa das Artes – Sine Canone

22/04/2021

3.5 €

À margem foi o tema escolhido para abrir o ano de 2021. Devido à paragem forçada das atividades retomamos a nossa programação exibindo os restantes quatro filmes do ciclo. “À margem”, reúne um conjunto de filmes que se focam em personagens marginalizados. Deslocadas do que é a norma na sociedade, colocadas de lado, são a maior parte das vezes esquecidas e incompreendidas levando a uma inevitável segregação. No dia 22 de abril recebemos Regina Guimarães e Saguenail a sessão especial que ficou por exibir. Sine Canone reúne várias curtas-metragens dos dois artistas.

Grigory Sokolov

22/04/2021

18 €

Entre os grandes pianistas russos da atualidade, Grigory Sokolov alcançou um estatuto de primeiro entre iguais, fazendo de cada recital a solo uma experiência única e inesquecível. Estreou-se a solo com apenas 12 anos em Moscovo e sagrou-se o mais jovem vencedor de sempre do Concurso Tchaikovski, quando tinha 16 anos. Os programas que apresenta são cuidadosamente escolhidos e dão lugar a interpretações arrebatadoras e longas sessões de encores. Neste seu regresso à Sala Suggia, mergulha em páginas memoráveis do piano romântico assinadas por Chopin e Rachmaninoff.

Sob o Signo de Schoenberg

23/04/2021

10 €

É certo que um mundo novo se abriu para a música com Arnold Schoenberg, que estendeu as possibilidades do Romantismo ao extremo e inventou a escrita baseada em 12 sons de igual importância, o dodecafonismo. A Sinfonia de Câmara n.º 2 corresponde já ao último período criativo do compositor, no qual procura a síntese entre tonalidade e serialismo. Dentre as explorações posteriores do dodecafonismo destacam-se as Variações que Luigi Nono escreveu sobre a série de Schoenberg que deu origem à Ode a Napoleão Bonaparte.

Santa Casa - Portugal ao Vivo

Até 26/06/2021

10 €

Santa Casa Portugal ao Vivo chega ao palco do Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota com 2ª edição, nos meses de maio e junho de 2021. De forma a dar continuidade à parceria entre a Everything is New e a PEV Entertainment e à semelhança da 1ª edição, vão ser produzidos, em simultâneo, 10 espetáculos em Lisboa, e 10 espetáculos no Porto, no Super Bock Arena Pavilhão Rosa Mota, num total de 20 espetáculos, com início a 21 de maio e fim a 26 de junho. Ainda sobre a premissa de “Cultura para Todos” e com o objetivo da retoma e incentivo à Cultura em Portugal, nesta segunda edição, a Santa Casa volta a associar-se à iniciativa enquanto naming sponsor, reforçando o apelo à urgência de voltar a trazer a cultura ao dia a dia de todos os portugueses. Uma necessidade que quer promover o reencontro entre o público e artistas, prometendo trazer aos palcos o melhor da música e da comédia nacional. De modo a garantir a segurança de todos, e a manter o lema de que “A Cultura é Segura”, cada espetáculo é pensado com base no cumprimento rigoroso das normas impostas pela Direção Geral de Saúde (DGS). O uso de máscaras é obrigatório, num espaço delimitado para o efeito, onde todos os lugares estarão identificados, cumprindo o distanciamento obrigatório entre os espectadores que não façam parte do mesmo agregado. Por último, de modo a evitar qualquer tipo de congestionamento entre pessoas, todas as entradas e saídas terão circuitos próprios com a devida sinalização.

Mercado do Vilar: Oportunidades de Sonhar

Até 25/04/2021

O Espaço t volta a abrir as portas da sua sede, com novos produtos e parceiros, em mais uma edição do “Mercado do Vilar: Oportunidades de Sonhar” transformando-a, assim, num verdadeiro mercado de produtos de excelência. Este Mercado, que conta já com um público habitual, volta a disponibilizar para venda um conjunto muito variado de produtos que algumas das mais relevantes empresas portuguesas oferecem ao Espaço t. O Espaço T convida-o a visitar esta instituição da cidade que trabalha há mais de 25 anos a arte como processo inclusivo. O Mercado do Vilar, iniciado em 2014, procura oferecer oportunidades de compra únicas, garantindo ainda ótimos preços e a possibilidade de poder contribuir para o reequilíbrio financeiro desta instituição que acredita na felicidade de todos/as sem exceção! Lotação limitada. O Espaço t assegura que todas as medidas de segurança e higiene para a realização do Mercado são cumpridas. Uso obrigatório de máscara.

Cinema na Casa das Artes - Os Miseráveis

24/04/2021

3.5 €

À margem foi o tema escolhido para abrir o ano de 2021. Devido à paragem forçada das atividades retomamos a nossa programação exibindo os restantes quatro filmes do ciclo. “À margem”, reúne um conjunto de filmes que se focam em personagens marginalizados. Deslocadas do que é a norma na sociedade, colocadas de lado, são a maior parte das vezes esquecidas e incompreendidas levando a uma inevitável segregação. Dia 24, exibiremos o filme Os Miseráveis de Ladl Jy, sobre os subúrbios parisienses e os problemas entre a polícia e os seus habitantes. Stéphane, acabado de chegar de Cherbourg, vai integrar a Brigada Anti-Crime (BAC) de Montfermeil, nos arredores de Paris. É aí que conhece os seus novos colegas de equipa, Chris e Gwada, dois agentes experientes. Não tarda a descobrir as tensões entre os diferentes gangues locais. Durante uma detenção, um drone filma todos os seus atos e gestos…

Os Pais de Nono

24/04/2021

10 €

Datada de 1906, a 1.ª Sinfonia de Câmara de Arnold Schoenberg ficou para a história ao apontar para sonoridades instáveis cada vez mais assumidas. Novidade foi também o número de músicos requeridos: em vez dos habituais 70 ou 80 instrumentistas, Schoenberg decide compor para uma orquestra de apenas 15 elementos, uma reação às formações gigantes do Romantismo. Já a delicada Serenata de Maderna, de 1954, é exemplo de abordagens mais tardias ao dodecafonismo, demonstrando todas as suas possibilidades expressivas numa obra de grande lirismo. A direção está a cargo de um maestro de referência da música contemporânea, o italiano Emilio Pomàrico.

O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar

Até 30/09/2021

3 €

A obra de Manuel Marques de Aguiar configura um contributo singular no contexto da produção arquitetónica e urbana nacional. Ao criar lugares efetivos na melhoria das vivências humanas, Marques de Aguiar acolhe e partilha o tempo como elemento mediador do espaço, quer nas respostas imediatas quer nas intenções de longo prazo. Esta relação entre a mudança das vivências e os processos de apropriação da arquitetura sintetiza-se na criação e construção de lugares que resgatam valores sobre os quais importa voltar a olhar, em que o pensamento crítico é inerente a um entendimento da construção colaborativa do território. A exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, com curadoria de David Leite Viana, revela projetos, desenhos e memórias de um intenso processo de pesquisa, às vezes intuitivo, outras vezes sistemático, orientado para a definição de valores e prioridades de transformação do espaço. Patente ao público na Casa-Atelier Marques da Silva até 30 de setembro de 2021, esta é a primeira exposição realizada após a doação do acervo de Manuel Marques de Aguiar à Fundação Marques da Silva. A mostra, desenvolvida com o apoio da família, abrange um largo arco temporal, que se inicia com registos do seu tempo de formação em Paris, na década de 50, e se prolonga até aos primeiros anos do século XXI.

Nas Entre Linhas

25/04/2021

O que foi a censura? O que foi o 25 de Abril? E se de um momento para o outro algumas das palavras que poderíamos ler num jornal desaparecessem como que por magia? No espetáculo Nas Entre linhas o Serviço Educativo abordou pela primeira vez a Revolução de Abril, questionando a censura e a verdade que, ao acabar ocultada, tem de ser lida nas entrelinhas. Transmissão online no facebook e Youtube da Casa da Música

Um Revolucionário Italiano

25/04/2021

10 €

Luigi Nono transportou o seu inconformismo para a música que escreveu e a sua década final (1980) demonstra o amadurecimento da inclinação que sempre teve para a música enquanto ruptura. Guai ai gelidi mostri é uma obra escrita nesse período e, embora resulte de experiências fascinantes em termos de composição e incorpore as palavras de grandes autores, pode ser simplesmente apreciada pelo seu mérito sonoro. A Carlo Scarpa, architetto, ai suoi infiniti possibili foi escrita um ano depois e permite sentir o infinito em dez minutos. A terminar o concerto, um regresso ao início do percurso deste compositor revolucionário italiano, que foi buscar a Federico García Lorca a inspiração para a sua primeira obra de teatro musical, um ballet surreal baseado na famosa peça Amor de Don Perlimplín con Belisa en su jardín.

Os três irmãos

Até 26/04/2021

9 €

Victor Hugo Pontes coloca em cena três bailarinos imaginados pelo escritor Gonçalo M. Tavares para esta nova criação. Abelard, Adler e Hadrian são Os Três Irmãos: quando se encontram naquele não-lugar, procuram o rasto dos seus pais, marcam a giz a sua ausência, lavam-se, comem juntos à mesa, carregam os corpos uns dos outros em sacrifício ritualizado, carregam-se aos ombros, vivem em fuga, praticam o jogo perigoso do encontro com o passado. Abelard, Adler e Hadrian tentam fazer a sua ligação à terra e sobreviver à existência uns dos outros, mesmo se esta houver sido esburacada a berbequim, enrodilhada numa trouxa de roupa, transportada num carrinho de mão.

Na Penumbra

26/04/2021

6 €

Lituânia, 1948. A guerra acabou, mas o país ficou em ruínas. Untė, de 19 anos, é membro do movimento Partisan que resiste à ocupação soviética. Esta luta é desigual, mas determinará o futuro de toda a população. Num ponto de viragem e crescimento da sua vida, Untė descobre a violência e a traição. As linhas são indefinidas entre a paixão ardente da juventude e a causa pela qual ele luta, mesmo que isso signifique perder sua inocência…

Orelha de Deus

26/04/2021

5 €

O Balleteatro, estrutura artística em residência no Coliseu, apresenta "Orelha de Deus", a partir do texto de Jenny Schwartz. Um aeroporto imaginário, onde um casal não avança, nem recua, com medo de prosseguir as suas vidas após a perda de um filho de dez anos. Na incapacidade de lidarem com o luto, refugiam-se num universo próprio, quase absurdo, na procura por uma saída sem nunca enfrentarem o cerne do problema. Dizer o que pensamos. E pensar no que fazemos. E manter a compostura. E avaliar a conjuntura. E contar vitórias. E contar espingardas. E escolher batalhas. E engolir sapos. E ir devagar. E fazer durar. E não fazer o bem. Sem olhar a quem. E olhar para trás. E cortar a meta. E chegar ao topo. Numa linha reta. E aproveitar. E rejubilar. E retificar. E consertar. E esperar à sombra. E rezar à santa. E gozar a vida. E pintar a manta. E passar bem. E comer devagar. E dormir descansados. E manter a calma. E deitar foguetes. E manter a fé. E encarar os factos. E andar para a frente. E admitir. E confessar. E começar de novo. E tomar as rédeas. E cantar de galo. E fazer gala. E mudar de assunto. E viver à grande. E depois vamos olhar para o ar. Sem mexer uma palha. E respirar fundo. E tê-los no sítio. E encostar. Relaxar. E teremos fezes no futuro. Na riqueza, na pobreza. Na saúde e na doença. E o árbitro vai apitar. De corpo e alma.

A Dança

27/04/2021

5 €

O Balleteatro, estrutura artística em residência no Coliseu, apresenta “A Dança”, a partir de um livro de ilustração da autoria de João Fazenda. Na ausência de texto, a nossa imaginação pode ir mais longe, dançando com o Senhor Quadrado e com a Senhora Vestido Vermelho. Numa co-criação com os alunos do 3º ano de dança, pretende-se explorar os conceitos de dança, dança social, prática e infância, relembrando e redefinindo memórias, voltando a esse lugar que nos é tão especial. Entre músicas, pares, saltos e conquistas, temos uma certeza: queremos dançar sem parar!

Jacques ou a Submissão

Até 02/05/2021

10 €

Nova proposta do Ensemble, que conta com encenação de Jorge Pinto, Jacques ou a Submissão (1950) traz-nos de volta o teatro do insólito de Eugène Ionesco. Preso num jogo de convenções sociais de cujas regras anseia libertar-se, o protagonista é conduzido, segundo Ionesco, “até à mais completa submissão, ao ponto de se resignar a uma espécie de quietude biológica”. Este percurso, pleno de situações surreais e pontuado por elementos de humor e histeria, desenvolve-se sobretudo no plano das palavras. É pelo trabalho sobre a linguagem, do nonsense ao discurso revelado como instrumento de poder, que se opera a transformação de um burlesco risível numa apoteose do grotesco moderno.

Cabraqimera

Até 28/04/2021

9 €

Peça de dança para um quarteto em patins, sobre estados de detonação. Abordando uma contemporaneidade explosiva, simultaneamente física e tecnológica, a composição coreográfica baseia-se em dispositivos de organização espacial, relativos a desportos de velocidade, onde o uso de próteses (patins), permite aceder a fisicalidade que impliquem o risco e o acidente. A dimensão plástica do gesto, propõe a articulação de um grupo de bailarinos num ser de aparente impossibilidade, munido de humores, desejos e libido, projetando o corpo para uma alteridade extrema e abrindo o terreno para a ficção. CABRAQIMERA é um projeto criado em relação com a exposição POROMECHANICS.

Solistas do Remix Ensemble Casa da Música

28/04/2021

O ciclo de transmissões dedicadas a Philippe Manoury apresenta uma obra que explora a interação da flauta com um sistema de síntese digital em tempo real, procurando fazer a máquina assemelhar-se ao ser humano: escuta, espera por um acontecimento, reage quando ele ocorre. A obra data de 1987 e representou uma revolução na forma de conceber a composição com recurso a meios eletrónicos, uma vez que a parte sintetizada é resultado não apenas da programação digital, mas principalmente da sua aplicação aos sons produzidos, em tempo real, pelo instrumento.

Cinema na Casa das Artes - O Que Arde

29/04/2021

3.5 €

À margem foi o tema escolhido para abrir o ano de 2021. Devido à paragem forçada das atividades retomamos a nossa programação exibindo os restantes quatro filmes do ciclo. “À margem”, reúne um conjunto de filmes que se focam em personagens marginalizados. Deslocadas do que é a norma na sociedade, colocadas de lado, são a maior parte das vezes esquecidas e incompreendidas levando a uma inevitável segregação. Dia 29, exibiremos o filme de Oliver Laxe O que arde sobre o regresso de um criminoso à sua terra natal e a desconfiança que é criada com este regresso. O filme contará com a apresentação um dos diretores de som do filme, o português Sérgio Silva. Amador Coro foi condenado por ter provocado um incêndio. Quando sai da prisão, não tem ninguém à sua espera. Regressa à sua aldeia, aninhada nas montanhas da Galiza, onde vive a mãe, Benedicta, e as suas três vacas. A vida deles decorre lentamente, ao ritmo tranquilo da natureza. Até ao dia em que um fogo vem devastar a região.

Deixem o Pimba em Paz

29/04/2021

15 €

O Amor — nas suas mais diversas, complexas e, muitas vezes inesperadas, manifestações — é um dos grandes protagonistas do cancioneiro Pimba. Talvez seja por isso que Deixem o Pimba em Paz regressa ao Coliseu e ao cartaz do festival que celebra o amor “Festival Montepio Às Vezes o Amor”. “Não é por acaso que numa festa na Quinta do Lago, aos primeiros acordes de uma música do Quim Barreiros, haverá uma debandada de berloques a correr para a pista de dança e a cantar o refrão em alegre e alta voz. O mesmo irá acontecer se, no meio de um churrasco em Massamá, alguém arriscar a mesma música. Os berloques serão porventura menos, mas a alegre e alta voz que canta o refrão terá a mesma força. Há ainda outra coisa que estreita o eixo Quinta do Lago-Massamá: nenhum dos habitantes destas regiões sociais sabe muito mais do que o refrão. E é também uma pena, porque o melhor raramente vem no refrão. Ainda assim, há poucos assuntos que liguem tão intimamente pessoas com gostos tão distintos. A mim sempre me fascinou o universo pimba. Por inteiro, com as suas letras, músicas, roupas, coreografias, etc. Este espetáculo propõe-se a dar outra vida a essas canções, juntando músicos que fizeram arranjos de jazz e pop onde eles eram pouco prováveis. Assim, aparece Manuela Azevedo (vocalista dos Clã), para juntos darmos voz a esses temas. E a nós juntam-se as músicas de Quim Barreiros, Ágata, Marante e Marco Paulo, entre outros.” - Bruno Nogueira ‘Montepio às vezes o amor’ é uma festa de música e emoções que vai espalhar amor por todo o País. Portugal fica mais amoroso. Nomes amados da música portuguesa fazem da paixão o mote para noites românticas e calorosas. Haverá música para preencher os corações que se apaixonam. Garanta já o seu bilhete para uma noite inesquecível!

Passo a Passo - Encontros com História

29/04/2021

No 5º episódio do programa Passo a Passo - Encontros com História, o nosso convidado é Luis Carlos Amaral que nos vem falar sobre a Coleção Christus, do ponto de vista da sua religiosidade. Neste programa, Luis Carlos Amaral, foca a sua apresentação sobre a coleção Christus patente no Museu da Irmandade dos Clérigos, um acervo magnífico que comunica o diálogo entre Fé e Arte, em torno do maior tema do Cristianismo, que é a figura de Jesus Cristo. Luis Carlos Amaral, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, escola onde obteve os graus de Mestre em História Medieval e o de Doutor em História. É docente do Departamento de História da referida Faculdade desde 1984. Tem lecionado sobretudo disciplinas da área de História Medieval de Portugal, História Geral da Idade Média e História da Igreja em Portugal. No que respeita a temas de investigação, tem privilegiado estudos sobre povoamento e organização social do território (séculos X-XIII), bem como sobre instituições eclesiásticas medievais portuguesas. Acerca destas matérias, proferiu já mais de 40 conferências e seminários, tanto no país como em Espanha, Itália, Hungria e Líbano. Conta mais de quatro dezenas de trabalhos publicados (livros e artigos).

Classicismo Vienense

30/04/2021

10 €

Reconhecido internacionalmente como um dos grandes intérpretes do Classicismo vienense, Leopold Hager regressa à Casa da Música para um concerto dedicado a Mozart e Schubert. Em programa estão duas obras-primas de grande impacto dramático. Parte da trilogia final da carreira de Mozart, a Sinfonia n.º 39 é um exemplo do domínio absoluto da escrita orquestral que o compositor alcançou e que no seu tempo foi insuperável. Um conhecido relato sobre a estreia desta sinfonia diz que mesmo aqueles que teriam ido ao concerto para conversar tiveram de ficar calados perante a grandiosidade da música. Se Mozart é sempre apontado como o exemplo máximo do menino-prodígio, Schubert tem na sua primeira sinfonia um exemplo raro de precocidade. Escrita aos 16 anos de idade, quando era ainda aluno do famoso Salieri, a Sinfonia n.º 1 é uma digna herdeira dos grandes clássicos de Viena.

Os Quatro e Meia

Até 01/05/2021

18 €

O tempo é o nosso bem mais precioso. Todos queremos tempo, todos precisamos de mais tempo, todos gostávamos que o tempo parasse. No entanto, mesmo quando o tempo se detém e colabora connosco, queremos “só mais um instante”. Esse instante representa a ideia de que podíamos sempre fazer algo mais com uns segundos, uns minutos, umas horas adicionais. Mas será que faríamos mais? Faríamos melhor? Faríamos, sequer, o que queríamos fazer? “Só Mais Um Instante” é um espetáculo ímpar de uma banda de 6 músicos que correm ao lado do tempo, respeitando o seu poder e tentando ganhar o seu respeito, mergulhando em momentos e emoldurando memórias. Pela primeira vez na Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, Os Quatro e Meia regressam à cidade invicta após passagem pelo Festival MEO Marés Vivas (2019) e consecutivas enchentes no Coliseu do Porto (2018) e Casa da Música (2017 e 2016). Neste concerto, integrado na digressão de apresentação do segundo álbum da banda, “O Tempo Vai Esperar”, não faltarão canções icónicas do disco de estreia, “Pontos nos Is”, como “P’rá Frente É Que É Lisboa”, “Minha Mãe Está Sempre Certa” ou “Baile de São Simão” que serão, certamente, cantadas em uníssono pelo público que tem acarinhado a banda, ao longo destes 6 anos de um projeto que nasceu por acidente, cresceu por acaso e consolida-se de forma inusitada. Num concerto cheio de vida e intensidade, “Só Mais Um Instante” promete ser muito mais do que apenas mais um instante em que “A Terra Gira” com indiferença.

WE ARE Together

30/04/2021

17.5 €

Em segurança, o WE ARE Together marca o tão esperado regresso aos palcos, protagonizado por artistas resilientes, das mais diversas áreas do entretenimento. A David Antunes & The Midnight Band juntam-se Simone de Oliveira, Pedro Fernandes, João Paulo Rodrigues, Vanessa Silva, Berg e FF para um concerto solidário, a favor do IPO Porto e da União Audiovisual. Mais do que um espetáculo, esta é uma iniciativa de apoio, cultural, consciente, emocional e segura para o público e para o setor artístico. Porque, no fim de contas, WE ARE Together!

SIRI

30/04/2021

9 €

Pensado como um laboratório especulativo, SIRI explora vários binómios - material e imaterial; estabilidade e rapidez; físico e psicológico; desafio e receio; humano e tecnológico – numa abordagem coreográfica entre o que existe e o que nos assombra. O palco surge como um campo arqueológico que guarda diferentes técnicas, usos e modos de expressão dos corpos, dos objetos e dos movimentos entre eles produzidos. Nele, a coreografia apresenta-se como uma investigação sobre a memória, ao mesmo tempo arqueológica e viva - do corpo humano e das suas representações através da tecnologia. SIRI prolonga a colaboração entre o coreógrafo Marco da Silva Ferreira e o realizador Jorge Jácome, depois da coassinatura do espetáculo ÍRIS, defendida como um olhar sobre a temporalidade, a partir da imagem, da construção visual e do discurso sobre a memória.