YOKO ONO | O JARDIM DA APRENDIZAGEM DA LIBERDADE

30/05/2020

Yoko Ono: O jardim da aprendizagem da liberdade é uma vasta exposição dedicada ao trabalho da icónica artista Yoko Ono, que reúne objetos, obras em papel, instalações, performances, gravações em áudio e filmes, além de materiais de arquivo raramente vistos. A mostra apresenta um abrangente panorama da multifacetada produção desta artista pioneira da arte conceptual e da performance que durante os primeiros anos de sua extensa carreira viveu entre Nova Iorque, Tóquio e Londres, tendo tido um papel precursor no desenvolvimento do conceptualismo, da arte performativa e do filme experimental a nível internacional. Ideias, mais do que materiais, são a principal componente do seu trabalho. Muitas dessas ideias são poéticas, absurdas e utópicas, enquanto outras são específicas e práticas. Algumas são transformadas em objetos, enquanto outras permanecem imateriais. Frequentemente, a obra reflete o sentido de humor da artista, bem como sua postura marcadamente sociocrítica. O ponto de partida para muitos dos trabalhos de Yoko Ono encontra-se nas suas Instructions [Instruções]: diretrizes orais ou escritas para os espectadores, que oferecem um conjunto de sugestões e atribuem ao público um papel muito mais ativo do que é geralmente esperado no mundo da arte.

Bob Dylan na Caricatura Internacional

01/07/2020

O músico Bob Dylan é o homenageado deste mês na exposição virtual que decorre no centro comercial Alameda Shop & Spot. A iniciativa insere-se na 13.ª edição do PortoCartoon, projeto realizado em parceria com o Museu Nacional da Imprensa. Celebrar a carreira dedicada à música e à composição do norte-americano laureado com o Nobel da Literatura, em 2016, é motivo bastante para reunir trabalhos de artistas de todo o mundo, do Irão à Sérvia, da Turquia ao Brasil, passando por Portugal, no registo humorístico da caricatura. A mostra, desta feita tendo como protagonista Bob Dylan, surge no seguimento de um protocolo celebrado entre o Alameda Shop & Spot e o PortoCartoon, para a criação da galeria "Art Spot", temporariamente encerrada devido à pandemia por Covid-19. As obras podem assim ser apreciadas na página oficial da galeria e nas redes sociais de Facebook e Instagram.

Está Aqui

Até 12/07/2020

A exposição assinala os 30 anos da Fundação e os 20 anos do Museu de Serralves, apresentando a programação do Serviço de Artes Performativas entre 1999 e a atualidade. Nasceu e desenvolveu-se através de compromissos entre objetivos aparentemente inconciliáveis: por um lado, a necessidade de apresentar dados concretos (nomes, datas, imagens) que mostrassem onde, como e quando se apresentaram determinados artistas, e refletissem o caráter pioneiro da importância conferida às artes performativas por parte de Serralves; por outro lado, traduz aquilo que parece distinguir imediatamente estas artes: a implicação do espectador, o espírito eminentemente colaborativo, o "aqui e agora”, por oposição ao "isto foi”. Os compromissos passaram por expor documentação e permitir aos seus visitantes saber quem se apresentou em Serralves (e quando, como e onde), ao mesmo tempo que se apresentam elementos que convocavam o tal "aqui e agora”. A documentação foi incorporada através de um processo de colaboração: uma vez selecionadas pelos programadores Cristina Grande e Pedro Rocha as imagens e palavras que melhor ilustrassem os últimos vinte anos da sua programação (entre fotografias de cena e materiais gráficos que anunciavam e acompanhavam as atividades), foi pedido a um designer gráfico, Luís Teixeira, que concebesse um livro que nunca seria publicado, cujas páginas seriam exclusivamente apresentadas nas paredes da Biblioteca de Serralves, juntamente com filmagens de espetáculos e adereços a que os referidos programadores reconheceram especial importância. Ao mesmo tempo, decidiu-se ocupar uma área considerável do mezanino da biblioteca com um objeto que convocasse imediatamente a ideia de teatro e que conseguisse "ativar” o espectador: um pequeno palco à espera de ser ocupado. O visitante pode e deve sentar-se para ler (textos sobre a programação, livros incontornáveis para se entenderem atualmente as artes performativas) e, muito importante, para ouvir testemunhos e memórias de espetáculos escritos por cúmplices especialmente atentos à programação de artes performativas de Serralves — entre artistas, músicos, escritores e atuais ou antigos diretores e programadores de teatros e festivais de música e de performance — e depois lidos por dois atores. Estes testemunhos vieram conciliar o inconciliável: as memórias de determinados espetáculos, ou de concertos e performances — obrigatoriamente subjetivas, incompletas, fragmentárias — constituem o necessário contraponto aos dados, datas, cronologias, documentação. É em grande medida graças a eles que esta exposição não é apenas sobre "o que foi”; também é agora, e também é aqui.

Electric: A Virtual Reality Exhibition

Até 30/08/2020

12 €

Electric é uma exposição de realidade virtual, comissariada por Daniel Birnbaum e organizada pela Acute Art. Nela se apresenta uma seleção de trabalhos de artistas emergentes e consagrados, que exploram este novo meio de ângulos radicalmente diferentes. Electric inaugurou em maio de 2019 na Frieze de Nova Iorque como mostra coletiva, reunindo obras do Städelschule Architecture Class (SAC), de R. H. Quaytman, Nathalie Djurberg & Hans Berg e Anish Kapoor. Acute Art é uma organização que junta artistas internacionais, novos meios e tecnologias para produzir obras visuais de grande qualidade e promover exposições em instituições artísticas de renome a nível internacional. Recentemente, foram expostos trabalhos desta plataforma em Londres, Basileia, Moscovo e Veneza. O objetivo da Acute Art é produzir e apresentar obras de realidade virtual, realidade aumentada e realidade mista que sejam acessíveis, inteligíveis e que possam ser expostas sem ser necessário recorrer a complexas infraestruturas. Anish Kapoor e Nathalie Djurberg & Hans Berg usam a realidade virtual como forma de levar a sua prática para uma nova dimensão. Construídas a partir de motivos e técnicas recorrentes nas respetivas obras dos artistas, estas experiências imersivas levam o observador por percursos desconcertantes através de mundos fictícios. Adaptado para Serralves, o projeto integra ainda uma obra de Olafur Eliasson, artista atualmente em exposição no Museu e no Parque de Serralves, e uma obra em Realidade Aumentada de Koo Jeong A, apresentada no Parque de Serralves.

A Vida Como Ela É - Loures Castro Na Coleção De Serralves

Até 18/10/2020

12 €

Esta exposição apresenta trabalhos de Lourdes Castro (Funchal, 1930) produzidos desde a década de 1960, em diversos meios – edições, desenho, bordados, plexiglass –, em nome próprio e com outros artistas, que sublinham a importância na sua prática artística das colaborações e da relação entre arte e quotidiano. Artista ligada originalmente ao movimento francês nouveau réalisme – que enfatizava a relação da arte com a realidade, nomeadamente com as paisagens visuais das cidades, crescentemente saturadas de signos, e com a acumulação de objectos cuja obsolescência é depois da II Grande Guerra cada vez mais rápida –, Lourdes Castro construirá ao longo do seu percurso uma obra irredutivelmente singular, ligada às silhuetas e às sombras. Na exposição poder-se-ão ver, além da revista KWY (1958–1963) e da obra que realizou com Francisco Tropa para a Bienal de São Paulo de 1998 – exemplos da referida importância do trabalho colaborativo –, trabalhos contextualizados pelo nouveau réalisme – colagens e assemblagens de objectos do quotidiano pintados com tinta de alumínio; cartazes que anunciam exposições e teatros de sombras (estreita colaboração com Manuel Zimbro) dominados por aquele que seria, a partir de meados da década de 1960 o seu tema de eleição – a Sombra; obras em plexiglass, bordados em lençóis de sombras deitadas e a série de desenhos Sombras à volta de um centro, realizada em dois períodos, em Paris (1980) e na Madeira 1984/87, e apresentada na exposição da artista em 2003 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Estes desenhos, na sua simplicidade e na sua evidência – neles vemos as sombras de várias flores e plantas (Camélia, Gerânios, Lilases, Malmequeres, Miosótis, Narcisos, Primaveras, Rosas, Salsa, Túlipas, folhas de palmeira, entre outras) de uma forma tão natural que exclui quaisquer esforços, habilidades –, revelam a vontade, por parte da artista de ver "sempre pela primeira vez e em primeira mão”. Estes desenhos constituem – além de uma espécie de diário íntimo de Lourdes Castro com as plantas e as flores –, um tratado sobre a atenção, sobre estar inteiramente presente no "aqui e agora”. São por isso mesmo testemunhos de uma "eternidade efémera”, e da relação da arte com A vida como ela é.

Jogo de Espelhos

Até 13/09/2020

No dia em que assinala o seu 23.º Aniversário, a 25 de junho 2020, o Centro Português de Fotografia (CPF) abre uma nova exposição ao público, a primeira após o desconfinamento. A exposição intitulada "Jogo de Espelhos: a cidade fragmentada e a fotografia fragmento através da C.N.F." é composta por imagens da Coleção Nacional de Fotografia. "Desde início dos anos setenta do século XX , antes da distância se encurtar e o tempo se tornar instantâneo pelos meios tecnológicos, já o mundo urbano era entendido como fragmentado, estilhaçado e ficcional, o que remete essa perceção para uma aprendizagem definitivamente condicionada pela fotografia." Esta exposição pode ser visitada até ao dia 13 de setembro de 2020. O CPF situa-se na Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto.

Máscaras (Masks)

Até 18/08/2020

0 €

As máscaras têm um lugar na história das sociedades desde tempos remotos. Atualmente, enquanto sintoma de um tempo de transformações extremas, as máscaras adquiriram uma renovada relevância e premência, materializando-se sob diversas aparências. Desde avatares usados online para fins de entretenimento, propaganda ou ativismo até aos diferentes movimentos que nos levam a ocupar ou abandonar as ruas, a nossa vida quotidiana ritualizada está hoje repleta de práticas de caricatura, camuflagem, disfarce, face-swapping, mascarada, imitação, proteção, ridículo, maquilhagem social, entre outras. João Laia (curador-chefe de exposições no Kiasma Museum of Contemporary Art) e Valentinas Klimašauskas (curador, escritor e um dos curadores do Pavilhão da Letónia na 58ª Bienal de Veneza, 2019) propõem um olhar sobre a profunda reformulação em curso das nossas múltiplas identidades históricas, sociopolíticas, sexuais e transcendentais, questionando os atuais processos em que nos metamorfoseamos de uma em outra.

“Apesar De Não Estar, Estou Muito” de Diogo Jesus

Até 16/08/2020

0 €

Há mais de uma década que Diogo Jesus produz desenhos, textos, banda desenhada e música sob vários pseudónimos. Como RUDOLFO edita e publica fanzines e música em edições de autor desde os 16 anos; desde então já criou mais de 40 publicações independentes e participou em diferentes antologias de banda desenhada, tanto em Portugal como noutros países; paralelamente, tem colaborado com diversos artistas, músicos e escritores. Com curadoria de João Ribas (ex diretor do Museu de Serralves e curador do Pavilhão de Portugal na 58ª Bienal de Veneza, 2019), a exposição reúne as obsessões autobiográficas do artista e a sua distinta perspetiva da cultura popular. Nos seus desenhos e bandas desenhadas, o seu elenco de pessoas, mutantes, alienígenas e tudo o que se encontra pelo meio proporciona um incessante comentário sobre questões como a criatividade, o género e a masculinidade, e as condições de produção de arte, simultaneamente desafiando os limites do livro de banda desenhada. Apesar de não estar, estou muito apresenta desenhos, objetos, vídeos e textos de uma miríade de projetos e publicações do artista a partir de 2007, desde as suas primeiras bandas desenhadas underground independentes até aos seus mais recentes projetos como DJ Nobita e Gekiga Warlord, todos atravessados tanto pelo seu sarcástico humor como por uma dilacerante honestidade.

Um Século e Tanto, 130 Anos National Geographic

Até 27/09/2020

9 €

A National Geographic explora o planeta há mais de 130 anos e distingue-se por desafiar, proteger e inspirar a humanidade a ir Mais Além. Tudo começou em 1888 com um convite, que reuniu os 33 fundadores da National Geographic Society, em Washington D.C. Entre eles geólogos e cartógrafos, banqueiros e advogados, cientistas e líderes militares começaram a delinear o propósito da organização. Todos acreditavam que a ciência aliada a uma perceção mais clara do nosso mundo, teriam o poder de mudá-lo, melhorando-o. Sem stafff, nem sede, a National Geographic Society começou a traçar novas rotas, a descobrir novas culturas e a ir Mais Além. Celebramos Alexander Graham Bell, Amelia Earheart, Alexander Graham Bell, Robert A. Bartlett, Richard E. Byrd, Barry Bishop, Jane Goodall, Sylvia Earle, Dian Fossey, Jacques Cousteau, Robert E. Peary, entre tantos outros grandes nomes da história da National Geographic. Para partilhar as expedições, descobertas e alcances foi criada a revista National Geographic, ainda em 1888. A sua primeira edição foi enviada para uma lista exclusiva de 200 membros. Em 2015 fundou-se a National Geographic Partners e a sua plataforma alcança mais de 450 milhões de pessoas, 43 línguas, em 172 países, todos os meses. A vontade dos nossos 33 fundadores foi cumprida. Alcançámos os quatro cantos da terra e fomos Mais Além. 131 Anos depois, continuamos a apontar as nossas lentes para os sítios mais inóspitos e para as realidades mais duras do nosso planeta, continuamos a perseguir grandes questões e a desafiar pensamentos outrora aceites, continuamos a proteger e inspirar a humanidade a ir Mais Além. Mas nada disto seria possível sem o seu contributo. Graças a si já atribuímos mais de 14 mil bolsas de investigação, apoiando projetos ambiciosos nas áreas da ciência, exploração e conservação. Quando lê, assiste, compra ou viaja connosco, está a apoiar o trabalho dos nossos cientistas, exploradores e educadores em todo o mundo. Por sua causa, a nossa existe. Obrigado por nos ajudar a contribuir para um planeta mais sustentável.

Orient Express – Viagem de Retorno

Até 30/08/2020

12 €

Ao longo de cerca trinta anos foi criado um espólio de maquetes e outras peças que foram usadas em exposições da Obra do arquiteto Álvaro Siza. A maioria das exposições onde este material expositivo foi usado, ou exposto, teve a curadoria do arquiteto Carlos Castanheira que o mantinha à sua guarda. Muitas destas peças, em especial maquetes de madeira e maquetes de cartão foram emprestadas para muitas outras exposições organizadas e curadas em todo o mundo, como por exemplo as que fazem parte da exposição (in)Disciplina patente no Museu de Serralves. Estando o Museu de Serralves a criar e a organizar atividades, assim como um Arquivo de Arquitetura, pareceu a Álvaro Siza e a Carlos Castanheira que é o momento indicado para entregar ao cuidado do Museu de Serralves a guarda, restauro e gestão de todas essas peças. Em 2019 procedeu-se ao transporte, entrega, avaliação, inventariação e depósito do referido material. No início de 2020, em especial as maquetes, serão alvo de limpeza e restauro de modo a que estejam disponíveis para o empréstimo, para a consulta e análise de estudiosos mas também do público em geral. Com este espólio pretende-se que seja possível criar melhores condições para a divulgação, interpretação e discussão da Arquitetura como uma Arte essencial e fundamental ao bem-estar e evolução da Humanidade.

Exposição de Modelos Feitos com Peças LEGO

Até 04/10/2020

7.5 €

São mais de 5 milhões de peças lego, distribuídas por 2.000 metros quadrados, totalizando cerca de 100 modelos, em 12 áreas temáticas. Inclui recriações de filmes emblemáticos como o Titanic ou a saga Star Wars (Guerra das Estrelas). Com potencial para atrair gente de todas as idades, é um programa que alia diversão a conhecimento, pois uma das áreas temáticas recria o corpo humano em LEGO, constituindo, por isso, uma lição de Biologia sob um prisma diferente. Para os fãs da saga Guerra das Estrelas, esta mostra expositiva é também de visita obrigatória, contando que de naves espaciais, personagens, sabres de luz, a cenas emblemáticas dos filmes, há uma forte probabilidade de ficar admirado com o detalhe posto em cada construção. A Batalha de Coruscant, Trench Run ou TIE Fighter constituem algumas das recriações em exibição no Star Wars District. A viagem não se faz somente ao mundo futurista desta série de culto, mas também ao passado histórico, romantizado pelo filme Titanic. Só para a construção em lego do navio mais famoso do século XX, com cerca de três metros de altura e 11 metros de comprimento, foram utilizadas cerca de 500 mil peças. Há ainda uma zona dedicada a personagens de filmes de super-heróis à escala, como o Capitão América ou Thor; uma Avenida das Estrelas do Desporto à escala de 1:1, em que Robert Lewandowski faz parte da lista; uma zona da robótica e do fantástico; uma área de animação, onde se incluem os famosos bonecos azuis Estrunfes, entre outros atrativos, como maquetes com pistas de comboios, e recriações de modelos de alta velocidade (Pendolino, ICE e TGV).

Cultura e Geografias - Centenário da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Até 27/12/2020

A partir de 6 de dezembro de 2019 e até 27 de dezembro de 2020, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP) acolhe, no seu polo central (Edifício Histórico da Reitoria da Universidade do Porto, à Cordoaria), a exposição Culturas e Geografias. A assinalar o ano comemorativo do seu centenário, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) coorganiza com o MHNC-UP, e em colaboração com o Museu Nacional de Soares dos Reis, uma exposição que dá a conhecer as coleções que integraram o seu acervo museológico e artístico durante a primeira fase da sua existência (1919-1931). Originalmente utilizadas como suportes de ensino em três salas-museu da primeira FLUP, estas coleções que, em 1941, transitaram para a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, encontram-se agora à guarda do MHNC-UP. Através de um conjunto de 250 peças extraordinárias de arqueologia e etnografia, os visitantes serão convidados a fazer uma viagem ao longo do tempo, durante a qual poderão explorar vivências e rituais das comunidades humanas em cada um dos cinco continentes.

Livros são árvores, bibliotecas são florestas

Até 26/12/2020

"Livros são árvores, bibliotecas são florestas" é o nome da exposição desenhada pela equipa de programação do Museu da Cidade. Esta exposição, a primeira de um conjunto de exposições que têm por base o fundo bibliográfico da Biblioteca, inicia-se pelos segredos do mundo subterrâneo e as diversas formas de afloração à superfície - do imaginário rizomático do mundo vegetal e da sua existência híbrida, entre a luz e a escuridão, o mundo do visível e o submundo, a terra e o ar. Apresentando livros, páginas de livros, imagens e sons reminiscentes do mundo natural (a botânica, a biologia, as ciências da natureza, mas também a zoologia), a exposição funda-se numa certa circularidade: cortamos árvores para fazer livros, melhor compreender a natureza e guardar a memória da sua exuberância e infinita sabedoria.

Porto Legends - The Underground Experience

Até 10/01/2021

12 €

"Porto Legends: The Underground Experience" é um evento audiovisual que vai dar a conhecer dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto. O espetáculo será apresentado de terça-feira a domingo, entre as 10 e as 19 horas, nas Furnas da Alfândega do Porto. A mais recente criação do ateliê português OCUBO, especialista na realização de projetos de vídeo mapping, estreia nas Furnas da Alfândega do Porto. O espetáculo vai dar a conhecer, através de uma experiência imersiva, dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto, inspiradas no livro do historiador Joel Cleto, "As Lendas do Porto". O projeto Porto Legends - The Underground Experience contou com 70 atores, 120 figurinos e 30 artistas de vídeo, recorrendo a 50 projetores de vídeo de alta definição, estrategicamente instalados nas paredes, no chão, nos tetos, nas colunas e nos arcos das Furnas da Alfândega do Porto. As dez lendas que constituem o espetáculo são narradas por Pedro Abrunhosa, na versão portuguesa, e pelo galardoado ator britânico Jeremy Irons, na versão inglesa. Ao longo de 45 minutos, serão contadas lendas como as de Pedro Cem, Zé do Telhado, Barrão Forrester, as famosas tripas à moda do Porto, o mistério do Tesouro da Serra do Pilar; o violento Cerco do Porto, o Terramoto de 1755 ou a do fantasma da Estação de São Bento. O público é convidado a circular livremente durante o espetáculo, numa experiência de 360º inédita a nível mundial. Porto.CARD - A NÃO PERDER! Aproveite o Porto.CARD e tenha descontos nas entradas: Bilhete Inteiro: 2€ de desconto / PACK DE DOIS: 3€ de desconto Bilhete reduzido: 1€ desconto /PACK DE DOIS: 1,5€ de desconto

Gala de Ópera

Até 02/07/2020

20 €

O Coliseu Porto Ageas e o Teatro Nacional de São Carlos apresentam o regresso da ópera ao Porto, com uma viagem por alguns dos mais importantes títulos de óperas do século XIX. De Bizet, com a sua “Carmen”, personagem baseada em Mérimée que permaneceu como símbolo da liberdade feminina, até Verdi, com o seu “Rigoletto”, baseado em Hugo e na concretização da crença romântica de que o grotesco também nos pode surpreender com a sua plenitude e beleza, esta gala operática reúne algumas das obras que marcaram a história da ópera romântica francesa e italiana. Oportunidade para o reencontro do público com trechos que a Humanidade se recusa a esquecer, como é o caso da célebre Barcarolle da ópera “Os Contos de Hoffmann”, ou a Méditation para violino e orquestra da ópera “Thaïs”, de Massenet. Mascagni, com a sua “Cavalleria rusticana”, Gounod com o seu “Fausto” e Leoncavallo com os seus “Pagliacci” não poderiam faltar à chamada. Dora Rodrigues (soprano), Rita Marques (soprano), Cátia Moreso (meio-soprano), Carlos Cardoso (tenor) e André Henriques (barítono) são as talentosas vozes portuguesas que, acompanhadas pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob direção do maestro José Eduardo Gomes, guiam o nosso público no reencontro com o canto lírico.

Arthur Jafa

Até 27/09/2020

Uma série de prestações absolutamente improváveis, porém extraordinárias (com Ming Smith, Frida Orupabo e Missylanyus). Reconhecido diretor de fotografia e realizador de cinema, Arthur Jafa apresenta nesta exposição trabalhos que vem realizando enquanto artista visual nas últimas duas décadas. Em filme, fotografia e escultura, a obra de Jafa revela o papel determinante da raça, do género e da classe social na cultura popular dominante e nos meios de comunicação dentro e fora dos Estados Unidos. De Spike Lee e Stanley Kubrick a Beyoncé e Solange, Arthur Jafa tem colaborado com muitos cineastas, artistas e músicos notáveis. Para esta exposição, Jafa convidou a fotógrafa Ming Smith e a artista visual Frida Orupabo, e nela incorporou materiais de Missylanyus disponibilizados no canal YouTube para criar uma experiência audiovisual que é ao mesmo tempo uma reflexão política e uma perspetiva visionária.

Mercadinho da Ribeira

Até 31/12/2020

Destina-se à venda de atoalhados bem como outros produtos de promoção turística.

#3. Programação: escolhas em tempos de distanciamento

02/07/2020

Depois de meses de uma paragem inesperada e dramática para os artistas que viram os seus espetáculos anulados ou adiados, chegou o momento de uma retoma tão esperada quanto cautelosa. Como programar espaços culturais para públicos com máscaras, em tempos de distanciamento social? Será o aumento do número de récitas a melhor solução para colmatar lotações reduzidas? Que novos formatos surgirão, fruto dos condicionamentos impostos? Voltarão as ruas, tal como acontecia há séculos, a ser o palco por excelência das artes performativas? Pode uma programação online contribuir eficazmente para a descentralização das instituições e dos artistas, compensando as previsíveis dificuldades de uma itinerância dos espetáculos? Facebook do TMP Oradores: Aida Tavares; Renan Martins; Nayse López. Moderação: Tiago Guedes.

Martin Eden, de Pietro Marcello

Até 08/07/2020

5.5 €

Com a chegada do mês de julho, chegam também novas estreias. Chega aos cinemas Martin Eden, de Pietro Marcello, um dos mais promissores cineastas do novo cinema italiano. Martin Eden é um dos grandes filmes de época, realizado por Pietro Marcello, numa adaptação do romance homónimo de Jack London. O filme, protagonizado por Luca Marinelli, que venceu a Copa Volpi de Melhor Actor, foi incluído na Seleção Oficial em Competição no Festival de Veneza e valeu ao realizador o prémio Platform no Festival Internacional de Toronto. "Na Nápoles dos primeiros anos do século XX, o jovem marinheiro Martin Eden sonha tornar-se escritor e conquista o amor de uma estudante universitária da burguesia industrial graças às suas aspirações, mas a determinada altura sente estar a trair as suas próprias origens. Adaptado livremente do romance homónimo escrito por Jack London em 1909, Martin Eden conta a história "dos autodidactas de quem acreditou na cultura como instrumento de emancipação e que, em parte, se desiludiu".

Mercado da Terra

Até 17/10/2020

O bem-estar dos cidadãos, passa pela adoção de estilos de vida mais saudáveis, sem esquecer o enriquecimento cultural e o lazer. O Mercado da Terra surge com um novo conceito de Mercado Urbano, numa abordagem na qual se associa os produtos agrícolas biológicos, com as tradicionais compotas, chás, fumeiro, gastronomia portuguesa e as mais variadas formas de artesanato. Neste novo conceito surge também a saúde, passando pelas terapias alternativas e também a cultura, com especial incidência no estímulo da leitura e na promoção e preservação das atividades culturais locais. No largo da Capela da Nossa Senhora da Conceição junto à Rua Padre Luís Cabral A programação apresentada poderá sofrer alterações alheias à organização, nomeadamente devido às condições meteorológicas.

Jazz No Parque 2020

Até 18/07/2020

10 €

Num tempo em que o jazz se pratica em teia por todas as geografias, ignorando fronteiras, o facto de se optar por um programa inteiramente preenchido por músicos portugueses não surge por adequação ao que hoje se aparenta como possível. Trata-se, isso sim, de cuidarmos dos nossos e de lhes darmos um espaço neste momento particular que vivemos. Aqui estão três projetos portugueses de altíssima qualidade que vale a pena conhecer. O primeiro, conduzido pelo trompetista Yaw Tembe, é uma das poucas expressões da direta influência da música africana no jazz nacional. O segundo é uma encomenda a um dos mais inspiradores nomes da música criativa portuguesa, Paulo Chagas. O último concerto (Cíntia) é uma indicação do que será o jazz no futuro entre nós, com um muito jovem grupo que está a destacar-se devido às suas invulgares maturidade e riqueza de ideias.

Yaw Tembe Gume - Jazz no Parque

04/07/2020

10 €

Gume é uma exploração da síncope e da palavra que entrelaça a cultura urbana do Ocidente e a diáspora de África, com referências em Steve Coleman, na Prime Time Band de Ornette Coleman, em Itamar Assumpção e em Lightnin’ Rod, dos Last Poets. As premissas são as da Afrological Perspective de George Lewis, traduzidas num conceito musical que incorpora na sua cosmologia afro-futurista elementos que podem provir tanto do afrobeat e da rumba cubana como do rara do Haiti ou do umbanda brasileiro. O projeto do trompetista e compositor de origem suazi Yaw Tembe não procura estabelecer sínteses. O que lhe interessa é mesmo o movimento dos contrastes, a colisão de tradições, a polirritmia, o cruzamento de timbres.

Feira dos Passarinhos

Até 31/05/2021

Feira tradicional, de cariz popular, com alguns anos de atividade, onde pode adquirir aves, enquanto animais de companhia. É permitida, a comercialização de gaiolas, comedouros, bebedouros, poleiros, alimentação e demais artigos necessários para o alojamento, manutenção e criação. Mesmo que a intenção não seja comprar encante-se com os cantares das aves, com as suas cores e o movimento da feira. Ao passar pela feira ninguém escapa ao deslumbramento de olhar o Rio Douro e as pontes.

Feira de Numismática e Filatelia

Até 31/05/2021

Local de encontro de vários colecionadores, esta feira tem como objeto a venda e troca de moedas, postais, selos e outros objetos colecionáveis afins. Realiza-se debaixo das arcadas dos prédios que rodeiam a praça.

Mercado da Alegria 

Até 27/12/2020

O Mercado da Alegria regressa para mais um dia de muita animação e de boas compras, das 10 às 19 horas, entre as sombras frescas do frondoso Jardim do Passeio Alegre. Porque não recebe só emprestado o nome do recinto que o acolhe, o evento prima pela simpatia dos vendedores, aliado à qualidade dos produtos comercializados, sejam eles de cariz artesanal, peças de joalharia e bijuteria, acessórios de moda, peças de decoração, ou produtos da terra e regionais. Tudo com respeito pelas medidas preventivas para a COVID-19, como não poderia deixar de ser. Com uma localização privilegiada na antecâmara das praias do Porto, o Mercado da Alegria recebe a brisa do mar, sendo um ótimo refúgio nas horas de maior calor. O Mercado da Alegria reúne o trabalho de dezenas de artesãos e vendedores locais, com uma vasta gama de produtos apresentados. O Mercado da Alegria está sempre dependente de condições climáticas favoráveis, uma vez que decorre ao ar livre. 

Mercado do Molhe

Até 30/08/2020

A União das Freguesias de Aldoar Foz do Douro e Nevogilde, empenhada em animar os espaços públicos e dar visibilidade ao trabalho dos artesãos locais e a alguns produtos gastronómicos regionais, promove o Mercado do Molhe. O Mercado é dinamizado por um grupo de artesãos maioritariamente locais que têm como objetivo divulgar a sua atividade: o artesanato nas suas mais diversas formas, bijuteria, vestuário, acessórios de moda, Produtos gastronómicos regionais e gastronomia (apenas uma das bancas será de restauração e bebidas carácter não sedentário – venda de gelados artesanais).

Leonardo Pereira

07/07/2020

5 €

Leonardo Pereira é um jovem ribatejano de 20 anos que tem vindo a destacar-se no universo do fado. Residente no restaurante Os Loucos, na Costa da Caparica, foi finalista do Concurso FestFado, dinamizado pela fadista Dora Maria, e conquistou o 2°lugar no Concurso de Fado Amador do Ribatejo, em 2018. Mais recentemente participou no Grande Prémio do Fado, transmitido pela RTP 1. Este ano de 2020 marca a edição do seu primeiro trabalho discográfico.

Concerto do dia – ECHO

08/07/2020

Megaron – The Athens Concert Hall Em tempos de isolamento social redobra-se a importância da música, que, porventura como nenhuma outra arte, nos permite viajar sem sair do sítio. Consciente disso, a European Concert Hall Organization (ECHO) disponibiliza, todos os dias, a partir do dia 23 de Março, pelas 19:00, um concerto gravado numa das salas que a integram – as melhores da Europa. Membro da ECHO, a Casa da Música transmite, através do seu site, este luxuoso programa, com agrupamentos, maestros, solistas e obras de prestígio mundial, para que, mesmo sem sair de casa, possa aceder a alguns dos lugares mais belos que o talento e a criatividade humana lograram conceber ao longo da História.

#4. Comunicação: diversificar conteúdos e captar públicos

09/07/2020

O futuro trará mudanças importantes na forma como as instituições comunicam com os seus públicos. Haverá que (re)traçar perfis, segmentar com maior precisão, conhecer as motivações e a forma como os públicos se posicionam sobre a "nova normalidade". Ferramentas de marketing digital, utilizadas em setores assumidamente comerciais, serão usadas de forma sistemática num setor tendencialmente sem fins lucrativos. A criação de conteúdos digitais será também potencializada e diversificada. Formatos como podcasts, lives, webinars, streamings, entre outros, serão usados cada vez mais na divulgação das atividades e na captação de públicos. Mas até que ponto irão os públicos aderir entusiasticamente a uma previsível avalanche de conteúdos? E como se adaptarão as equipas de comunicação aos novos desafios tecnológicos? Facebook do TMP Oradores: Joana Barrios; Bernardo Mendonça; João Vasconcelos. Moderação: José Reis.

2 em Diante

09/07/2020

2 em Diante é o projeto portuense de Guilherme Morais e André Soares. Um dueto de guitarras com temas originais, arranjos com ideias fresquinhas e timbres rebuscados. A premissa das duas guitarras é residente mas não se irá limitar a este formato – os mais diversificados instrumentos irão juntar-se ao projeto. Este evento está integrado no programa "Noites No Pátio Do Museu"

Há Luz no Parque 2020

Até 12/09/2020

5 €

O conceito do Há Luz no Parque 2020, com desenho de luz de Paula Rainha e Joana Mendo, aborda propostas de iluminação de caráter celebratório, lúdico e festivo que levam à (re)descoberta da relação luz/natureza com o enquadramento do Parque de Serralves. Na sua 6ª edição, o Há Luz no Parque assume-se como uma oportunidade para conhecer a magia do Parque de Serralves numa perspetiva dinâmica noturna. Durante a inauguração, terá lugar o concerto Textures & Lines dos Drumming GP - um ensemble de percussão vocacionado para a música contemporânea que se tem afirmado como um dos mais importantes coletivos do género a nível internacional – juntamente com o duo de piano e eletrónica composto por Joana Gama e Luís Fernandes, potenciado pelas texturas visuais de Pedro Maia. Nos meses de verão, o Parque abre à noite, convidando os visitantes a experienciar desafios ambientais e culturais diferenciadores, tais como percursos de reconhecimento dos diferentes espaços, enfatizados pelo pormenor do jogo de luz na criação de diversificados cenários, bem como uma oferta de visitas orientadas ao Parque que procuram realçar e evidenciar a convergência entre o plano natural, artístico e arquitetónico e, em simbiose, reforçar o património natural notável existente através de uma descoberta da vida que desperta à noite.

Mitos Adiados

Até 01/11/2020

Vemos o Douro com o olhar dos fotógrafos pioneiros: a magnificência dos socalcos descendo em ondas suaves até ao rio, as pontes e os túneis de Emílio Biel, o trabalho da vinha e a vindima do seu aprendiz, Domingos Alvão, as mimosas ou as amendoeiras em flor do turismo do Estado Novo. Quando a cor chegou, as tonalidades sobrepostas do ouro dos solstícios e os vermelhos velhos. Este foi e é o Douro mítico, com os rabelos guiados por marinheiros, a descerem em fila até ao cais, as pipas rumo aos armazéns de Gaia. Este Douro permanece nos postais e nos panfletos de publicidade. Carlos Cardoso, ano a ano, reconstruiu o Douro de hoje, mantendo a realidade das suas permanências e mudanças, a preto e branco, entre a memória das imagens e o seu significado, que só o contraste da sombra e da luz permitem clarificar. Quase imutável no tempo das Eras, as rochas milenárias, o granito do soco ibérico, o xisto do seu esmagamento tórrido. As lâminas do xisto desafiaram os homens e forjaram o destino da vinha, são a matriz do território. O fotógrafo mostra-nos o seu poder, nos caminhos, nos bloqueios, no chão das amendoeiras e das vinhas, mas também a matéria prima do seu aproveitamento direto e, aqui e ali, o fracasso da rocha frente à vegetação ou o signo da permanência na dependência do divino. Nesta base matricial os homens produziram os socalcos à sua medida, depois os patamares à medida das máquinas. A civilização da comunicação apropria-se do Douro desde o caminho de ferro e explode com a rodovia. A paisagem faz-se com vigas de ferro, betão e espirais de cimento armado dentro de uma figura de velho e novo. Para o esclarecer, não há cestos para o transporte das uvas e proteção do vidro : a cultura rodoviária é também a do plástico e do efémero. Então, porque se trata de um olhar fotográfico, uma nova coleção de imagens transforma o abandono, o desleixo e o desalento em belas imagens de vestígios, de signos impuros de uma pura saudade. Define-se uma unidade visível entre as brechas nas lâminas de xisto, na sua ilusória solidez e as construções que falam dos níveis técnicos da cultura do homem. Ambas se esboroam, se cobrem de ervas daninhas, se rasgam sob o impulso vital das árvores: ambas falam de um pretérito e de um presente em mudança. As camadas de xisto desmantelam-se como as linhas do caminho de ferro, definindo novas camadas de chão. As estações abandonadas, criadas para afirmarem o seu portuguesismo, são invadidas pelo mato e pela desolação. Por vezes cruzam-se os dois mundos do velho recente e do novo, na geometria dos equipamentos, mas sempre, sempre a geometria maior são os montes que reduzem a mera cicatriz a estrada que os rasga. Este Douro construído, marcado e sofrido está condenado a ser um deslumbramento. O ondulado matricial das serras é aprofundado com as linhas concêntricas e as verticais muito brancas dos patamares; os precipícios, os xistos estrelados de luzeiros, a estrada real do rio tornaram-se sistemáticas apropriações do homem. Mas um miradouro das alturas, um banco de descanso repintado, as quintas multiplicando a qualidade do vinho são outras respostas ao que a Natureza oferece ou nega: a Natureza é indiferente ao homem, indiferente a si, como conceito. A tensão entre o espírito crítico e a saudade ou a procura da beleza são coisas do homem. É disso que falam estas imagens.

O Fantasma da Liberdade de Luis Buñuel

11/07/2020

5.5 €

Em Toledo ocupada pelas forças napoleónicas, um soldado abraça uma estátua feminina numa igreja. Depois, exige que se abra o caixão. A história é contada por um criado num jardim público, que prefere ler em vez de tomar conta das filhas dos patrões, os Foucault. À noite, o senhor Foucault sofre de insónias, o que o leva a consultar o médico no dia seguinte. A partir daí, a história bifurca-se sucessivamente, num encadeado de sequências surreais e personagens autónomas, que criticam a moralidade e a sociedade. Penúltimo filme de Buñuel, O FANTASMA DA LIBERDADE faz - tão admirável quanto subtilmente - uma síntese de toda a carreira deste cineasta único e ímpar.

Paulo Chagas Bogus Pomp "The Deathless Horsie” - Jazz No Parque

11/07/2020

10 €

Figura maior da música criativa nacional, com um percurso feito entre o jazz, a livre-improvisação, o rock progressivo e a eletroacústica experimental, o multi-instrumentista e compositor Paulo Chagas estreia nesta ocasião um novo projeto, The Deathless Horsie, para o qual chama instrumentistas com semelhante amplitude de ideias. Um deles é Nuno Rebelo, músico radicado em Barcelona que conhecemos da pop de Mler Ife Dada e da música que escreveu para coreógrafos como Vera Mantero ou João Fiadeiro. O jazz é o centro de atração e ao mesmo tempo de fuga, numa proposta esteticamente plural e abrangente que acolhe a fragmentação e a contradição e valoriza o questionamento.

6ª Corrida Portucale Generali

12/07/2020

6 €

O Centro de Atletismo do Porto e a EVENTSPORT organizam a 6ª Corrida Portucale Generali que tem como um dos seus objetivos estimular a prática desportiva como elemento da promoção da saúde e da qualidade de vida. A 6ª Corrida Portucale Generali realiza-se no dia 12 de julho, e terá início às 10h00, com partida e chegada na ribeira de Vila Nova de Gaia. O evento é composto por uma corrida de 10 Km e uma caminhada/mini-corrida de 5 Km (esta sem fins competitivos). Integrada no evento ainda existe uma prova direcionada para os mais pequenos, chamada de 5ª Corrida Shamir Portucale dos Pequeninos com 500 metros (esta terá inicio às 9 horas e 15 minutos). Pretende-se que seja uma verdadeira festa dos amantes do desporto, particularmente da corrida, num percurso que tem como cenário as zonas ribeirinhas de Gaia e Porto, nas margens do Rio Douro. Rosa Mota, atleta e campeã olímpica do Centro de Atletismo do Porto, é madrinha pela sexta vez da Corrida. Enquanto instituição desportiva exclusivamente vocacionada para a prática do atletismo, o Centro de Atletismo do Porto assume a responsabilidade de assumir um papel ativo na modalidade, contribuindo com um projeto de formação, que conta atualmente com mais de 100 jovens atletas e, neste contexto, a Corrida Portucale Generali assume papel preponderante na viabilidade desse projeto. De facto, constitui-se como outro dos objetivos da Corrida, produzir a receita para ser afetada exclusivamente ao funcionamento da Escola de Atletismo Rosa Mota. Todos os participantes têm direito a uma Medalha de Participação, uma T-Shirt Técnica, um Dorsal, Água, Seguro Desportivo, Saco, Diploma de Participação, Massagem e assistência médica do Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa.

Trocado; Tavares e Constanzo

12/07/2020

5 €

Nuno Trocado (guitarra, electrónica) e Sérgio Tavares (contrabaixo) têm mantido uma profícua colaboração, em projetos recentes como Cotovelo, Vestiges (com o músico britânico Tom Ward), em trio com o baterista João Martins, ou ainda em cruzamento disciplinar com a fotógrafa Dária Salgado. Neste concerto, juntam forças com Rodrigo Constanzo, baterista, construtor de instrumentos acústicos e electrónicos, investigador, e auto-intitulado "crazy person". Local: Quintal Porta-Jazz - Rua João das Regras, nº305

πoemas Irracionais e Transcendentes

14/07/2020

O que é exatamente o número π ? E o que significa dizer que é irracional? E que é transcendente? Nesta sessão os autores do livro πoemas Irracionais e Transcendentes, António Machiavelo e Graça Brites, vão-nos responder a estas questões envolvendo esse número repleto de mistério. Será recitada uma seleção de alguns dos 32 poemas que compõe o livro, que foram especialmente criados com uma métrica dada pelo número π: cada poema tem 32 palavras, cada uma com um número de letras regido pela expansão decimal de π. Este evento está integrado no programa "Noites No Pátio Do Museu"

Festival Robalo

15/07/2020

5 €

kiRi Seguimos uma linha que liga todos os lugares, ao lugar onde estamos demos o nome “kiRi”. Nasceu no Porto em 2019 fruto da vontade de fazer nascer a nossa própria música juntos. Constituído por João Cardita na bateria, Joana Raquel na voz, Gianni Narduzzi no contrabaixo e Joaquim Festas na guitarra este projeto é o cruzamento das nossas composições e ideias. Um sítio com vários acessos onde queremos que todos cheguem e queiram ficar. Samuel Blaser e Mark Ducret Uma rara oportunidade de ouvir estes dois mestres da improvisação num contexto mais intimista. Explorando as fronteiras dos respetivos instrumentos, este duo é protagonizado por dois idiossincráticos talentos europeus: o guitarrista francês Marc Ducret e o trombonista suíço Samuel Blaser. Juntos exploram territórios que tanto são inóspitos como impressionistas, paisagens monocromáticas como nos polos ou de múltiplas tonalidades como nas selvas dos trópicos. Música feita de contrastes e semelhanças, música improvisada atual. Local: Quintal Porta-Jazz, Rua João das Regras nº305

A Voz dos Objetos | Pesos de Vidro de Geissler por Marisa Monteiro

15/07/2020

Este belíssimo conjunto de ampolas de vidro de diversas dimensões, contendo mercúrio, calibradas e marcadas para servirem como massas para balanças de precisão, foi adquirido pelo notável químico portuense António Joaquim Ferreira da Silva, por volta de 1880 para o laboratório químico da Academia Politécnica. Venha conhecê-lo e descobrir as histórias que tem para nos contar.

#5. Mediação: os desafios da digitalização

16/07/2020

A digitalização tem trazido desafios e transformações às artes performativas que foram acelerados pela situação de pandemia que ainda vivemos. Estes fazem-se sentir também na relação o(s) público(s). Poderá o recurso ao digital fomentar um acesso mais plural aos projetos artísticos? Que desafios poderão enfrentar os projetos participativos ou desenhados para a intervenção comunitária num contexto digital? Facebook do TMP Oradores: Victor Hugo Pontes; Teresa Duarte Martinho; Pedro Abrunhosa. Moderação: Ana Cristina Vicente.

Workshops De Fotografia Noturna No Parque

Até 10/09/2020

25 €

As paisagens noturnas são encantadoras e misteriosas, potenciando a criatividade ao fotógrafo numa das vertentes mais espetaculares da fotografia. Tirando partido da instalação de luz "Há Luz no Parque”, esta é uma oportunidade imperdível para fotografar a paisagem única do Parque de Serralves iluminado. Uma proposta desafiante para uma saída noturna diferente! Neste workshop propomos que os participantes aumentem os seus conhecimentos técnicos e possam desta forma fazer ainda melhores fotografias noturnas. Os participantes devem estar munidos de uma câmara fotográfica digital que permita o controlo manual da exposição, da focagem, da sensibilidade e da temperatura de cor e um tripé. Não sendo obrigatório, recomenda-se o uso de um cabo disparador ou disparador remoto e as baterias carregadas. Monitor: Filipe Braga Ponto de encontro: receção do Museu Lotação: 15 adultos Mínimo de participantes para realização: 8

Isabel Ventura e Marco Figueiredo

16/07/2020

A ligação deste duo, resulta de uma cumplicidade musical antiga. Lado a lado com os clássicos do cancioneiro americano, vão ser apresentados alguns temas dos dois últimos trabalhos da cantora, com arranjos do pianista que a acompanha. Uma interpretação inspirada, livre e criativa. Este evento está integrado no programa "As Noites No Pátio Do Museu"

Sebenta

17/07/2020

5 €

“Mundo Irreal” é o single de avanço para o próximo álbum do trio composto por Paulecas na voz e no baixo, Fadista na bateria e Ricko na guitarra. É um tema que fala do afastamento e da aproximação entre as pessoas através das redes sociais. Os Sebenta continuam a fazer dos seus concertos momentos únicos e imperdíveis. De olhos postos no momento presente, estão a terminar as gravações de um novo disco que inclui temas em inglês e outras surpresas.

VI Festa do Livro de São Bartolomeu

Até 16/08/2020

A União das Freguesias de Aldoar Foz do Douro e Nevogilde, continua fortemente empenhada em promover a cultura nas suas mais diversas vertentes. E também difundi-la em diferentes locais da União de forma a conseguir alcançar diferentes públicos. Em parceria com a Calendário de letras promove a VI Festa do Livro de São Bartolomeu que pretende incentivar e desenvolver os hábitos de leitura, levando os livros para espaços descontraídos e apelativos que, pelas suas características promovam um contacto de maior proximidade com o público. Este ano, devido à Pandemia Covid-19, o evento consistirá apenas na exposição e venda de livros. Em paralelo e como vem sendo hábito, decorrerá o Mercado do Molhe, no Jardim da Pérgola do Molhe. Este ano apenas com 24 bancas.

O Anjo Exterminador de Luis Buñuel

18/07/2020

5.5 €

Depois de um jantar de cerimónia, um grupo de respeitáveis burgueses fica retido em casa de um deles. Por uma razão qualquer, só os criados conseguem atravessar a porta da sala de jantar. Depressa se resignam ao enclausuramento e, pouco a pouco, vão-se submetendo a uma promiscuidade completamente estranha aos seus hábitos. O ambiente deteriora-se e a selvajaria aparece. Quando finalmente se libertam, vão a uma missa para agradecerem a Deus. Mas no fim da missa, o padre não consegue atravessar o limiar da sacristia.

Solistas da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música

18/07/2020

5 €

O Trio op. 87 de Beethoven, escrito para dois oboés e corne inglês, nasceu ainda na década de 1790, tinha o compositor acabado de chegar a Viena. Foi pensado para os amadores vienenses que procuravam avidamente nova música de câmara e, neste programa, surge a par da outra obra que Beethoven compôs para esta rara combinação de instrumentos. O programa prossegue com uma das obras mais apreciadas de J. C. Bach, um quinteto com melodias sedutoras e poderosas, e termina com uma cintilante Serenata de Albert Roussel, considerado uma das figuras fundamentais da música francesa no período entre-guerras.

As Novas viagens philosophicas - Solidariedade aparente no Kalahari

18/07/2020

Neste Verão e Outono, o Pátio do polo Central do MHNC-UP servirá de palco às mais emocionantes histórias acerca da investigação desenvolvida a nível da biodiversidade e conservação da natureza por investigadores do CIBIO-InBIO. Todos os sábados de Julho, Setembro e Outubro, pelas 21h30, As Novas viagens philosophicas enchem o MHNC-UP de vida, em sessões comentadas pelos protagonistas das aventuras retratadas nesta série documental, e mediadas pelos Curadores do MHNC_UP Os tecelões sociais vivem em grandes comunidades e constroem enormes ninhos nas árvores do Sul do Kalahari, na África do Sul. A investigação da reprodução cooperativa em aves analisa o comportamento dos tecelões sociais, procurando em particular entender o papel dos indivíduos ajudantes durante a época de reprodução. Nesta sessão daremos a conhecer o trabalho da bióloga Rita Covas, investigadora do CIBIO-InBIO. Conheça os exploradores modernos, o seu trabalho de investigação e as suas histórias. Com moderação de Ricardo Jorge Lopes, curador de aves do MHNC-UP. Sessão comentada por: Rita Covas e Ricardo Jorge Lopes

Labirinto Infernal de Luis Buñuel

19/07/2020

5.5 €

Depois de ser anunciado que o Governador proibiu a exploração de diamantes, os mineiros revoltam-se e exigem ser recebidos por ele, mas são detidos pelo exército. Chark, aventureiro oriundo de uma aldeia vizinha, chega em pleno tumulto. Torna-se amigo de Castin, um mineiro que sonha abrir um restaurante em Marselha; do padre Lizzardi, que tenta acalmar os ânimos; e de Djin, a prostituta que dorme com Chark antes de o denunciar à polícia. Chark foge da prisão e envolve-se na revolta dos mineiros. Perseguidos, Chark e o seu grupo aventuram-se selva adentro. Esgotado, o grupo autodestrói-se, e só Chark se salva, fugindo com a filha surda-muda de Castin.

João Barradas

19/07/2020

5 €

A Casa da Música, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Philharmonie Luxembourg nomearam o músico português João Barradas para integrar o programa ECHO Rising Stars, dedicado a apoiar o desenvolvimento profissional de jovens artistas europeus. O premiado acordeonista tem-se destacado tanto no jazz como na música erudita, tendo já gravado para a prestigiada editora nova-iorquina Inner Circle Music. O programa que traz à Casa da Música demonstra o eclectismo que atravessa a sua carreira: a música barroca ladeia a contemporânea e ambas se cruzam na incursão de Keith Jarrett pelo órgão de tubos barroco de Karl Joseph Riepp.

ESMAE Jazz Ensemble

19/07/2020

5 €

Com uma formação pouco convencional, trombone, duas guitarras, clarinete e bateria, o quarteto de alunos da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo designado por ESMAE Jazz Ensemble apresenta-se com um reportório original, escrito e pensado para esta formação pouco usual, dando ênfase à improvisação sem formas predefinidas. Apesar de ser um ensemble criado em contexto académico, não impede que a música reflita cada um dos elementos que o compõem. Local: Quintal Porta-Jazz - Rua João das Regras 305

Folefest

21/07/2020

5 €

O Folefest tem um papel crucial na divulgação do acordeão erudito, através de um concurso e de um festival que têm dado a conhecer instrumentistas e repertório de qualidade excepcional. O Concerto de Laureados do Folefest apresenta na Sala 2 os premiados da última edição do concurso, dando mostra da diversidade de formações em que o acordeão participa com um fascinante repertório.

Ouvir com Andreia C. Faria

21/07/2020

A voz e a poesia de Andreia C. Faria ocupa o pátio do Museu, preenchendo os espaços deixados vagos pela dormência de sentidos que normalmente governam o dia a dia. Ainda a Ouvir é partilhada uma conversa entre a poeta e Fátima Vieira, Vice-Reitora da Cultura e Professora da Faculdade de Letras da U.Porto. Uma narrativa sonora composta na FEUP dá início a cada uma destas sessões. Iniciativa com programação da Porto Editora e curadoria conjunta da Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto e Porto Editora.

Metropolis

23/07/2020

8 €

Inúmeros compositores sentiram-se impelidos a escrever música para acompanhar a projeção do filme “Metropolis”, obra-prima do Expressionismo Alemão, realizado por Fritz Lang em 1927. Filipe Raposo, pianista residente na Cinemateca Portuguesa e autor de várias bandas sonoras para cinema e teatro, aceitou o desafio do Teatro São Luiz e criou uma partitura original, executada por 15 elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção do maestro Cesário Costa. Após o grande sucesso em Lisboa, o Coliseu Porto Ageas apresenta este Filme-Concerto a 23 de julho. Uma noite em que a música do presente se cruza com um clássico do cinema que retrata a visão distópica da cidade do futuro. Se “Metropolis” é uma parábola sobre as relações sociais numa cidade do futuro, em que os privilegiados vivem nas alturas, enquanto a massa de trabalhadores oprimidos vive nos subterrâneos e se debate com a oposição homem-máquina, a partitura de Filipe Raposo para este que é um dos mais assombrosos filmes da história é, em si, uma reflexão sobre a visão das grandes cidades. A música acentua a verticalidade massiva, os planos simétricos, os ambientes sonoros rítmicos que evocam as engrenagens das maquinarias pesadas. É, simultaneamente, um olhar do futuro (o nosso presente) para o passado.

Da Coleção de Serralves no Palácio da Bolsa: Ana Vieira

Até 30/09/2020

10 €

Ana Vieira pertence à primeira geração de artistas portugueses que, nos anos 1960, questionou o lugar central dos meios tradicionais pintura e escultura na produção artística. A obra Sem título (1968) integra um conjunto de trabalhos realizados pela artista no início da sua carreira que colocam em evidência a recusa da natureza da pintura e uma poética reflexiva em torno do espaço. Este trabalho histórico de Ana Vieira é apresentado no Palácio da Bolsa no âmbito do programa nacional de itinerâncias da Coleção de Serralves, que tem por objetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

Jorge Queiroz na Coleção de Serralves: The Studio

Até 01/11/2020

Patente no mezanino da Biblioteca de Serralves, esta exposição reúne as obras de Jorge Queiroz (Lisboa, 1966) pertencentes à Coleção de Serralves. Este núcleo, composto por dezanove desenhos e uma pintura, demonstra a importância dos trabalhos sobre papel ao longo de todo o percurso artístico de Queiroz, iniciado nos finais da década de 1980. Cronologicamente coincidente com a renovação da performance e a afirmação do vídeo e dos novos meios de base tecnológica (em que o artista fez incursões pontuais), a crescente atenção de Jorge Queiroz à pintura a partir dos anos 1990 confere à sua sólida carreira nacional e internacional uma forte marca autoral. A obra de Jorge Queiroz distingue-se pela criação de universos singulares e de cariz onírico. As suas representações oscilam entre o real e o fantástico, entre a figuração e a abstração. Figuras, arquiteturas, formas e paisagens fundem-se, fragmentam-se e metamorfoseiam-se. Elementos reconhecíveis conjugam-se com intrigantes formas híbridas e ambíguas que em alguns casos ressurgem em vários desenhos e pinturas, indiciando um processo de trabalho contínuo e poroso. Convocado para as explorar e ler, o espectador percorre as composições frequentemente dispersas e fluidas – procurando uma narrativa possível.

Helga Azevedo e os Cariocas de Limão

24/07/2020

5 €

Helga Azevedo e Gil Santos fundaram os Carioca de Limão, banda de seis amigos que se reúnem para criar música cujas influências incluem a MPB, o afoxé, o samba jazz, a world music, ritmos caribenhos e sonoridades dos quatro cantos do mundo. O resultado é uma estética fresca que contagia o público tanto nos temas mais suaves como nos ritmos mais intensos.

Visita Noturna Orientada À Biodiversidade Noturna Do Parque

Até 11/09/2020

5 €

Os seres da noite - anfíbios, morcegos e aves noturnas - são animais pouco conhecidos, muitas vezes associados a mitos ou crenças. Contudo, estes seres apresentam formas de vida e hábitos muito peculiares e desempenham papeis ecológicos muito importante nos ecossistemas. Nesta saída noturna será possível escutar os cantos e descobrir os misteriosos seres da noite que habitam as nossas cidades. Com investigadores do CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental).

Doc Index | Ciclo de Cinema

24/07/2020

O KINO-DOC, núcleo de cinema documental com morada em Lisboa, junta em cartaz na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto nove filmes documentais que por motivos diversos tiveram a sua exibição proibida. Este ciclo, de entrada livre vai ter lugar todas as sextas-feira de julho, sempre às 21:30. Este evento está integrado no programa "As Noites No Pátio Do Museu" LOS ANGELES PLAYS ITSELF (2003, 169 min.), de Thom Andersen

O Diário de uma criada de quarto

25/07/2020

5.5 €

Neste fim-de-semana, a sala do Campo Alegre apresenta "O Diário de uma criada de quarto", um filme de Luís Buñuel, com participação de Serge Silberman. Em 1963, um encontro entre Serge Silberman e Luís Buñuel selou um compromisso que nunca seria quebrado. O produtor francês pretendia fazer um filme em conjunto com o realizador espanhol, naturalizado mexicano. O resultado foi a adaptação do livro "Diário de uma Criada de Quarto", de Octave Mirbeau. O filme homónimo reflete o desprezo pela burguesia a sua hipocrisia moral: "Uma sofisticada mulher parisiense começa a trabalhar como criada numa propriedade rural de uma família aristocrática. Inicialmente, Célestine limita-se a testemunhar as excentricidades e infâmias dos habitantes da propriedade, mas em breve a sua presença irá interferir e alterar a vida destes".

Solistas da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música

25/07/2020

5 €

Os músicos da Orquestra Sinfónica juntam-se em dois ensembles de sonoridades contrastantes. Um quinteto de metais apresenta música de compositores que viveram entre o final do séc. XVI e as primeiras décadas do séc. XVII, passando por um representante da escola veneziana e dois ingleses. O restante programa é preenchido por uma obra emblemática de Mendelssohn, escrita aos 16 anos, e que representa a sua despedida do estilo mozartiano. Ao ouvi-la, comentou Schumann: “Nem nos tempos antigos nem nos nossos dias se encontra uma perfeição maior num mestre tão jovem”.

Coro Casa da Música

26/07/2020

5 €

Nacho Rodríguez é director artístico do ensemble Los Afectos Diversos, dedicado à interpretação de repertorio polifónico do Renascimento e do Primeiro Barroco. A sua estreia à frente do Coro Casa da Música é centrada em música portuguesa, começando precisamente com alguns dos expoentes da polifonia renascentista nacional, para terminar com obras nascidas a partir das pesquisas etnográficas de Lopes-Graça, já no século XX. Pelo meio podemos ouvir Orlando di Lasso, um dos grandes génios da escola franco-flamenga do séc. XVI.

Eurico Costa Trio

26/07/2020

5 €

O trio é um lugar, um espaço onde, embora acompanhado, nunca se sufoca. Tão longe dos constrangimentos das multidões como da solidão da individualidade, esta formação abre portas para dimensões próprias, sempre em busca de um equilíbrio de forças, a pedir a generosidade de cada parte para a construção de um todo mais inteiro. Isso obriga a que “o momento” se torne no verdadeiro assunto, e o processo de composição num exercício de contenção e fé. Desse paradigma surge este repertório, com a simplicidade possível, por vezes numa alusão a imaginários mais populares ou à procura das cores do jazz, outras só a contemplar. Nele procura-se evocar episódios, pessoas e lugares de um universo que se quer preservar irreal e idílico, néctar de sonhos. Ou seja, são os fios que tecem pedacinhos de vidas. As nossas. Local do evento: Quintal Porta-Jazz, Rua João das Regras nº305

Tomás Marques Quarteto

28/07/2020

5 €

Tomás Marques Quarteto é uma banda formada pelo saxofonista que lhe dá nome, propositadamente para o Prémio Jovens Músicos. Sendo todos alunos da Escola Superior de Música de Lisboa, Tomás reuniu estes amigos para o concurso, avançando assim com um novo quarteto. Tomás Marques no saxofone, Samuel Gapp no piano, Rodrigo Correia no contrabaixo e Diogo Alexandre na bateria têm tocado com os maiores nomes do jazz português e cada vez mais solidificando estes novos nomes no Jazz em Portugal. À volta de um jazz moderno e cheio de influências, tocam composições do saxofonista.

Cantigas D'Agora e D' Outrora

28/07/2020

Cantar a vozes é partilhar: o ambiente, as vivências, os sentimentos, as alegrias e as agruras da vida. Nesta noite, as Cantadeiras do NEFUP propõem cantar e ensinar temas polifónicos à capela do cancioneiro tradicional português, convidando o público a aliar-se a elas num momento de partilha informal. As Cantadeiras do NEFUP são um grupo de seis mulheres que cantam temas tradicionais de todo o país, quer nos espetáculos do NEFUP, quer em concertos e participações em nome próprio. Este evento está integrado no programa "Noites no Pátio do Museu"

A Voz dos Objetos | As coleções de Francisco Newton, naturalista Portuense por Luís Ceríaco

29/07/2020

As coleções zoológicas do MHNC-UP guardam centenas de espécimes colectados por Francisco Newton em São Tomé e Príncipe, Angola e Timor. Muitos destes espécimes representam espécies raras, outros serviram como base na descrição de várias espécies de moluscos, anfíbios e répteis. Mas quem foi Francisco Newton, naturalista nascido no Porto e que correu meio mundo a colectar espécimes de história natural? Através destas coleções conhecemos o seu colector, ao mesmo tempo que aprendemos sobre a biologia destas espécies, a sua importância para a ciência e a riqueza e diversidade das coleções do MHNC-UP.

A Flor de Felicidade

Até 05/08/2020

6 €

A Flor de Felicidade de Jessica Hausner Alice, mãe solteira, é uma fitóloga experiente que trabalha numa empresa especializada no desenvolvimento de novas espécies de plantas, onde criou uma flor muito particular, com um vermelho intenso, notável pela sua beleza e benefícios terapêuticos. Na verdade, se for conservada à temperatura adequada, bem alimentada e se falarmos com ela regularmente, a planta deixa o seu dono feliz. Alice quebra o regulamento da empresa ao oferecer uma destas flores ao seu filho adolescente, Joe. Juntos, dão-lhe o nome Pequeno Joe. Mas, à medida que a planta cresce, Alice é inundada por dúvidas quanto à sua criação: talvez esta planta não seja tão inofensiva como o nome sugere. Local do evento: Cinema Trindade

As Maravilhas De Montfermeil

Até 05/08/2020

6 €

As Maravilhas de Montfermeil de Jeanne Balibar Após uma longa separação, Joëlle e Kamel divorciam-se finalmente, mas ambos integram a equipa de Emmanuelle Joly, a nova presidente da câmara de Montfermeil, uma cidade desfavorecida nos arredores de Paris. A equipa trabalha na implementação das maravilhas prometidas durante a campanha política: sestas para todos; culturas nos telhados; assistência sexual ao domicílio; harmonização da respiração humana; Escola Internacional de Línguas de Montfermeil e assim por diante. Mas inimigos perigosos sabotam resolutamente estas boas políticas enquanto Paris planeia a sua expansão, e a presidente da câmara entra lentamente em depressão. Local do evento: Cinema Trindade

Surdina

Até 05/08/2020

6 €

Surdina de Rodrigo Areias Num espaço rural, um velho homem recebe a notícia de que a sua falecida mulher foi vista a fazer compras na feira. Revoltado, pretende esconder-se de todos, despeitado e triste, mas os seus amigos insistem para que não dê ouvidos ao povo e aproveite tal facto para se fortalecer e, quem sabe, casar-se de novo. Esta é uma história da delicadeza de se ser velho, do que resta ainda para sonhar e para amar quando a idade avança significativamente e o corpo se enfraquece. Num Portugal antigo e recôndito, que afinal existe, apesar de tudo quanto façamos para nos modernizarmos. Local do evento: Cinema Trindade

O Paraíso, Provavelmente

Até 05/08/2020

6 €

O Paraíso, Provavelmente de ELIA SULEIMAN Elia Suleiman deixa a Palestina à procura de uma nova pátria. Mas a busca por uma nova vida torna-se numa comédia de enganos: quanto mais se afasta da Palestina, de Paris a Nova Iorque, mais os novos lugares lhe fazem lembrar o seu país natal. Um conto burlesco que explora a identidade, a nacionalidade e a pertença, no qual Suleiman coloca uma questão fundamental: onde nos podemos sentir “em casa”? Local do evento: Cinema Trindade

O Que Arde

Até 05/08/2020

6 €

O Que Arde de Oliver Laxe Amador Coro foi condenado por provocar um incêndio. Quando sai da prisão, não tem ninguém à sua espera. Regressa à aldeia, aninhada entre as montanhas da Galiza, onde vive a mãe, Benedicta, e as suas três vacas. A vida decorre lentamente, ao ritmo tranquilo da natureza. Até ao dia em que um fogo vem devastar a região. Local do evento: Cinema Trindade

Patrick

Até 05/08/2020

6 €

Patrick de Gonçalo Waddington Patrick (interpretado pelo luso-francês Hugo Fernandes) tem 20 anos e vive em Paris com o namorado mais velho. Gere um site de pornografia adolescente, o que o leva a ser preso após uma rusga numa festa. As autoridades descobrem que Patrick é afinal Mário, raptado no interior de Portugal, em 1999, com oito anos. É-lhe dada a opção de voltar para a família e colaborar no desmantelamento de uma rede de pedofilia. Ao regressar ao local onde nasceu tenta adaptar-se a uma nova realidade, mas é recebido com desconfiança. A mãe tem dificuldade em reconhecer e comunicar com o filho. As duas identidades de Patrick entram em conflito: a vida de festas, drogas e promiscuidade em Paris; e a nova vida num meio rural e numa família destruída. Local: Cinema Trindade

Zé Pedro Rock N’ Roll

Até 05/08/2020

6 €

Zé Pedro Rock N’ Roll de Diogo Varela Silva Zé Pedro, o lendário guitarrista dos Xutos e Pontapés, é a maior figura do rock ‘n’ roll português, tendo sido o seu grande impulsionador, não só enquanto guitarrista fundador da maior banda nacional de sempre, mas também através na divulgação do género como crítico de música, radialista e dono do Johnny Guitar, mítico clube lisboeta e sala de concertos, onde tantas e tantas bandas deram os primeiros passos. Local: Cinema Trindade

Cinema na Casa das Artes – Viagem E Itália

30/07/2020

3.5 €

Após uma paragem longa e forçada por uma pandemia que fez com que todos nós tivéssemos que interromper as nossas rotinas, regressamos à nossa programação regular com uma seleção de filmes sobre a pausa e a quebra na rotina. Aproveitando também a chegada do verão e a vinda das férias para uma grande maioria, exibiremos cinco filmes cujas narrativas se desenvolvem ou culminam com a deslocação das personagens para um local que não é o seu meio-ambiente. Os Joyce são um casal inglês interpretado por Ingrid Bergman e George Sanders que viaja para Itália com o objetivo de ver uma propriedade perto de Nápoles, recentemente herdada. Rossellini transforma a história de um casal aborrecido a viajar por Itália numa história sobre crueldade e cinismo, à medida que o casamento destas duas personagens se desintegra.

(Im)Possível | Sessão de Ilusionismo com Gonçalo Gil

30/07/2020

Se analisarmos morfologicamente a palavra (Im)possível, constatamos que se estivermos perante algo que é "possível" e lhe acrescentarmos um simples prefixo "Im" modificamos totalmente o seu significado, passando a estar perante algo que é Impossível”. Com esta premissa Gonçalo Gil promete deslumbrar com o seu espetáculo de magia e iluisonismo. Este evento está integrado no programa "Noites no Pátio Do Museu"

Clérigos by Night

Até 30/08/2020

5 €

A magia da noite do Porto está de regresso. Entre os dias 31 de julho e 30 de agosto, volta a ser possível visitar a Torre dos Clérigos "fora d'horas". Usufrua da vista deslumbrante sobre a cidade invicta, contemple os seus morros, ruas, praças e monumentos, da Ribeira até à Foz. Uma experiência inesquecível, numa apaixonante paisagem. Sinta a magia da nossa cidade. Aproveite e venha!

Clube de Choro do Porto

31/07/2020

5 €

O Clube do Choro – Porto tem levado aos cafés e bares da cidade alguns dos temas de referência do chorinho, um dos géneros mais representativos do Brasil. Numa homenagem ao célebre compositor e intérprete carioca Jacob do Bandolim, o regresso à Casa da Música é assinalado pela inclusão na formação das sonoridades do vibrafone, que se juntará aos tradicionais instrumentos da roda de choro. O repertório da noite não podia ficar completo sem os choros de Radamés Gnattali, Garoto e Pixinguinha.

La Vie En Swing

31/07/2020

O La Vie en Swing Trio é um conjunto de jazz francês que reúne a cantora Mariana Melo, o guitarrista André Pires Costa e a violinista Esin Yardimli Alves Pereira. Juntos, partilham com o público a paixão pela música francesa através das linguagens do jazz e swing emergentes nos anos 20. Inspirados por músicos como Django Reinhardt, Édith Piaf, Serge Gainsbourg, Charles Trenet e ZAZ, misturam temas mais complexos com as "chansons" que se reconhecem de imediato com a primeira nota da guitarra. Este evento está integrado no programa "Noites no Pátio do Museu"