Cadernos A & B: Prelúdio e Fuga

30/10/2020

O Gabinete do Desenho da Casa Guerra Junqueiro acolhe a exposição "Cadernos A & B: Prelúdio e Fuga", do artista Jorge Feijão. De entrada livre, mediante lotação do espaço, e seguindo o cumprimento escrupuloso das medidas preventivas, a mostra pode ser visitada até 24 de janeiro de 2021. Trata-se de uma oportunidade única para descobrir uma imensa série de desenhos, de pequeno formato, entre o esquiço e o acabado, a luz e a escuridão, a velocidade e a ponderação da mão e do pensamento. Como se nesta exposição do Museu da Cidade, o próprio desenho se revelasse através de uma certa cadência musical. O conjunto de trabalhos que está em exibição constitui-se - faça-se a analogia - como um palimpsesto de motivos que se assemelham a atlas de imagens. Muito utilizado na Idade Média, o palimpsesto era um manuscrito em pergaminho ou papiro, que era regularmente raspado ou apagado para permitir a reutilização do material e a posterior sobreposição de um novo escrito, ainda que se vislumbrassem vestígios do texto manuscrito anterior.

NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5

06/11/2020

Esta é a primeira exposição em Portugal de Korakrit Arunanondchai (Tailândia, 1986), artista que se move entre os campos do vídeo, da performance, da escultura e da instalação e que se divide entre duas culturas: a do oriente, onde nasceu e cresceu e a ocidental, em particular a dos EUA, onde a partir de 2009 estudou artes e onde tem vivido nos últimos anos (alternando com estadas na Tailândia). A obra de Arunanondchai explora e relaciona temas como religião e mitologia orientais, ambiente, ecologia, música, geopolítica e desenvolvimento tecnológico, contrapondo a espiritualidade asiática ao pragmatismo ocidental. Arunanondchai reflecte sobre a vida contemporânea e a situação da humanidade no tempo da tecnologia, especulando sobre as consequências do Antropoceno, era recentemente definida e que marca o efeito da actividade humana enquanto força ambiental dominante no planeta, capaz de alterar a sua composição geológica. Na sua prática, o artista recorre a acontecimentos e experiências de cariz autobiográfico. Em várias obras, amigos e familiares participam e são de alguma forma envolvidos no trabalho. No history in a room filled with people with funny names 5 (2019) é uma instalação feita em parceria com o artista Alex Gvojic (E.U.A., 1984), amigo com quem tem vindo a trabalhar há vários anos. Boychild, artista ligada à performance e à dança que tem regularmente colaborado com Korakrit Arunanondchai, é também uma figura presente nesta obra. No history in a room filled with people with funny names 5 envolve o espectador num ambiente nocturno e misterioso em que uma tripla projeção vídeo é conjugada com raios laser emitidos a partir de uma escultura que sugere uma figura humana jacente. A terra que cobre o chão e a presença de materiais naturais (conchas, ramos) lembram um ambiente pré- ou pós- histórico. No history in a room filled with people with funny names 5 congrega uma grande diversidade de imagens e de sons, criando uma atmosfera excessiva, envolvente e perturbadora. Os vídeos juntam filmagens originais — como as registadas por um drone da estação de rádio de Ramasum Camp, símbolo da história recente da Tailândia enquanto aliada dos EUA durante a guerra do Vietname e agora transformada em destino turístico — e outras pré-existentes, como a transmissão televisiva do episódio mediático do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de futebol que ficaram presos numa gruta na Tailândia em 2018. Esta obra foi inicialmente encomendada pelo Centre d’Art Contemporain Genève para a Biennale of Moving Image de 2018 e apresentada na Bienal de Veneza em 2019.

Feira de Artesanato da Batalha

Até 31/05/2021

Esta feira começou de uma forma espontânea na Praça da Batalha onde eram comercializados os produtos manufaturados (bijuteria, carteiras, entre outros). Nos anos 90 a Câmara Municipal do Porto regulamentou esta atividade, através da criação da Feira de Artesanato da Batalha.

Mercado de Artesanato do Porto

Até 04/01/2021

O evento realiza-se de quinta a domingo, todas as semanas, na Praça de Parada Leitão.  O Mercado de Artesanato do Porto é uma iniciativa municipal que, semanalmente, reúne os produtos artesanais de cerca de 80 comerciantes. Como se trata de um evento ao ar livre, o seu funcionamento está sempre dependente das condições climáticas.  Local: Praça de Parada Leitão

Revolução de 24 de Agosto de 1820: Prelúdio do Liberalismo em Portugal

Até 01/08/2021

Inaugura no Museu Militar do Porto, a exposição "Revolução de 24 de Agosto de 1820: Prelúdio do Liberalismo em Portugal", com curadoria Fernando Gonçalves. Aberta ao público durante dez meses (até 1 de agosto de 2021), a mostra expositiva aviva a bravura de um grupo de notáveis cidadãos do Porto, que dava o primeiro passo para o fim da influência inglesa e a decorrente monarquia liberal há 200 anos. O Norte exigia o regresso do Rei, uma Constituição, a justiça e a prosperidade. Estavam lançadas as sementes do progresso e da modernidade em Portugal e há documentos e peças históricas que comprovam.

Hugo Canoilas

Até 21/02/2021

12 €

Especificamente concebida para a sua Galeria Contemporânea, a primeira exposição de Hugo Canoilas (Lisboa, 1977) no Museu de Serralves confirma e expande algumas das preocupações que melhor definem a prática deste artista: a especulação sobre as relações entre arte e realidade (eventos políticos e sociais), a interrogação sobre as características e limites da pintura, e a ênfase conferida ao trabalho colaborativo. Com formação em pintura, Canoilas tem vindo a examinar o lugar deste meio artístico, a forma como ele é percecionado quer por visitantes de museus quer por transeuntes (o artista é conhecido por intevenções no espaço público que nunca são anunciadas como obras de arte). No caso desta exposição em Serralves, Canoilas prescinde do lugar onde mais naturalmente esperamos ver pinturas - as paredes da galeria -, e decide intervir no chão, no rodapé e no teto da Galeria Contemporânea - espaços negligenciados por quase todas as exposições de pintura. No chão apresentam-se três peças em vidro colorido que representam medusas. Realizadas na Marinha Grande, estas águas-vivas - possíveis símbolos do aquecimento climático, mas também das ideias de informe e de metamorfose na origem de vários trabalhos de Hugo Canoilas - devem poder ser pisadas pelos visitantes da exposição. O protagonismo conferido ao solo é confirmado pelo rodapé-pintura (em forma de caixa de luz, com uma pintura em linho no exterior esticada como uma tela, delimitando o espaço da exposição) em que o artista dá visibilidade a um elemento arquitetónico tão comum quanto despercebido. Já no teto da sala, Hugo Canoilas criará uma pintura gestual que, à imagem das suas mais recentes pinturas abstratas, parte de imagens da flora e fauna do fundo do mar. Saliente-se que a pintura também funciona como uma caixa de luz que cria uma aura na sala, afetando a perceção das medusas. As medusas sáo animais fascinantes, que ao longo dos seus invulgares ciclos de vida passam por várias metamorfoses, reproduzem células de formas inusitadas. A sua observação, que testemunha variações dramáticas de configuração, desafia todas as conceções de estabilidade, todas as ideias sobre a relação entre as partes e integralidade. Exatamente como esta exposição de Hugo Canoilas, composta de três elementos distintos - Chão, rodapé e teto - que se afetam mutuamente (em cooperação, simbiose competição, predação e parasitismo) e que é exemplar de uma prática artística que não se cristaliza numa forma, mas que constantemente se interroga nos seus limites, funções e pressupostos.

R. H. Quaytman

Até 21/02/2021

12 €

R. H. Quaytman emprega técnicas de reprodução mecânica e tradições da arte conceptual para criar séries fechadas de obras divididas em capítulos. As partes subsequentes são numeradas para marcar a passagem do tempo e o gradual completar da vida e do projeto artístico. A artista trata todas as exposições e pinturas apresentadas como um empreendimento criativo. R. H. Quaytman aborda a pintura como se fosse poesia: ao ler um poema, repara-se em palavras específicas, apercebemo-nos de que cada palavra ganha uma ressonância. As pinturas de Quaytman, organizadas em capítulos estruturados como um livro, têm uma gramática, uma sintaxe e um vocabulário. Enquanto o trabalho é delimitado por uma estrutura rígida a nível material - surgem apenas em painéis chanfrados de contraplacado em oito tamanhos predeterminados resultantes da proporção áurea -, o conteúdo de final aberto cria permutações que resultam num arquivo sem fim. A prática de Quaytman envolve três modos estilísticos distintos: serigrafias baseadas em fotografias, padrões óticos, como moiré e tramas cintilantes, e pequenos trabalhos a óleo pintados à mão. O trabalho de Quaytman, apresentado pela primeira vez em Portugal, aponta para as novas possibilidades da pintura de hoje, o que é uma pintura, um ícone? Quais são os meios da pintura numa cultura saturada pela estimulação visual, da fotografia à floresta digital dos signos? A pintura aina é um meio relevante para partilhar a nossa história? A exposição é coorganizada pelo Muzeum Sztuki in Lódz, Polónia, e pela Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Comissariada por Jaroslaw Suchan.

Manoel de Oliveira Fotógrafo

Até 18/04/2021

12 €

As mais de cem fotografias que se apresentam na exposição Manoel de Oliveira Fotógrafo são uma das grandes surpresas que o arquivo pessoal do realizador, integralmente depositado em Serralves, reservava. Produzidas entre os finais de 1930 e meados dos anos 1950, estas imagens, guardadas durante várias décads e na sua maioria inéditas, revelam uma faceta desconhecida de Oliveira e abrem novas perspectivas sobre a evolução da sua obra. A passagem de Manoel de Oliveira pela imagem estática é uma etapa determinante do seu percurso como cineasta. Em diálogo tanto com o pictorialismo como com o construtivismo e com as experiências da Bauhaus, as suas fotografias estão a meio caminho entre a exploração dos valores clássicos da composição e o espírito modernista que animou toda a primeira fase da sua produção cinematográfica. Investida, quase sempre, de propósitos artísticos, a fotografia é para o realizador um instrumento de pesquisa formal e de experimentação, uma obra de modalidade para interrogar, muitas vezes um relação direta com os filmes, a construção de uma linguagem visual própria. As imagens que agora dão a conhecer acrescentam, certamente, um novo capítulo à história da fotografia portuguesa dos anos 1940. Mas elas constituem, também, um precioso instrumento para enquadrar o modo como Manoel de Oliveira passa a assegurar, durante um período de dez anos, a direção de fotografia dos seus próprios filmes, bem como para contextualizar, numa perspetiva mais ampla, o rigor de composição que, de uma maneira geral, caracterizam todos os seus filmes. Olhando para estas imagens, não interessará muito saber onde começa o fotógrafo e onde acaba o cineasta, nem definir, com precisão, até que ponto o primeiro poderá ter tomado por vezes, o lugar do segundo. Importará, sim, questionar o modo como esta convivência estre dois modos de ver e de pensar se corporiza na obra de Manel de Oliveira. Curadoria de António Preto, Diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira. Todas as fotografias expostas pertencem ao Acervo de Manoel de Oliveira, Casa do Cinema Manoel de Oliveira - Fundação de Serralves, Porto.

O Fabuloso Circo de Natal

Até 10/01/2021

9 €

A Magia do Natal chegou à Immersivus Gallery com O Fabuloso Circo de Natal! Uma experiência audiovisual imersiva com vários momentos repletos de surpresas e diversão. O público é guiado para o interior da tenda mágica pela voz do locutor e humorista Nuno Markl, onde a magia do natal acontece com um fabuloso espetáculo. Ao longo do espetáculo, poderá encontrar diversas animações com referências à cidade do Porto, numa animação imersiva, permitindo ao público identificar-se e juntar-se à aventura. O Mágico, o palhaço, a orquestra, animais de toda a parte do mundo, são alguns dos números artísticos que poderá ver no espetáculo. Todas as personagens, o ambiente, animações e hologramas transformam a Immersivus Gallery num verdadeiro circo virtual, envolvendo o espectador nesta experiência imersiva em 360º que é o “O Fabuloso Circo de Natal”.

Porto Legends - The Underground Experience

Até 10/01/2021

12 €

"Porto Legends: The Underground Experience" é um evento audiovisual que vai dar a conhecer dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto. O espetáculo será apresentado de terça-feira a domingo, entre as 10 e as 19 horas, nas Furnas da Alfândega do Porto. A mais recente criação do ateliê português OCUBO, especialista na realização de projetos de vídeo mapping, estreia nas Furnas da Alfândega do Porto. O espetáculo vai dar a conhecer, através de uma experiência imersiva, dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto, inspiradas no livro do historiador Joel Cleto, "As Lendas do Porto". O projeto Porto Legends - The Underground Experience contou com 70 atores, 120 figurinos e 30 artistas de vídeo, recorrendo a 50 projetores de vídeo de alta definição, estrategicamente instalados nas paredes, no chão, nos tetos, nas colunas e nos arcos das Furnas da Alfândega do Porto. As dez lendas que constituem o espetáculo são narradas por Pedro Abrunhosa, na versão portuguesa, e pelo galardoado ator britânico Jeremy Irons, na versão inglesa. Ao longo de 45 minutos, serão contadas lendas como as de Pedro Cem, Zé do Telhado, Barrão Forrester, as famosas tripas à moda do Porto, o mistério do Tesouro da Serra do Pilar; o violento Cerco do Porto, o Terramoto de 1755 ou a do fantasma da Estação de São Bento. O público é convidado a circular livremente durante o espetáculo, numa experiência de 360º inédita a nível mundial. Porto.CARD - A NÃO PERDER! Aproveite o Porto.CARD e tenha descontos nas entradas: Bilhete Inteiro: 2€ de desconto / PACK DE DOIS: 3€ de desconto Bilhete reduzido: 1€ desconto /PACK DE DOIS: 1,5€ de desconto

Nets Of Hyphae de Diana Policarpo

Até 14/02/2021

Convulsões, alucinações, sensações de ardor. O parasita da cravagem que infeta o centeio é conhecido como sendo a causa do ergotismo, ou Fogo de Santo António. Em pequenas doses, o fungo tem sido tradicionalmente usado por curandeiras para provocar abortos. No entanto, o conhecimento destas, assente na experiência e no conhecimento da terra e das plantas, foi erradicado pelo progresso do capitalismo patriarcal, que o substituiu pela obstetrícia. Ainda hoje os historiadores especulam se o ergotismo terá tido um papel nas acusações de bruxaria contra mulheres durante a crise de Salém em 1692, assim como contra os xamãs Sámi nos julgamentos de Finnmark em 1621, e noutras ocasiões. A exposição Nets of Hyphae, de Diana Policarpo, com curadoria de Stefanie Hessler (Diretora da Kunsthall Trondheim), estabelece relações especulativas entre as redes de fungos da cravagem e a saúde das mulheres. Desenvolvidos especificamente no contexto deste projeto, os seus trabalhos em vídeo, animação, têxteis e ambientes sonoros criam paralelos entre o ciclo dos fungos, a justiça reprodutiva e os conhecimentos de parteiras, curandeiras e agricultoras em precariedade e resistência. Centrando-se nas perspetivas feministas dos alucinogénios e trabalhando com a biohacker transfeminista Paula Pin, Policarpo concebe paralelismos especulativos entre o ergotismo, a supressão de conhecimentos ancestrais e a justiça na saúde.

Deslaçar um tormento

Até 20/06/2021

12 €

Esta grande exposição dedicada ao trabalho de Louise Bourgeois (Paris, 1911, Nova Iorque, 2010) cobre um arco temporal de sete décadas, dando a ver obras realizadas pela artista entre finais dos anos 1940 e 2010. Visitada e revisitada em inúmeras exposições realizadas durantes as últimas décadas em diversos espaços museológicos do mundo inteiro, a vasta e singular obra de Louise Bourgeois lida com temas indelevelmente associados a vivências e acontecimentos traumáticos da sua infância – a família, a sexualidade, o corpo, a morte e o inconsciente –que a artista tratou e exorcizou através da sua prática artística. Esta exposição é organizada pela Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea e o Glenstone Museum, Potomac, Maryland, EUA, em colaboração com The Easton Foundation, Nova Iorque, e coproduzida com o Voorlinden Museum & Gardens, Wassenaar, Países Baixos. To Unravel a Torment tem curadoria de Emily Wei Rales, Diretora e cofundadora do Glenstone Museum. Em Serralves, a exposição foi organizada por Philippe Vergne, Diretor do Museu, com Paula Fernandes, Curadora. Esta exposição contou com o generoso apoio de Hauser & Wirth Gallery.

Que Horas São Que Horas

Até 14/02/2021

A exposição Que horas são que horas: uma galeria de histórias parte de um convite da Galeria Municipal do Porto a três curadores para uma reflexão sobre a paisagem histórica das galerias de arte no Porto, inscrita entre a aparente abertura cultural do final da Segunda Guerra Mundial e a retração do tecido cultural provocada pela recente crise económica. Um olhar sobre esta cronografia permite compreender as muitas faces da civitas e as cumplicidades transformadoras entre artistas, agentes culturais e públicos que a conformam. Este retrato retrospetivo atravessa as exposições independentes em livrarias que ensaiaram uma profissionalização alternativa da arte, recorda o confronto com novos públicos e espaços cívicos que só a revolução de 1974 permitiu até à celebração das inaugurações simultâneas na rua Miguel Bombarda, culminando na rede de lugares alternativos organizada para resistir à Troika. Contra o regime ou com o seu apoio, num vazio institucional ou alimentando museus, herdeira de um contexto social conservador isento de discurso crítico e resistente à inscrição de novas gerações de artistas, a paisagem histórica das galerias de arte no Porto é feita de cidadania e comércio, de uma arte não apenas de culto, mas com valor de troca: uma galeria de histórias.

Impressive Monet & Brilliant Klimt

Até 10/01/2021

9 €

Impressive Monet é uma reinterpretação das obras de arte de um dos impulsionadores do impressionismo que mostra o que está para além da moldura, através de uma viagem pelo mundo de artista e pela sua busca interminável pela captura da luz. O público será imerso pelo movimento impressionista do artista e envolto pelas linhas e cores que fazem parte do mundo de Monet. Brilliant Klimt traça o percurso pelos aspetos biográficos e pelo legado artístico do artista austríaco através da sua pintura icónica - O Beijo. Este será o fio condutor da viagem pelo trajeto artístico ao mesmo tempo que são exploradas as influências do mundo de Klimt. O público ficará na intimidade de Klimt e sentir-se-á imerso pela arte romântica do artista.

50 Anos de fotografia - 1970-2020 de Alfredo Cunha

Até 02/05/2021

Este Alfredo Cunha de quem se fala é o homem com a sua câmara e o seu olhar. Qualquer bom fotojornalista intui, antes de o saber claramente, que uma imagem, que deve encerrar todo um conteúdo e uma sedução, é, sempre foi, um momento decisivo. Antes de ser definido por Cartier-Bresson, já existia na mente de quem fotografa o acontecimento, o rosto e o movimento. Na longa carreira de 50 anos de Alfredo Cunha, muita coisa mudou: o país que fotografa; o equipamento que usa — já longe da primeiríssima Petri FT, da Leica M3, que começou a usar em 1973, e das Leicas que se seguiram e a que se manteve sempre fiel; o suporte — do analógico, maioritariamente preto e branco, ao digital, que pratica desde 2003. A imagem fotojornalística responde à exigência de concordância com o texto, também se liga ao onde, quando, como e porquê. Porém, quando o fotógrafo já definiu o seu estilo — e é esse o caso de Alfredo Cunha —, a sedução da imagem sobrepõe-se à sedução da notícia. Em todas elas se torna difícil associar a imagem a um estilo pois Alfredo Cunha ultrapassa a corrente do momento e o tema. E é neste sentido que podemos dizer, com Barthes, que as suas fotografias resultam sem código, dependem da transmissão do seu para nosso afeto. Teresa Siza (texto adaptado)

Na Terra de Ana Brígida

Até 03/01/2021

"Na Terra" é uma exposição de Ana Brígida, vencedora da Bolsa Estação Imagem 2019 Coimbra, com a proposta de trabalho sobre as comunidades e eco-aldeias de estrangeiros e portugueses que repovoam o interior desertificado da região de Coimbra. "Esta é uma história de amor entre o homem, a natureza e os animais. Desde há muito que o interior se despovoa, seja pela falta de interesse na continuação do trabalho no campo, seja pela utopia das cidades de uma vida mais cheia e rica. O êxodo para as metrópoles deixou aldeias ao abandono, casas em ruínas, terras tomadas pela natureza e à mercê dos incêndios. Mas a vivência desligada da terra, a massificação urbana e uma sociedade virada para o consumo e para a tecnologia trouxeram também o interesse de muitos em voltar para a calma do interior. Procuram a vida perdida de gerações anteriores e dão-lhe uma nova energia e significado. Vêm com o sonho de viver mais perto da natureza, tratar dela. Viver de uma forma mais sustentável e onde o círculo de utilização é completo. Usar o que a terra dá, para comer, construir, curar e meditar." (…) ANA BRÍGIDA, Março de 2020

O sortilégio da Serra da Estrela

Até 27/03/2021

Esta exposição assinala o Centenário do Nascimento de meu Pai, Dr. Leonel Augusto de Almeida Abrantes (1920-2020), com uma ligação especial à Serra da Estrela, sobre a qual investigou e escreveu. Nesta exposição colectiva, «O sortilégio da Serra da Estrela», a decorrer na Galeria Porto Oriental, de 4 de Dezembro de 2020 a 27 de Março de 2021, mostra-se Desenho, Pintura e Escultura. Na exposição, «O sortilégio da Serra da Estrela», podem apreciar-se 26 obras de 26 artistas plásticos, com diversos percursos, idades, sensibilidades e linguagens. A Serra que nos fascina, real ou simbolicamente, permite-nos aqui um outro encantamento e emoção, na contemplação não de «a montanha ao longe em toda a sua magnitude», de Vergílio Ferreira, mas das obras de arte expostas na Galeria Porto Oriental que para ela remetem, seja qual for o olhar de cada artista e a linguagem, técnica e expressão plástica escolhidas.

Treetop Walk

02/01/2021

12 €

Uma viagem sensorial Um percurso pela copa das árvores leva-nos a vivenciar experiências únicas, permitindo-nos usufruir de um ambiente natural relaxante e singular no Parque de Serralves. Escutar o canto das aves ou observar os seus ninhos, sentir o relevo e a textura das folhas, são algumas das experiências a vivenciar. Pé ante pé, por entre ramos e folhas, o convite é para a observação, exploração e perceção da biodiversidade que as árvores albergam nas suas copas, bem como das paisagens do Parque nas suas diversas dimensões. À medida que se avança, vamos tomando consciência da sua importância para o equilíbrio dos ecossistemas e bem-estar humano. O Programa regular para o público geral contempla visitas orientadas ao Treetop Walk, com a duração de 1h, que terão como objetivo dar a conhecer, através de uma experiência singular orientada por educadores do Serviço Educativo de Serralves, a biodiversidade do Parque. Estas poderão ser orientadas em português, francês e inglês. É obrigatória a inscrição até às 17h da véspera do evento, para o email: m.tavares@serralves.pt

Feira dos Passarinhos

Até 31/05/2021

Feira tradicional, de cariz popular, com alguns anos de atividade, onde pode adquirir aves, enquanto animais de companhia. É permitida, a comercialização de gaiolas, comedouros, bebedouros, poleiros, alimentação e demais artigos necessários para o alojamento, manutenção e criação. Mesmo que a intenção não seja comprar encante-se com os cantares das aves, com as suas cores e o movimento da feira. Ao passar pela feira ninguém escapa ao deslumbramento de olhar o Rio Douro e as pontes.

Feira de Numismática e Filatelia

Até 31/05/2021

Local de encontro de vários colecionadores, esta feira tem como objeto a venda e troca de moedas, postais, selos e outros objetos colecionáveis afins. Realiza-se debaixo das arcadas dos prédios que rodeiam a praça.

Circo de Natal

07/01/2021

9 €

A um 2020 recheado de exceções, o Coliseu Porto Ageas responde com um Circo de Natal excecional! Receba o ano de 2021 da melhor forma e sem sair de casa, esteja em que parte do mundo estiver. Os melhores artistas e uma orquestra ao vivo, para mostrar o que as artes circenses têm de mais fantástico. Reinventando uma tradição histórica, duas dezenas de artistas apresentam números em estreia absoluta de acrobacia aérea, ilusionismo, trapézio, clown, mastro chinês, corda bamba, forças opostas, parkour e malabarismo, numa pista com todas as condições de segurança para performers e público. Uma das grandes novidades deste ano é a constituição da Orquestra Circo Coliseu Porto Ageas, conduzida pelo maestro Cesário Costa, que interpretará uma banda-sonora original especialmente concebida pelo compositor Filipe Raposo.

Pi100Pé Especial de Natal 2020

07/01/2021

5 €

Fernando Rocha, João Seabra, Hugo Sousa e Miguel 7 Estacas juntaram-se no passado mês de dezembro para levar ao palco do Teatro Sá da Bandeira, no Porto, o espetáculo “PI100PÉ Especial de Natal 2020” com novas rábulas, stand-up comedy, sketchs e anedotas, tendo como tema único: o Natal. Se não teve oportunidade de assistir, ao vivo ou em streaming, ou se viu, mas quer repetir a experiência esta é a oportunidade! Adquira o seu acesso e ria, quantas vezes quiser, até dia 31 de janeiro de 2021!

Qui a tué mon père

Até 08/01/2021

8 €

Stanislas Nordey interpreta e encena Qui a tué mon père, texto novo encomendado ao romancista Édouard Louis, que faz do teatro o lugar onde a “literatura da confrontação” melhor se exprime. Nesta história de masculinidade e violência, um filho conta a biografia do pai, das turbulentas memórias de infância à sua “morte social”. No centro deste acutilante olhar político está aquele momento singular em que superamos a difícil afirmação de identidade no seio da família tradicional e tomamos consciência da violência que a sociedade exerce sobre ela, usurpando corpos e vidas inteiras em seu benefício. Ou de como descobrimos, por detrás da autoridade paterna, uma outra autoridade que a ultrapassa e avassala. De como podemos entrever, por entre as frinchas da política de género, os podres de todas as outras formas de dominação social e cultural. Stanislas Nordey, diretor do Théâtre National de Strasbourg, é um dos criadores contemporâneos mais importantes da cena francesa, um encenador que acredita na urgência cidadã do teatro.

Additional Tones: A Tribute to Maryanne Amacher

Até 10/01/2021

3 €

Ao longo de três dias, de 8 a 10 de janeiro, Serralves apresenta o programa Additional Tones: a tribute to Maryanne Amacher, um conjunto de propostas que se constituem como homenagem, partilha e contribuição para um maior entendimento da obra e pensamento desta notável compositora norte-americana. Nele incluídos estão um seminário e sessão de audição orientados pelos investigadores Amy Cimini e Bill Dietz e dedicados às séries Music for Sound Joined Rooms e Mini Sound Series de Amacher; a estreia nacional do filme Sisters With Transistors sobre o trabalho pioneiro de várias mulheres que marcaram a história da música eletrónica; a interpretação da composição Petra pelo duo inédito de pianistas constituído pela Marianne Schroeder e Joana Gama; e ainda, a estreia nacional de Perceptual Geographies de Thomas Ankersmit, uma peça inspirada por e dedicada a Amacher. O programa será também marcado pelo arranque da série vídeo de leituras e discussões online Remote Links, uma colaboração com a New York Public Library que celebra a publicação de Maryanne Amacher: Selected Writings and Interviews e que decorrerá até março. Maryanne Amacher (1938-2009) destacou-se na criação de instalações sonoras e ambientes multimédia de grande escala. Estudou com Karlheinz Stockhausen e colaborou com Merce Cunningham e com John Cage. O seu trabalho foi pioneiro e visionário em várias áreas da criação musical e artística como a espacialização sonora, os novos media, a ecologia acústica, a inteligência artificial ou a psicoacústica.

Concerto de Ano Novo

Até 10/01/2021

18 €

As obras musicais mais conhecidas de Johann Strauss Júnior dão as boas-vindas a 2021 no concerto de Ano Novo da Orquestra Sinfónica, uma homenagem à grande tradição da Filarmónica de Viena iniciada pelo maestro Clemens Krauss. Foi este o programa que o lendário maestro dirigiu em Viena, em 1939. Desde então, a música da dinastia Strauss figura em todas as edições daquele que é o mais famoso concerto do mundo. Repleto das danças que fazem a tradição austro-húngara dos salões de baile, as valsas, polcas, marchas e czardas, o alinhamento inclui ainda as aberturas das óperas mais famosas do compositor austríaco.

Visita Orientada ao Museu FC Porto

09/01/2021

15 €

A descoberta da história do FC Porto é uma viagem fascinante pelos 127 anos de vida do clube. A memória azul e branca é transversal a três séculos e faz parte da identidade portuense e portuguesa, admirada e procurada em todo o Mundo. Conhecer e interpretar todo o legado portista é sempre uma experiência única e marcante, tornando-se ainda mais exclusiva através desta Visita Orientada, que tem a assinatura de qualidade do Serviço Educativo do Museu FC Porto. A participação é gratuita mediante a aquisição de bilhete Tour FC Porto. Conduzida por um Orientador do Museu, a visita está sujeita a lotação máxima e a pré-inscrição. Nota: Evento sujeito a regras de lotação máxima, no âmbito do cumprimento de recomendações das autoridades de saúde.

O Inverno

10/01/2021

10 €

O evento de sucesso Música com Dragõezinhos cresceu para o tamanho de espetáculo e começa o novo ano a fazer a diferença no Auditório do Museu. O Inverno vai divertir e encantar os mais novos, mas sem esquecer os adultos. As histórias contadas e cantadas, assim como os sons, são elementos de magia, conhecimento e sociabilização numa sessão performativa com qualidade reconhecida e reforçada por novas formas de interação entre personagens e público. Como sempre, a experiência é conduzida pelo Indy e dirige-se a todas as crianças até aos 4 anos de idade e respetivos acompanhantes (bilhetes à venda no Museu e através da TicketLine). O evento é uma organização do Museu FC Porto em parceria com a Trupe Sons em Cena, sujeito a regras de lotação máxima.

David Craveiro

12/01/2021

6 €

Aluno do Conservatório de Música do Porto, o jovem David Craveiro tem vindo a obter diversos prémios em concursos nacionais e internacionais de piano, tendo conquistado o primeiro prémio na última edição do Concurso de Piano de Oeiras em 2020. Mantendo a tradição de apresentar uma jovem promessa do pianismo em Portugal, a Casa da Música abre o Ciclo de Piano com um recital deste jovem natural de Coimbra e cujo percurso académico inclui prestigiados professores. Em programa estão obras de referência do repertório romântico, com particular destaque para as variações de Beethoven e Schumann, num percurso que nos leva até às correntes mais jazzísticas do século XX com as variações plenas de swing de Nikolai Kapustin.

Soraia Cardoso

12/01/2021

6 €

A emoção que Soraia Cardoso imprime a cada palavra não deixa ninguém indiferente. Com um timbre quente e a alma recheada de fado, é uma das grandes promessas da nova geração de fadistas. Em 2018 foi concorrente do The Voice Portugal, tendo alcançado um honroso 3.º lugar. Integrou o elenco da Gala de Fado da Rádio Festival no Coliseu do Porto e tem cantado um pouco por todo o país. Recebeu o Prémio Revelação d’A Voz do Operário, na sua 3.ª gala de fado.

Supertaça da UEFA 1987

13/01/2021

A classe de Sousa reforçou a superioridade portista na discussão com os holandeses do Ajax. O jogo do título teve lugar no Estádio das Antas, há 33 anos, e foi em família que o Dragão celebrou a vitória nesta competição europeia, onde nenhum outro clube português foi capaz de alcançar o êxito. Por isso, a Supertaça da UEFA é um troféu que, em Portugal, só pode ser admirado no Museu FC Porto, e neste dia tão especial, descubra a história azul e branca e assista, no Auditório Fernando Sardoeira Pinto, ao jogo da segunda mão da memorável edição de 1987. Nota: evento sujeito a regras de lotação máxima, no âmbito do cumprimento de recomendações das autoridades de saúde.

Canzone per Ornella

13/01/2021

9 €

Antes de se tornar dramaturgo e, depois, coreógrafo, Raimund Hoghe costumava escrever retratos, tanto de pessoas famosas como de desconhecidos, que eram publicados no jornal Die Zeit. Esse hábito continua a estar no cerne do seu trabalho como coreógrafo, sob a forma de solos dirigidos a figuras famosas – Joseph Schmidt, Judy Garland, Maria Callas – ou a alguns dos seus intérpretes preferidos – Songs for Takashi [Canções para Takashi] ou Musiques et mots pour Emmanuel [Músicas e palavras para Emmanuel]. Tomam sempre a forma de “oferenda musical” em que os seus intérpretes manifestam a sua arte através de uma presença muito consciente dos efeitos da música e do tempo, da ressonância imaginária de uma voz e uma melodia. Ornella Balestra – amplamente conhecida pelo seu trabalho com Maurice Béjart – é uma das bailarinas que melhor encarna esta mistura de intensidade e devaneio que caracteriza a dança de Raimund Hoghe (veja-se Swan Lake [Lago dos Cisnes], 4 Acts [4 Atos], Boléro Variations [Variações Bolero], Quartet [Quarteto] ou La Valse [A Valsa]). Em Canzone per Ornella, o coreógrafo reúne para a sua bailarina música e textos de Pier Paolo Pasolini, tanto os que já foram explorados como os que ainda estão por experimentar, jogando com a capacidade que ela tem de encontrar o equilíbrio perfeito entre virtuosismo e entretenimento, entre presença enigmática e uma figura cinematográfica.

Serralves Em Palco

15/01/2021

Transforme a sua sala num palco privilegiado, assistindo a vídeos de espetáculos e de performances que decorreram em Serralves. Convidamo-lo a assistir ao registo da apresentação de Mirror Piece I & II (1969/2018-2019) em Maio de 2019 no Ténis do Parque de Serralves, após a sua única apresentação ao ar livre em 1970. Joan Jonas (Nova Iorque, 1936) é uma figura central e pioneira da vídeo arte e da performance de finais dos anos 1960 e umas das vozes mais influentes da arte contemporânea. A reconstrução da peça Mirror Piece I & II (1969/2018-2019) marcou o regresso desta artista excecional a Serralves e integrou a exposição mais completa da obra de Jonas. A sobreposição de espelhos e imagens refletidas experimentados em Mirror Piece I & II (1969/2018-2019) são dispositivos marcantes e metáforas recorrentes na sua obra. O seu uso abre a discussão sobre a função da representação e a relação entre artista e espectador, bem como sobre os conceitos de realidade e referência, imagem e reprodução. Nesta peça, vários performers executam uma série de ações cuidadosamente coreografadas usando espelhos e vidros que fragmentam o espaço de representação e multiplicam a imagem de públicos e performers. Nunca registada em filme, Jonas baseou a sua reconstrução em apontamentos e fotografias que, a partir da sensação e imagens recolhidas, lhe permitiram criar novos movimentos e configurações.

Natureza em Casa

15/01/2021

Continuaremos a sugerir atividades, jogos ou desenhos para os mais novos, para que se divirtam a descobrir a natureza e as artes, em casa e em família.

Casa do Cinema

15/01/2021

Levamos até si as obras em exposição na Casa do Cinema, bem como os muitos e diversos temas que integram o universo de Manoel de Oliveira. Visite a exposição “A Casa”, patente na Casa do Cinema Manoel de Oliveira, em Serralves, sem sair de casa.

Serralves Acessível

15/01/2021

Explicamos a Fundação de Serralves em vídeos em língua gestual portuguesa, também legendados. Descubra a história da Fundação, os seus espaços e projetos.

SOLE – Serralves in Talks

15/01/2021

Apresentamos os espaços, exposições, obras de arte, fauna e flora, entre outros temas, através de visitas orientadas e outras apresentações em vídeo. Desobedecendo ao confinamento obrigatório, transformámos Serralves numa instituição sem paredes. E da necessidade de distanciamento fizemos pretexto para reforçar a aproximação àquilo que nos mantém juntos e nos define como humanidade. Se Serralves é uma ideia e uma comunidade, é forçosamente também um espaço de partilha. SOLE – SERRALVES IN TALKS, programa que agora inauguramos, constitui uma série de vídeos de percursos orientados aos vários espaços de Serralves – Museu, Parque, Casa de Serralves, Casa do Cinema Manoel de Oliveira e Treetop Walk – onde pode conhecer melhor as exposições, o património arquitetónico e natural da Fundação e outras curiosidades de Serralves.

Neve

Até 16/01/2021

12 €

No início de 2021, voltamos a dizer, efusivamente, dancem! Desde 1996, com intermitências várias, este ciclo dedicado à dança tem chamado inúmeros criadores aos nossos palcos. Dancem!21 congrega três espetáculos que, de alguma forma, trabalham uma ideia de paisagem. A coreógrafa Né Barros prossegue uma pesquisa recorrente em torno da paisagem e do corpo como paisagem em Neve, ficção onde os afetos se expandem às paisagens e aos lugares. Inserida na série com o subtítulo Paisagens, Máquinas e Animais, iniciada em 2019 com IO, esta peça multidisciplinar entrelaça a música, o cinema e a arquitetura, explorando, como num poema, a memória, a transformação e a passagem cíclica de um estado a outro.

Gala de Ópera Italiana

15/01/2021

14 €

Sendo uma criação italiana, não é de espantar que sejam de Itália muitos dos compositores de ópera mais aplaudidos de sempre. Verdi e Puccini, a escolha para esta gala, são duas das estrelas mais brilhantes da constelação da ópera, a música cantada e encenada que começou por ser ouvida à porta fechada, para o deleite da nobreza italiana, mas que rapidamente conquistou todos os públicos logo que foram construídas salas para espetáculos. Na abertura oficial do Ano Itália, apresentam-se em palco dois solistas com uma consolidada carreira internacional — a italiana Daniela Schillaci e o tenor grego Angelos Samartzis. São dirigidos por Martin André, maestro de renome internacional que trabalhou com todas as grandes companhias de ópera britânicas e foi o diretor artístico do Teatro Nacional de São Carlos.

Postcards from Vietnam

15/01/2021

9 €

Em Postcards from Vietnam [Postais do Vietname], Raimund Hoghe continua a sua colaboração com duas personalidades excecionais da dança: Ji Hye Chung, com quem trabalhou pela primeira vez em La Valse [A Valsa], em 2016, e Takashi Ueno, com quem criou várias peças desde 2010, entre as quais La Valse, Cantatas e Pas de Deux, que apresentaram recentemente em Singapura. Há alguns anos, Raimund Hoghe descobriu postais do Vietname retratando pessoas e paisagens na banca de um vendedor de rua em Paris. Parecem muito frágeis e foram produzidos num país que Raimund Hoghe, como muitos outros, vem associando à Guerra do Vietname desde os anos 1960. Na sua nova peça, esses postais atuam como significantes. São lembranças e lâminas de projeção e remetem para a história, a sua fugacidade, mas também para a partida. Os postais lembram ao mesmo tempo o desejo de uma outra vida. Wenn keiner singt, ist es still [Quando ninguém canta, está silencioso] é o título da nova publicação de Raimund Hoghe. Tal como em todas as suas peças, a música tem aqui um papel central. Raimund entrelaça canções de protesto dos anos 60 com árias de Bach e Handel.

Luís de Matos #CONECTADOS

Até 16/01/2021

15 €

A magia acontece no palco, na plateia e em casa! Uma experiência verdadeiramente partilhada, inovadora e inesquecível! LUIS DE MATOS #CONECTADOS combina dois mundos, juntando os que podem e querem assistir ao vivo a um espetáculo 100% seguro e destinado a toda a família, e aqueles que por motivos pessoais, ou geográficos, gostariam de participar a partir de casa. Um Espetáculo 100% original, para toda a família, dentro e fora do teatro. Não é um espetáculo convencional. Não é um espetáculo virtual. Não é uma transmissão via streaming. Não é uma reunião zoom com centenas de pessoas... é tudo isso ao mesmo tempo! No panorama do entretenimento mundial LUIS DE MATOS #CONECTADOS é o primeiro espetáculo híbrido onde os espectadores que participam remotamente interagem com a plateia fisicamente presente no teatro, e vice-versa. Em LUIS DE MATOS #CONECTADOS a plateia é muito maior do que aquela que caberia no próprio teatro, sendo composta pelos espectadores que assistem presencialmente e por todas as famílias convidadas a assistir a partir de suas casas. Em cada compra de bilhetes é oferecido um acesso virtual para participação remota. A magia acontece no palco, na plateia e em casa!

Feira de Antiguidades e Velharias 

Até 15/05/2021

O evento realiza-se no terceiro sábado de cada mês, entre as 8 e as 18 horas.  A Feira de Antiguidades e Velharias decorre na Praça do Doutor Francisco Sá Carneiro, popularmente também conhecida como "Praça de Velasquez".  O acesso é livre.

Workshop Aguarela

16/01/2021

Que tal ocupar o tempo em dias de confinamento a aprender algo novo? Camila Senna é uma designer gráfica e ilustradora Carioca a viver no Porto que desde há 6 anos para cá desenha e cria padrões para marcas brasileiras e internacionais. Nesta oficina, vamos explorar os materiais e técnicas básicas, as múltiplas paletas de cores possíveis e surpreender-nos com os resultados imprevisíveis que a aguarela nos oferece. O workshop acontece no land coworking na Rua do Rosário, 294. Será para iniciantes, mas aberto a todos os níveis de experiência.

Serena Serenata

16/01/2021

8 €

Voltamos a desafiar o tenor e escritor Mário João Alves para uma criação original. Desta vez a inspiração será a canção italiana, nomeadamente a de Nápoles. Pelo meio invocar-se-á uma série de compositores, nomes como Rossini, Leoncavallo ou Puccini. Os trocadilhos, o humor e a imaginação estarão, como sempre, presentes nesta estreia.

As Três Irmãs

16/01/2021

2 €

Em Tchékhov, há sons recorrentes que permitem desenhar uma dramaturgia sonora: os sons de festa, de tiros, do bosque e das carruagens que chegam ou partem, as partidas ou chegadas do comboio, as vozes ao longe. E ainda o som mais eloquente de todos, o silêncio. Este fundamento sónico lançou o Ensemble numa singular exploração desta peça, com conceção e direção de Carlos Pimenta. No palco, transformado num grande estúdio de gravação, um conjunto de atores grava As Três Irmãs. A este primeiro plano de leitura, próximo do teatro radiofónico e implicando uma construção mental, imiscui-se um segundo, uma leitura cénica que trabalha outra camada dramática e dramatúrgica justaposta às palavras de Tchékhov. Nesta abordagem, que se faz dos laços entre o teatro, o tempo e o acontecimento, a sonoplastia é crucial, configurando um universo de escuta ativa que apela ao imaginário do espectador, suscitando a sua participação no desenho das situações e ambientes.

Coro à Italiana

16/01/2021

10 €

O Coro parte para uma viagem italiana que se inicia há mais de quatro séculos, dando voz a uma forma renascentista marcada pela intensa exploração dos poemas e das suas emoções: o madrigal. O tema do abandono atravessa as peças aqui apresentadas de um dos pioneiros, Jacques Arcadelt, do espírito atormentado de Gesualdo e também do inovador mais tardio Monteverdi: o amor não correspondido e a morte. Ideias que marcam a poesia italiana desde Petrarca e que fascinaram compositores recentes como Lars Johan Werle. Já Luca Francesconi, um contemporâneo, evoca um passado ainda mais longínquo com uma obra para coro a cappella sobre fragmentos literários de Alceu de Mitilene, poeta e músico da Antiguidade Grega (traduzido por Salvatore Quasimodo). O programa completa-se com obras de Francesca Caccini e Francesco Piccinini, compositores de Florença e Bolonha que se destacaram entre o final do Renascimento e o Barroco inicial.

Rodrigo Teixeira

16/01/2021

5 €

Rodrigo Teixeira nasceu na Maia, em 2003, e iniciou os seus estudos musicais aos 8 anos de idade na Academia de Música da Maia, na classe de violino e piano dos professores Oleg Ter Martirosov e Marian Pivka e em Formação Musical e Composição com o professor Rúben Andrade. É aluno da professora Jill Lawson, desde 2016, no Colégio Moderno em Lisboa e desde setembro desse ano que frequenta a classe de piano da professora Teresa Xavier, no Conservatório de Música do Porto. Frequentou aulas e masterclasses com Levente Kende, Caio Pagano, Dalia Ouziel, Miguel Borges Coelho, Fausto Neves e Naum Grubert. Na Academia de Música da Maia exerce a função de pianista acompanhador das várias classes de instrumento. No seu currículo reúne vários primeiros prémios em concursos nacionais e internacionais.

Na pele do dragão

17/01/2021

5 €

As camisolas do FC Porto são uma parte muito importante da identidade do clube. Azuis e brancas, ou em cores alternativas, distinguem as equipas e os atletas portistas em todo o lado e vestem-se sempre da mesma maneira: com vontade de vencer. Até há um livro sobre elas, A Pele Do Dragão - A História Do FC Porto Através De Camisolas De Jogo, cheio de curiosidades e fotografias muito interessantes para descobrir. No Museu, também estamos curiosos para ver o resultado desta oficina, que é um desafio à criatividade dos mais novos, a partir de equipamentos reais do clube. Como serão as camisolas nascidas da imaginação de cada um? Talvez não haja duas iguais, mas todas vão mostrar o que é estar na pele do Dragão! Perfeito para participar em família, o evento, pedagógico e divertido, tem a marca de qualidade reconhecida do Serviço Educativo do Museu FC Porto.

Mozart em Milão

17/01/2021

14 €

O consagrado violinista e maestro Fabio Biondi conduz-nos até à cidade de Milão e às origens do Classicismo. Por aí passou Mozart quando exibia os seus dons de jovem prodígio por várias cortes e casas senhoriais da Europa, e nessa cidade terá escrito as sinfonias em programa. Um dos ouvintes foi Giovanni Sammartini, figura essencial da vida musical milanesa do século XVIII: foi maestro di capella da célebre orquestra da corte ducal de Milão, que incluía virtuosos como o violinista Angelo Maria Scaccia. O programa traz também a música do sucessor de Sammartini, Carlos Monza, e um dos maiores representantes da escola sinfónica milanesa, Antonio Brioschi.

Noite de Primavera

20/01/2021

9 €

Noite de Primavera, a segunda noite da Tetralogia das Estações do dramaturgo e encenador Luís Mestre, mergulha-nos nos espectros de memórias, ambições e visões da juventude que assombram quatro vidas numa noite intensa deflagrada pela insónia. Quando se fala da Primavera, é inescapável a evocação do seu despertar, relembrando o texto intemporal de Frank Wedekind. Mas, nesta noite, não podíamos estar mais longe desse alvorecer. Nesse longo momento em que o tempo parece congelar, as personagens são assaltadas por emoções e palavras e é nessa assombração que, uma a uma, iremos conhecer as suas vidas, contrastando-as com os seus sonhos de juventude, cerca de vinte anos depois. A subtileza de elementos, o ritmo do texto, a precisão nas palavras, a composição visual do lugar, o fluxo desregulado subjacente como frequência em surdina concorrerão para a multiplicidade de camadas de sentido nesta peça, constituindo um texto profundo e íntimo.

89º Aniversário Teatro Rivoli

20/01/2021

Neste ano de 2021 temos de soprar à distância as velas do aniversário do Rivoli. Nos dias especiais de celebração do 89º Aniversário do Teatro da cidade, convidamos para um programa online, um momento de partilha com todos. Um aniversário em casa, mas com o palco aberto para o mundo. Do programa consta o registo do processo criativo do novo espetáculo do TEATRO NOVA EUROPA, a coreografia para dois bailarinos e dois músicos de NÉ BARROS, o duplo concerto com JORGE QUEIJO + FRANCISCO ANTÃO e o coletivo vocal COBRA’CORAL, um conjunto de onze performances de SOLVEIG PHYLLIS ROCHER a partir da programação apresentada em 2020 pelo Teatro Municipal do Porto, um percurso visual e literário pela voz de SEIS DISEURS, o lançamento de um novo número dos CADERNOS DO RIVOLI e a oportunidade para (re)ver o primeiro episódio da série PAR(s), num filme que resulta do encontro entre a coreógrafa JOANA CASTRO e a cineasta CLÁUDIA VAREJÃO. Estão todos convidados a passar estes dias especiais connosco. Em vossa casa. No Teatro de todos!

Caixa para guardar o vazio

Até 24/01/2021

Caixa para guardar o vazio é uma escultura performativa com uma perspetiva pedagógica, criada em 2005 após um convite do Teatro Viriato. Esta caixa é matéria, é forma e é também acontecimento. Constitui-se como lugar para explorar com o corpo, num processo de descoberta individual ou coletivo. Apresenta-se como uma “caixa de madeira fechada” que é ativada pelos corpos de dois bailarinos, que a revelam em diálogo com grupos de crianças através de movimento e voz. O espaço abre-se, dobra-se, desdobra-se e expande-se, criando um clima de comunicação e descoberta que termina com a revelação do interior da escultura, momento em que percebemos que o nosso corpo é também um lugar.

Sons Misteriosos

Até 22/01/2021

10 €

No início de 2021, voltamos a dizer, efusivamente, dancem! Desde 1996, com intermitências várias, este ciclo dedicado à dança tem chamado inúmeros criadores aos nossos palcos. Dancem!21 congrega três espetáculos que, de alguma forma, trabalham uma ideia de paisagem. Em Sons Misteriosos, peça para crianças de Sofia Dias & Vítor Roriz, uma paisagem sonora, falsa mas que parece natural, é criada por um foley, um artista para quem os sons são matéria moldável. Pode um som mentir sobre a sua origem? Ao operarem a fricção entre som e imagem e uma não linearidade entre movimento, voz, palavra e objetos, os autores convidam-nos a uma constante navegação entre a abstração e o concreto, a realidade e a ficção, tão cara ao universo infantil.

Falaise

Até 23/01/2021

Na escuridão das cavernas, o som funcionava como um compasso para a humanidade. Eram necessários gritos para indicar o caminho. Eram necessárias canções para iluminar a escuridão. Também aqui humanos e animais gritam, procuram, tateiam. Avançam o melhor que podem no túnel dos tempos. É a base da parede ou o topo do mundo? A vida aqui morre ou renasce? Caem e erguem-se com a mesma clareza, a mesma inocência, a mesma insistência. Querem sobreviver. A qualquer custo. São um rebanho. São uma multidão. Quase uma família. E nas brechas deixadas por um mundo em ruínas inventam algo novo. É possível um outro fim do mundo – até já começou.

Itália em Concerto

22/01/2021

14 €

Com uma nomeação para um Grammy no currículo, a pianista Tamara Stefanovitch tem-se tornado uma intérprete de referência da música contemporânea. Na sua estreia na Sala Suggia, interpreta com a Orquestra Sinfónica uma obra de Luca Francesconi ritmicamente complexa e em que sobressai uma enorme cumplicidade entre o piano e os outros instrumentos de percussão. O concerto abre com uma referência fundamental da música recente italiana: Luciano Berio. Requies é uma homenagem à meio-soprano e compositora Cathy Berberian, musa do compositor falecida pouco tempo antes da escrita desta obra. Esta viagem pelo País Tema de 2021 passa por Luigi Dallapiccola, criador de algumas das peças mais líricas escritas com base em séries de doze sons, de quem podemos ouvir uma cantata com texto de Heinrich Heine na voz da meio-soprano ucraniana Christina Daletska. A fechar este concerto especial italiano, uma peça brilhante de Oscar Bianchi que parte de uma ideia sobre a arte da retórica.

Atribulações De Um Aprendiz De Feiticeiro

23/01/2021

O que é ser aprendiz de feiticeiro? Será que é fácil, ou muito difícil? E será que é bom ou mau? Rui Ramos sobe ao palco do Auditório Fernando Sardoeira Pinto (Museu) e vai dar resposta a estas perguntas com mais uma História com Magia para Dragõezinhos. Sob a batuta engenhosa, performativa e do anfitrião, contos e arte mágica cruzam-se num espetáculo dirigido a crianças, mas para participar em família, porque no universo fabuloso das Histórias para Dragõezinhos, até os adultos se divertem a valer!

Autópsia

23/01/2021

2 €

Apesar das portas fechadas, vamos poder continuar a dizer Dancem! através de transmissões online. Assim, entre os dias 23 (a partir das 21:00) e 30 (até às 24:00) de janeiro transmitimos Autópsia, a mais recente criação de Olga Roriz, peça onde a coreógrafa toma as dores do mundo e procura um lugar de paz. Autópsia, de Olga Roriz, interioriza nos solos iniciais dos seus intérpretes toda a dor causada por mão humana inscrita em seis paisagens do planeta (Chernobyl ou a ameaçada Antártida, por exemplo). Da solidão a um despertar coletivo que incorpora a ação transformadora dos lugares, a dança emerge aqui como processo de dissecação do “mal-estar de cada um de nós”, oferecendo-se assim como possibilidade de salvação.

Conversas com Ciência

24/01/2021

O Conversas com Ciência, uma parceria entre Serralves e o CIIMAR - Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, convida um investigador e a comunidade para uma conversa informal, um domingo por mês. Estas sessões visam aproximar a comunidade à ciência através do conhecimento do trabalho desenvolvido pelos investigadores do deste centro. Nesta edição de Conversas com a Ciência, desta vez online, o investigador Pedro Leão fala-nos sobre: A QUÍMICA SECRETA DOS OCEANOS NO CONVERSAS COM CIÊNCIA Tradicionalmente, a pesquisa por moléculas de origem natural para o tratamento de infeções, o cancro ou outras patologias, tem sido efetuada de forma exaustiva a partir de fontes terrestres. No entanto, à medida que se foi explorando a vastidão dos oceanos, ficou claro que os inúmeros organismos que os habitam representam um extraordinário reservatório de novas moléculas. Estas são por vezes muito diferentes das que se encontram em ambientes terrestres, sendo usadas como fármacos por todo o mundo, embora nos encontremos ainda no início de um longo caminho de descoberta da química que se esconde nos oceanos. Inscrição obrigatória para a.silva@serralves.pt (O link de acesso será enviado após o término do prazo de inscrições.)

Italiano Vero

24/01/2021

10 €

Três gerações de compositores nascidos em Itália no século XX encontram-se no primeiro concerto da temporada do Remix Ensemble. Francesco Filidei propõe uma metáfora da vida com recurso inesperado a sete rolos do papel que muitos considerarão o mais indispensável do nosso tempo. Segue-se Etymo, que partindo de um poema de Baudelaire explora os sons que precedem a palavra e os que transcendem a linguagem — um exemplo da mestria de Luca Francesconi no uso da electrónica como meio para expandir o alcance expressivo dos intérpretes em palco. A segunda parte é dedicada a duas figuras centrais da música italiana do século passado, ambas nascidas nos anos 20. A obra de Donatoni surge em 1966 e é uma demarcação da sua produção anterior influenciada pela escola de Darmstadt, um ponto de partida para a afirmação da sua identidade musical. A obra de Berio coloca o piano no centro da acção: “como uma curva sobre a qual se dispõem os restantes instrumentos”, alterando as sensações ou iluminando aspectos latentes na parte do solista. Um programa fascinante dedicado ao País Tema da Casa da Música em 2021.