YOKO ONO | O JARDIM DA APRENDIZAGEM DA LIBERDADE

30/05/2020

Yoko Ono: O jardim da aprendizagem da liberdade é uma vasta exposição dedicada ao trabalho da icónica artista Yoko Ono, que reúne objetos, obras em papel, instalações, performances, gravações em áudio e filmes, além de materiais de arquivo raramente vistos. A mostra apresenta um abrangente panorama da multifacetada produção desta artista pioneira da arte conceptual e da performance que durante os primeiros anos de sua extensa carreira viveu entre Nova Iorque, Tóquio e Londres, tendo tido um papel precursor no desenvolvimento do conceptualismo, da arte performativa e do filme experimental a nível internacional. Ideias, mais do que materiais, são a principal componente do seu trabalho. Muitas dessas ideias são poéticas, absurdas e utópicas, enquanto outras são específicas e práticas. Algumas são transformadas em objetos, enquanto outras permanecem imateriais. Frequentemente, a obra reflete o sentido de humor da artista, bem como sua postura marcadamente sociocrítica. O ponto de partida para muitos dos trabalhos de Yoko Ono encontra-se nas suas Instructions [Instruções]: diretrizes orais ou escritas para os espectadores, que oferecem um conjunto de sugestões e atribuem ao público um papel muito mais ativo do que é geralmente esperado no mundo da arte.

Mercado de Artesanato do Porto

Até 31/12/2020

O evento realiza-se às sextas e sábados, todas as semanas, na Praça de Parada Leitão.  O Mercado de Artesanato do Porto é uma iniciativa municipal que, semanalmente, reúne os produtos artesanais de cerca de 80 comerciantes. Como se trata de um evento ao ar livre, o seu funcionamento está sempre dependente das condições climáticas.  Local: Praça de Parada Leitão

Mercado da Ribeira

Até 31/12/2020

O Mercado da Ribeira é constituído por 10 lojas, e foi criado após a renovação do antigo mercado. Produtos alimentares na sua vertente tradicional, produtos de interesse turístico e promocionais, e restauração. Localização: Cais da Ribeira (Junto ao pilar norte da Ponte D. Luís I)

Dias com Energia

Até 31/12/2020

Terminado o verão, o programa municipal Dias com Energia abriga-se do frio e regressa ao interior, passando a disponibilizar aulas gratuitas de pilates, ioga e tai chi, todos os sábados de manhã. Devido ao contexto sanitário do momento, as atividades implicam agora inscrição origatória, vagas limitadas e distanciamento entre participantes. Para além das habituais aulas no Pavilhão Fontes Pereira de Melo, o programa vai estar agora disperso por mais três pavilhões - Largateiro, Nicolau Nasoni e Viso. A participação nas aulas continua a ser gratuita e aberta a todos, embora a atividade não seja recomendável a grávidas, pessoas com mais de 60 anos ou com doenças crónicas.

Feira de Artesanato da Batalha

Até 31/05/2021

Esta feira começou de uma forma espontânea na Praça da Batalha onde eram comercializados os produtos manufaturados (bijuteria, carteiras, entre outros). Nos anos 90 a Câmara Municipal do Porto regulamentou esta atividade, através da criação da Feira de Artesanato da Batalha.

Mercadinho da Ribeira

Até 31/12/2020

Destina-se à venda de atoalhados bem como outros produtos de promoção turística.

A Vida Como Ela É - Loures Castro Na Coleção De Serralves

Até 18/10/2020

12 €

Esta exposição apresenta trabalhos de Lourdes Castro (Funchal, 1930) produzidos desde a década de 1960, em diversos meios – edições, desenho, bordados, plexiglass –, em nome próprio e com outros artistas, que sublinham a importância na sua prática artística das colaborações e da relação entre arte e quotidiano. Artista ligada originalmente ao movimento francês nouveau réalisme – que enfatizava a relação da arte com a realidade, nomeadamente com as paisagens visuais das cidades, crescentemente saturadas de signos, e com a acumulação de objectos cuja obsolescência é depois da II Grande Guerra cada vez mais rápida –, Lourdes Castro construirá ao longo do seu percurso uma obra irredutivelmente singular, ligada às silhuetas e às sombras. Na exposição poder-se-ão ver, além da revista KWY (1958–1963) e da obra que realizou com Francisco Tropa para a Bienal de São Paulo de 1998 – exemplos da referida importância do trabalho colaborativo –, trabalhos contextualizados pelo nouveau réalisme – colagens e assemblagens de objectos do quotidiano pintados com tinta de alumínio; cartazes que anunciam exposições e teatros de sombras (estreita colaboração com Manuel Zimbro) dominados por aquele que seria, a partir de meados da década de 1960 o seu tema de eleição – a Sombra; obras em plexiglass, bordados em lençóis de sombras deitadas e a série de desenhos Sombras à volta de um centro, realizada em dois períodos, em Paris (1980) e na Madeira 1984/87, e apresentada na exposição da artista em 2003 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Estes desenhos, na sua simplicidade e na sua evidência – neles vemos as sombras de várias flores e plantas (Camélia, Gerânios, Lilases, Malmequeres, Miosótis, Narcisos, Primaveras, Rosas, Salsa, Túlipas, folhas de palmeira, entre outras) de uma forma tão natural que exclui quaisquer esforços, habilidades –, revelam a vontade, por parte da artista de ver "sempre pela primeira vez e em primeira mão”. Estes desenhos constituem – além de uma espécie de diário íntimo de Lourdes Castro com as plantas e as flores –, um tratado sobre a atenção, sobre estar inteiramente presente no "aqui e agora”. São por isso mesmo testemunhos de uma "eternidade efémera”, e da relação da arte com A vida como ela é.

"Waves and Whirlpools" de Luís Lázaro Matos

Até 15/11/2020

Inspirado na forma triangular do espaço da Mezzanine da Galeria Municipal do Porto como uma potencial metáfora do Triângulo da Bermudas, Luís Lázaro Matos irá transportar-nos para um remoinho de imagens caleidoscopicamente suspensas no espaço. Progressivamente interessado nos processos contemporâneos de constante monetização e vigilância no espaço cibernético, o artista tem-se preocupado ultimamente con intersecções entre a leveza da arquitectura moderna de vidro e a transparência das redes sociais. Será esta àrea triangular na Galeria Municipal do Porto não apenas um espaço expositivo, mas também um lugar de desaparecimento? Waves and Whirlpools tem curadoria de Martha Kirszenbaum, curadora do pavilhão de França na 58ª Bienal de Veneza, 2019.

Mitos Adiados

Até 01/11/2020

Vemos o Douro com o olhar dos fotógrafos pioneiros: a magnificência dos socalcos descendo em ondas suaves até ao rio, as pontes e os túneis de Emílio Biel, o trabalho da vinha e a vindima do seu aprendiz, Domingos Alvão, as mimosas ou as amendoeiras em flor do turismo do Estado Novo. Quando a cor chegou, as tonalidades sobrepostas do ouro dos solstícios e os vermelhos velhos. Este foi e é o Douro mítico, com os rabelos guiados por marinheiros, a descerem em fila até ao cais, as pipas rumo aos armazéns de Gaia. Este Douro permanece nos postais e nos panfletos de publicidade. Carlos Cardoso, ano a ano, reconstruiu o Douro de hoje, mantendo a realidade das suas permanências e mudanças, a preto e branco, entre a memória das imagens e o seu significado, que só o contraste da sombra e da luz permitem clarificar. Quase imutável no tempo das Eras, as rochas milenárias, o granito do soco ibérico, o xisto do seu esmagamento tórrido. As lâminas do xisto desafiaram os homens e forjaram o destino da vinha, são a matriz do território. O fotógrafo mostra-nos o seu poder, nos caminhos, nos bloqueios, no chão das amendoeiras e das vinhas, mas também a matéria prima do seu aproveitamento direto e, aqui e ali, o fracasso da rocha frente à vegetação ou o signo da permanência na dependência do divino. Nesta base matricial os homens produziram os socalcos à sua medida, depois os patamares à medida das máquinas. A civilização da comunicação apropria-se do Douro desde o caminho de ferro e explode com a rodovia. A paisagem faz-se com vigas de ferro, betão e espirais de cimento armado dentro de uma figura de velho e novo. Para o esclarecer, não há cestos para o transporte das uvas e proteção do vidro : a cultura rodoviária é também a do plástico e do efémero. Então, porque se trata de um olhar fotográfico, uma nova coleção de imagens transforma o abandono, o desleixo e o desalento em belas imagens de vestígios, de signos impuros de uma pura saudade. Define-se uma unidade visível entre as brechas nas lâminas de xisto, na sua ilusória solidez e as construções que falam dos níveis técnicos da cultura do homem. Ambas se esboroam, se cobrem de ervas daninhas, se rasgam sob o impulso vital das árvores: ambas falam de um pretérito e de um presente em mudança. As camadas de xisto desmantelam-se como as linhas do caminho de ferro, definindo novas camadas de chão. As estações abandonadas, criadas para afirmarem o seu portuguesismo, são invadidas pelo mato e pela desolação. Por vezes cruzam-se os dois mundos do velho recente e do novo, na geometria dos equipamentos, mas sempre, sempre a geometria maior são os montes que reduzem a mera cicatriz a estrada que os rasga. Este Douro construído, marcado e sofrido está condenado a ser um deslumbramento. O ondulado matricial das serras é aprofundado com as linhas concêntricas e as verticais muito brancas dos patamares; os precipícios, os xistos estrelados de luzeiros, a estrada real do rio tornaram-se sistemáticas apropriações do homem. Mas um miradouro das alturas, um banco de descanso repintado, as quintas multiplicando a qualidade do vinho são outras respostas ao que a Natureza oferece ou nega: a Natureza é indiferente ao homem, indiferente a si, como conceito. A tensão entre o espírito crítico e a saudade ou a procura da beleza são coisas do homem. É disso que falam estas imagens.

Cultura e Geografias - Centenário da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Até 27/12/2020

A partir de 6 de dezembro de 2019 e até 27 de dezembro de 2020, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP) acolhe, no seu polo central (Edifício Histórico da Reitoria da Universidade do Porto, à Cordoaria), a exposição Culturas e Geografias. A assinalar o ano comemorativo do seu centenário, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) coorganiza com o MHNC-UP, e em colaboração com o Museu Nacional de Soares dos Reis, uma exposição que dá a conhecer as coleções que integraram o seu acervo museológico e artístico durante a primeira fase da sua existência (1919-1931). Originalmente utilizadas como suportes de ensino em três salas-museu da primeira FLUP, estas coleções que, em 1941, transitaram para a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, encontram-se agora à guarda do MHNC-UP. Através de um conjunto de 250 peças extraordinárias de arqueologia e etnografia, os visitantes serão convidados a fazer uma viagem ao longo do tempo, durante a qual poderão explorar vivências e rituais das comunidades humanas em cada um dos cinco continentes.

Jorge Queiroz na Coleção de Serralves: The Studio

Até 01/11/2020

Patente no mezanino da Biblioteca de Serralves, esta exposição reúne as obras de Jorge Queiroz (Lisboa, 1966) pertencentes à Coleção de Serralves. Este núcleo, composto por dezanove desenhos e uma pintura, demonstra a importância dos trabalhos sobre papel ao longo de todo o percurso artístico de Queiroz, iniciado nos finais da década de 1980. Cronologicamente coincidente com a renovação da performance e a afirmação do vídeo e dos novos meios de base tecnológica (em que o artista fez incursões pontuais), a crescente atenção de Jorge Queiroz à pintura a partir dos anos 1990 confere à sua sólida carreira nacional e internacional uma forte marca autoral. A obra de Jorge Queiroz distingue-se pela criação de universos singulares e de cariz onírico. As suas representações oscilam entre o real e o fantástico, entre a figuração e a abstração. Figuras, arquiteturas, formas e paisagens fundem-se, fragmentam-se e metamorfoseiam-se. Elementos reconhecíveis conjugam-se com intrigantes formas híbridas e ambíguas que em alguns casos ressurgem em vários desenhos e pinturas, indiciando um processo de trabalho contínuo e poroso. Convocado para as explorar e ler, o espectador percorre as composições frequentemente dispersas e fluidas – procurando uma narrativa possível.

Aulas de skate

Até 31/10/2020

As aulas decorrem todos os sábados e domingos, entre as 10 e as 12 horas no Skate Park de Ramalde. Cada aula junta dois professores e um máximo de 12 alunos em simultâneo, sendo que cada participante deverá, preferencialmente, trazer o seu próprio equipamento (prancha e equipamento de proteção). A empresa municipal Ágora fornece a prancha e o capacete a quem necessitar, sendo que está impedida a partilha de equipamento entre os alunos. A inscrição nas aulas é obrigatória a cada semana, devendo os interessados enviar um email para desporto@agoraporto.pt, com o nome, idade (deve ter mais de seis anos e menos de 60 anos) e o dia em que pretendem realizar a aula de skate.

Revolução de 24 de Agosto de 1820: Prelúdio do Liberalismo em Portugal

Até 01/08/2021

Inaugura no Museu Militar do Porto, a exposição "Revolução de 24 de Agosto de 1820: Prelúdio do Liberalismo em Portugal", com curadoria Fernando Gonçalves. Aberta ao público durante dez meses (até 1 de agosto de 2021), a mostra expositiva aviva a bravura de um grupo de notáveis cidadãos do Porto, que dava o primeiro passo para o fim da influência inglesa e a decorrente monarquia liberal há 200 anos. O Norte exigia o regresso do Rei, uma Constituição, a justiça e a prosperidade. Estavam lançadas as sementes do progresso e da modernidade em Portugal e há documentos e peças históricas que comprovam.

Mercado do Vilar: Oportunidades de Sonhar

10/10/2020

O Espaço t, no próximo dia 10 de Outubro, volta a abrir as portas da sua sede, com novos produtos e parceiros, em mais uma edição do “Mercado do Vilar: Oportunidades de Sonhar” transformando-a, assim, num verdadeiro mercado de produtos de excelência. Este Mercado que conta já com um público habitual, volta a disponibilizar para venda um conjunto muito variado de produtos que algumas das mais importantes empresas oferecem ao Espaço t. O Mercado do Vilar, iniciado em 2014, procura oferecer oportunidades de compra únicas, garantindo ainda ótimos preços e a possibilidade de poder contribuir para o reequilíbrio financeiro desta instituição que acredita na felicidade de todos/as sem exceção! Marcas presentes: MODA: Lemon Jelly, Wock, Gladz, Burel Factory, Cotton Brothers, Zippy; CUIDADO PESSOAL: Portuguese Mask, Corine de Farme VINHOS & GOURMET: Symington, Super Bock, Aveleda, Quinta do Monte D'Oiro, Herdade Mouchão, Martini, Compotas e Chutneys, Minerva, Bfruit, lactogal, Queijos Santiago, Minho Fumeiro, Aromáticas Vivas, Salmarim, Ovos CAC CASA E DECORAÇÃO: Grilo Factory, Herdmar Não perca! Lotação limitada. O Espaço t assegura que todas as medidas de segurança e higiene para a realização do Mercado são cumpridas. Uso obrigatório de máscara.

Hugo Canoilas

Até 21/02/2021

12 €

Especificamente concebida para a sua Galeria Contemporânea, a primeira exposição de Hugo Canoilas (Lisboa, 1977) no Museu de Serralves confirma e expande algumas das preocupações que melhor definem a prática deste artista: a especulação sobre as relações entre arte e realidade (eventos políticos e sociais), a interrogação sobre as características e limites da pintura, e a ênfase conferida ao trabalho colaborativo. Com formação em pintura, Canoilas tem vindo a examinar o lugar deste meio artístico, a forma como ele é percecionado quer por visitantes de museus quer por transeuntes (o artista é conhecido por intevenções no espaço público que nunca são anunciadas como obras de arte). No caso desta exposição em Serralves, Canoilas prescinde do lugar onde mais naturalmente esperamos ver pinturas - as paredes da galeria -, e decide intervir no chão, no rodapé e no teto da Galeria Contemporânea - espaços negligenciados por quase todas as exposições de pintura. No chão apresentam-se três peças em vidro colorido que representam medusas. Realizadas na Marinha Grande, estas águas-vivas - possíveis símbolos do aquecimento climático, mas também das ideias de informe e de metamorfose na origem de vários trabalhos de Hugo Canoilas - devem poder ser pisadas pelos visitantes da exposição. O protagonismo conferido ao solo é confirmado pelo rodapé-pintura (em forma de caixa de luz, com uma pintura em linho no exterior esticada como uma tela, delimitando o espaço da exposição) em que o artista dá visibilidade a um elemento arquitetónico tão comum quanto despercebido. Já no teto da sala, Hugo Canoilas criará uma pintura gestual que, à imagem das suas mais recentes pinturas abstratas, parte de imagens da flora e fauna do fundo do mar. Saliente-se que a pintura também funciona como uma caixa de luz que cria uma aura na sala, afetando a perceção das medusas. As medusas sáo animais fascinantes, que ao longo dos seus invulgares ciclos de vida passam por várias metamorfoses, reproduzem células de formas inusitadas. A sua observação, que testemunha variações dramáticas de configuração, desafia todas as conceções de estabilidade, todas as ideias sobre a relação entre as partes e integralidade. Exatamente como esta exposição de Hugo Canoilas, composta de três elementos distintos - Chão, rodapé e teto - que se afetam mutuamente (em cooperação, simbiose competição, predação e parasitismo) e que é exemplar de uma prática artística que não se cristaliza numa forma, mas que constantemente se interroga nos seus limites, funções e pressupostos.

A Arte do Falso

Até 23/12/2020

Mais de 200 quadros falsificados, apreendidos nos últimos 15 anos pela Diretoria do Norte da Polícia Judiciária (PJ), estão em exposição na Alfândega do Porto. "A Arte do Falso" reúne não só obras contrafeitas de nomes como Picasso, Júlio Pomar, Cesariny, Malangatana, Amadeo Souza Cardoso, como também objetos insólitos, que revelam a genialidade dos criminosos. Entre falsificações de notas, guarda-chuvas que se transformam em armas, a quadros expostos em leilões de galerias de arte que tinham passado pelo crivo de especialistas, a exibição reserva muitas surpresas, entre elas uma máquina que teria o dom de curar as pessoas ao simples acender de umas luzes. As obras falsas expostas ao público foram sendo localizadas pelos inspetores da PJ, principalmente nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, em galerias de arte, leilões, feiras, exposições e antiquários. Na mostra existe ainda um espaço dedicado aos mais novos, onde podem colher impressões digitais e compará-las em diferentes superfícies.

Livros são árvores, bibliotecas são florestas

Até 26/12/2020

"Livros são árvores, bibliotecas são florestas" é o nome da exposição desenhada pela equipa de programação do Museu da Cidade. Esta exposição, a primeira de um conjunto de exposições que têm por base o fundo bibliográfico da Biblioteca, inicia-se pelos segredos do mundo subterrâneo e as diversas formas de afloração à superfície - do imaginário rizomático do mundo vegetal e da sua existência híbrida, entre a luz e a escuridão, o mundo do visível e o submundo, a terra e o ar. Apresentando livros, páginas de livros, imagens e sons reminiscentes do mundo natural (a botânica, a biologia, as ciências da natureza, mas também a zoologia), a exposição funda-se numa certa circularidade: cortamos árvores para fazer livros, melhor compreender a natureza e guardar a memória da sua exuberância e infinita sabedoria.

Porto Legends - The Underground Experience

Até 10/01/2021

12 €

"Porto Legends: The Underground Experience" é um evento audiovisual que vai dar a conhecer dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto. O espetáculo será apresentado de terça-feira a domingo, entre as 10 e as 19 horas, nas Furnas da Alfândega do Porto. A mais recente criação do ateliê português OCUBO, especialista na realização de projetos de vídeo mapping, estreia nas Furnas da Alfândega do Porto. O espetáculo vai dar a conhecer, através de uma experiência imersiva, dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto, inspiradas no livro do historiador Joel Cleto, "As Lendas do Porto". O projeto Porto Legends - The Underground Experience contou com 70 atores, 120 figurinos e 30 artistas de vídeo, recorrendo a 50 projetores de vídeo de alta definição, estrategicamente instalados nas paredes, no chão, nos tetos, nas colunas e nos arcos das Furnas da Alfândega do Porto. As dez lendas que constituem o espetáculo são narradas por Pedro Abrunhosa, na versão portuguesa, e pelo galardoado ator britânico Jeremy Irons, na versão inglesa. Ao longo de 45 minutos, serão contadas lendas como as de Pedro Cem, Zé do Telhado, Barrão Forrester, as famosas tripas à moda do Porto, o mistério do Tesouro da Serra do Pilar; o violento Cerco do Porto, o Terramoto de 1755 ou a do fantasma da Estação de São Bento. O público é convidado a circular livremente durante o espetáculo, numa experiência de 360º inédita a nível mundial. Porto.CARD - A NÃO PERDER! Aproveite o Porto.CARD e tenha descontos nas entradas: Bilhete Inteiro: 2€ de desconto / PACK DE DOIS: 3€ de desconto Bilhete reduzido: 1€ desconto /PACK DE DOIS: 1,5€ de desconto

Impressive Monet & Brilliant Klimt

Até 10/01/2021

9 €

Impressive Monet é uma reinterpretação das obras de arte de um dos impulsionadores do impressionismo que mostra o que está para além da moldura, através de uma viagem pelo mundo de artista e pela sua busca interminável pela captura da luz. O público será imerso pelo movimento impressionista do artista e envolto pelas linhas e cores que fazem parte do mundo de Monet. Brilliant Klimt traça o percurso pelos aspetos biográficos e pelo legado artístico do artista austríaco através da sua pintura icónica - O Beijo. Este será o fio condutor da viagem pelo trajeto artístico ao mesmo tempo que são exploradas as influências do mundo de Klimt. O público ficará na intimidade de Klimt e sentir-se-á imerso pela arte romântica do artista.

50 assombrosas vistas sobre o Porto de Joaquim Vieira

Até 07/11/2020

"O Porto de Joaquim Vieira não é de modo nenhum um Porto igual ao que todos supomos conhecer ou reconhecer - é um Porto mais animado e surpreendente, a cidade imaginada e imaginária de um artista que nos convida também a usar a imaginação ao percorrermos os seus espaços, não raro deslumbrantes e inconfundíveis." - Arnaldo Saraiva

O cheiro dos velhos

Até 11/10/2020

9 €

Um funcionário público molha os pés numa praia calma, tranquila e deserta, quando é surpreendido por uma velha mendiga cadavérica, desdentada e com cheiro a álcool, que se apodera dos seus sapatos. À respeitosa cordialidade com que procura recuperar os mesmos, a velha retribui com indecifrável postura, que progride da obstinação rabugenta à sádica malvadez. À perplexidade do homem, ante o que atribui à crueldade gratuita de uma desconhecida, opõe-se a determinação da velha em força uma "confissão sincera" de uma ofensa anterior. Numa era orientada para a teatralidade, onde o jogo de fantasias mediáticas e as cores histriónicas embaçam as fronteiras entre "verdade" e "mentira", estará a razão de um dos lados, no meio ou em lugar nenhum?

Transfiguration

10/10/2020

12 €

A peça Transfiguration [Transfiguração] é a história do desejo não cumprido do escultor de incutir vida na sua criação. Num gesto de desespero, penetra no barro que usa como material para lhe dar vida. Esculpe barro na própria cabeça, enterrando-se no material, erradicando a sua identidade e tornando-se numa obra de arte viva, algures marionetista numa marioneta. Mas é então que o material o cega e é forçado a olhar para dentro, para as profundezas do seu ser. Numa performance fascinante, expressiva e total, Sagazan muda de identidade em palco. Perfura, apaga e desvenda as camadas do seu rosto numa busca frenética e desinibida. Pintar-se e esculpir-se torna-se numa forma de ritual situada entre a dança e o transe, cujo motor criativo é a improvisão, o aleatório e o acaso. - Olivier de Sagazan

Miramar

10/10/2020

MIRAMAR é o nome do projeto que une Peixe e Frankie Chavez em torno do trabalho e paixão comum pela guitarra. Ao vivo, apresentam-se com imagens manipuladas em tempo real, num concerto-filme que nasce da inspiração mútua que ambos os universos (música e imagem) proporcionam. Com uma carreira de mais de duas décadas, Peixe conta hoje com uma longa e rica viagem, feita de colaborações e com passagem pelos Pluto, Zeling, apra além dos míticos Ornatos Violeta. Já Frankie Chavez, inspirado pelo folk, blues e o mais clássico rock, tem-se afirmado como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Juntos, em MIRAMAR, dão corpo a uma música que é rica, mas não excessiva, que é coerente, mas não repetitiva, levando mais longe o som das cordas, com ou sem eletricidade, mas sempre como se os dois fossem um só.

Bad translation

10/10/2020

A ideia que serve como base a este espetáculo é a tradução do digital para o analógico. O digital "artesanal", trazido para a vida real através do cartão, do plástico e do tecido, numa tentativa desesperada de torná-lo tangível. Como expoente máximo do digital no nosso dia-a-dia, foi escolhido um computador Macintosh para ser convertido manualmente no palco, ativando todos os utilizadores e mecanismos do computador quando ligado. Os cinco artistas em palco tornam-se operadores de sistemas de computadores e o palco transforma-se num grande computador analógico. Assim, o ambiente de trabalho do computador é um cenário de cinema, os documentos são pastas de cartão e as luzes desta cenografia são o brilho que emana da tela do computador. Descodificamos o digital através da ativação do computador em palco, apresentando o resultado numa grande tela defronte dos espectadores. - Cris Blanco