YOKO ONO | O JARDIM DA APRENDIZAGEM DA LIBERDADE

30/05/2020

Yoko Ono: O jardim da aprendizagem da liberdade é uma vasta exposição dedicada ao trabalho da icónica artista Yoko Ono, que reúne objetos, obras em papel, instalações, performances, gravações em áudio e filmes, além de materiais de arquivo raramente vistos. A mostra apresenta um abrangente panorama da multifacetada produção desta artista pioneira da arte conceptual e da performance que durante os primeiros anos de sua extensa carreira viveu entre Nova Iorque, Tóquio e Londres, tendo tido um papel precursor no desenvolvimento do conceptualismo, da arte performativa e do filme experimental a nível internacional. Ideias, mais do que materiais, são a principal componente do seu trabalho. Muitas dessas ideias são poéticas, absurdas e utópicas, enquanto outras são específicas e práticas. Algumas são transformadas em objetos, enquanto outras permanecem imateriais. Frequentemente, a obra reflete o sentido de humor da artista, bem como sua postura marcadamente sociocrítica. O ponto de partida para muitos dos trabalhos de Yoko Ono encontra-se nas suas Instructions [Instruções]: diretrizes orais ou escritas para os espectadores, que oferecem um conjunto de sugestões e atribuem ao público um papel muito mais ativo do que é geralmente esperado no mundo da arte.

Ciclo de Circo Trengolas

28/08/2020

Integrado na Feira do Livro do Porto e na programação do Teatro Municipal do Porto, o ciclo, que conta com um total de 20 apresentações e 14 espetáculos, passará por três espaços da Invicta: os Jardins do Palácio de Cristal, o Parque de S. Roque e a Praça D. João I. O arranque acontece às 21,30 horas, nos jardins de São Roque, com o espetáculo "Asas D'Areia", do Teatro do Mar. No dia 29 de agosto, segue-se "T0 Wip", de Thorsten Grütjen, que se repete às 15 e às 18 horas, também no parque situado na Rua S. Roque da Lameira. No dia seguinte, o mesmo espaço da cidade acolhe, às 11 e às 12 horas, duas apresentações da performance "Pequena Circoonferencia", da companhia Radar 360°. A partir das 17 horas do dia 30 de agosto, será a vez do grupo "Trengos à Solta" andarem pelos Jardins do Palácio de Cristal. A abrir o mês de setembro, o espetáculo "Crasshduo Circus", da companhia Crassh, marca a entrada por novas incursões do circo contemporâneo, no dia 5, com uma sessão às 15 e outra às 18 horas. Já no domingo, dia 6 de setembro, pelas 17 horas, a animação vai estar a cargo de uma segunda vaga da trupe de artistas "Trengos à Solta", nos Jardins do Palácio. "Por um Fio", do acrobata portuense Daniel Seabra, é a performance que se segue, apresentada no dia 12, sábado, nos jardins de S. Roque, com uma sessão às 15 e outra às 18 horas. No dia seguinte, domingo, pelas 17 horas, "novas diatribes" apresentam um coletivo renovado de "Trengos à Solta", no Palácio de Cristal. Para encerrar o ciclo de performances de rua, os dias 18 e 19 de setembro estão reservados para a estreia do espetáculo da companhia anfitriã do evento, a Erva Daninha, com "Ready" a ser apresentado nos dois dias, às 21 horas, na Praça D. João I. A organização do ciclo Trengolas teve por objetivo garantir a programação prevista para o Festival Trengo e ainda reforçar com mais de 40 artistas e técnicos residentes em Portugal que, devido à ausência de trabalho nos últimos meses, viram a sua atividade ser fortemente prejudicada.

Renault Porto Pro

18/09/2020

É já neste fim de semana que as praias do Porto e de Matosinhos vão receber os melhores surfistas nacionais, naquela que é a 15.ª edição consecutiva da etapa nortenha, uma das mais históricas do calendário da Liga Meo Surf. Marcado para os próximos dias 18, 19 e 20 de setembro, o Renault Porto Pro constitui a quarta e antepenúltima etapa deste ano da principal prova de surf em Portugal, definindo os títulos de campeões nacionais da modalidade. Num ano excecional, assinalado por condicionantes inéditas, a Liga Meo Surf mantém-se como a única competição oficial em todo o mundo a atribuir um título de surf. As três primeiras etapas da competição tiveram lugar, respetivamente, na Figueira da Foz, na Ericeira e em Sintra, cabendo agora ao Porto abrir as hostilidades desta segunda e decisiva fase da temporada desportiva, que terá a sua conclusão em Cascais. Afonso Antunes, no quadro masculino, e Teresa Bonvalot, na vertente feminina, lideram os respetivos rankings à entrada para a etapa do Porto, habitualmente decisiva para as contas do título, já que o vencedor do Renault Porto Pro acaba sempre por se sagrar campeão nacional. Como tem sido habitual nos últimos anos, a Praia Internacional do Porto será o palco principal da competição, este ano sem presença de público, ficando a praia de Leça da Palmeira como palco alternativo. O Renault Porto Pro poderá ser acompanhado a partir de casa, em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Facebook do Meo, na posição 810 da grelha de canais Meo, em ligameosurf.pt e nas redes sociais em @ansurfistas.

Da Coleção de Serralves no Palácio da Bolsa: Ana Vieira

Até 30/09/2020

10 €

Ana Vieira pertence à primeira geração de artistas portugueses que, nos anos 1960, questionou o lugar central dos meios tradicionais pintura e escultura na produção artística. A obra Sem título (1968) integra um conjunto de trabalhos realizados pela artista no início da sua carreira que colocam em evidência a recusa da natureza da pintura e uma poética reflexiva em torno do espaço. Este trabalho histórico de Ana Vieira é apresentado no Palácio da Bolsa no âmbito do programa nacional de itinerâncias da Coleção de Serralves, que tem por objetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

Mercado de Artesanato do Porto

Até 31/12/2020

O evento realiza-se às sextas e sábados, todas as semanas, na Praça de Parada Leitão.  O Mercado de Artesanato do Porto é uma iniciativa municipal que, semanalmente, reúne os produtos artesanais de cerca de 80 comerciantes. Como se trata de um evento ao ar livre, o seu funcionamento está sempre dependente das condições climáticas.  Local: Praça de Parada Leitão

Mercado da Ribeira

Até 31/12/2020

O Mercado da Ribeira é constituído por 10 lojas, e foi criado após a renovação do antigo mercado. Produtos alimentares na sua vertente tradicional, produtos de interesse turístico e promocionais, e restauração. Localização: Cais da Ribeira (Junto ao pilar norte da Ponte D. Luís I)

Feira de Artesanato da Batalha

Até 31/12/2020

Esta feira começou de uma forma espontânea na Praça da Batalha onde eram comercializados os produtos manufaturados (bijuteria, carteiras, entre outros). Nos anos 90 a Câmara Municipal do Porto regulamentou esta atividade, através da criação da Feira de Artesanato da Batalha.

Mercadinho da Ribeira

Até 31/12/2020

Destina-se à venda de atoalhados bem como outros produtos de promoção turística.

A Vida Como Ela É - Loures Castro Na Coleção De Serralves

Até 18/10/2020

12 €

Esta exposição apresenta trabalhos de Lourdes Castro (Funchal, 1930) produzidos desde a década de 1960, em diversos meios – edições, desenho, bordados, plexiglass –, em nome próprio e com outros artistas, que sublinham a importância na sua prática artística das colaborações e da relação entre arte e quotidiano. Artista ligada originalmente ao movimento francês nouveau réalisme – que enfatizava a relação da arte com a realidade, nomeadamente com as paisagens visuais das cidades, crescentemente saturadas de signos, e com a acumulação de objectos cuja obsolescência é depois da II Grande Guerra cada vez mais rápida –, Lourdes Castro construirá ao longo do seu percurso uma obra irredutivelmente singular, ligada às silhuetas e às sombras. Na exposição poder-se-ão ver, além da revista KWY (1958–1963) e da obra que realizou com Francisco Tropa para a Bienal de São Paulo de 1998 – exemplos da referida importância do trabalho colaborativo –, trabalhos contextualizados pelo nouveau réalisme – colagens e assemblagens de objectos do quotidiano pintados com tinta de alumínio; cartazes que anunciam exposições e teatros de sombras (estreita colaboração com Manuel Zimbro) dominados por aquele que seria, a partir de meados da década de 1960 o seu tema de eleição – a Sombra; obras em plexiglass, bordados em lençóis de sombras deitadas e a série de desenhos Sombras à volta de um centro, realizada em dois períodos, em Paris (1980) e na Madeira 1984/87, e apresentada na exposição da artista em 2003 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Estes desenhos, na sua simplicidade e na sua evidência – neles vemos as sombras de várias flores e plantas (Camélia, Gerânios, Lilases, Malmequeres, Miosótis, Narcisos, Primaveras, Rosas, Salsa, Túlipas, folhas de palmeira, entre outras) de uma forma tão natural que exclui quaisquer esforços, habilidades –, revelam a vontade, por parte da artista de ver "sempre pela primeira vez e em primeira mão”. Estes desenhos constituem – além de uma espécie de diário íntimo de Lourdes Castro com as plantas e as flores –, um tratado sobre a atenção, sobre estar inteiramente presente no "aqui e agora”. São por isso mesmo testemunhos de uma "eternidade efémera”, e da relação da arte com A vida como ela é.

Mercado da Terra

Até 17/10/2020

O bem-estar dos cidadãos, passa pela adoção de estilos de vida mais saudáveis, sem esquecer o enriquecimento cultural e o lazer. O Mercado da Terra surge com um novo conceito de Mercado Urbano, numa abordagem na qual se associa os produtos agrícolas biológicos, com as tradicionais compotas, chás, fumeiro, gastronomia portuguesa e as mais variadas formas de artesanato. Neste novo conceito surge também a saúde, passando pelas terapias alternativas e também a cultura, com especial incidência no estímulo da leitura e na promoção e preservação das atividades culturais locais. No largo da Capela da Nossa Senhora da Conceição junto à Rua Padre Luís Cabral A programação apresentada poderá sofrer alterações alheias à organização, nomeadamente devido às condições meteorológicas.

Um Século e Tanto, 130 Anos National Geographic

Até 27/09/2020

9 €

A National Geographic explora o planeta há mais de 130 anos e distingue-se por desafiar, proteger e inspirar a humanidade a ir Mais Além. Tudo começou em 1888 com um convite, que reuniu os 33 fundadores da National Geographic Society, em Washington D.C. Entre eles geólogos e cartógrafos, banqueiros e advogados, cientistas e líderes militares começaram a delinear o propósito da organização. Todos acreditavam que a ciência aliada a uma perceção mais clara do nosso mundo, teriam o poder de mudá-lo, melhorando-o. Sem stafff, nem sede, a National Geographic Society começou a traçar novas rotas, a descobrir novas culturas e a ir Mais Além. Celebramos Alexander Graham Bell, Amelia Earheart, Alexander Graham Bell, Robert A. Bartlett, Richard E. Byrd, Barry Bishop, Jane Goodall, Sylvia Earle, Dian Fossey, Jacques Cousteau, Robert E. Peary, entre tantos outros grandes nomes da história da National Geographic. Para partilhar as expedições, descobertas e alcances foi criada a revista National Geographic, ainda em 1888. A sua primeira edição foi enviada para uma lista exclusiva de 200 membros. Em 2015 fundou-se a National Geographic Partners e a sua plataforma alcança mais de 450 milhões de pessoas, 43 línguas, em 172 países, todos os meses. A vontade dos nossos 33 fundadores foi cumprida. Alcançámos os quatro cantos da terra e fomos Mais Além. 131 Anos depois, continuamos a apontar as nossas lentes para os sítios mais inóspitos e para as realidades mais duras do nosso planeta, continuamos a perseguir grandes questões e a desafiar pensamentos outrora aceites, continuamos a proteger e inspirar a humanidade a ir Mais Além. Mas nada disto seria possível sem o seu contributo. Graças a si já atribuímos mais de 14 mil bolsas de investigação, apoiando projetos ambiciosos nas áreas da ciência, exploração e conservação. Quando lê, assiste, compra ou viaja connosco, está a apoiar o trabalho dos nossos cientistas, exploradores e educadores em todo o mundo. Por sua causa, a nossa existe. Obrigado por nos ajudar a contribuir para um planeta mais sustentável.

Exposição de Modelos Feitos com Peças LEGO

Até 04/10/2020

7.5 €

São mais de 5 milhões de peças lego, distribuídas por 2.000 metros quadrados, totalizando cerca de 100 modelos, em 12 áreas temáticas. Inclui recriações de filmes emblemáticos como o Titanic ou a saga Star Wars (Guerra das Estrelas). Com potencial para atrair gente de todas as idades, é um programa que alia diversão a conhecimento, pois uma das áreas temáticas recria o corpo humano em LEGO, constituindo, por isso, uma lição de Biologia sob um prisma diferente. Para os fãs da saga Guerra das Estrelas, esta mostra expositiva é também de visita obrigatória, contando que de naves espaciais, personagens, sabres de luz, a cenas emblemáticas dos filmes, há uma forte probabilidade de ficar admirado com o detalhe posto em cada construção. A Batalha de Coruscant, Trench Run ou TIE Fighter constituem algumas das recriações em exibição no Star Wars District. A viagem não se faz somente ao mundo futurista desta série de culto, mas também ao passado histórico, romantizado pelo filme Titanic. Só para a construção em lego do navio mais famoso do século XX, com cerca de três metros de altura e 11 metros de comprimento, foram utilizadas cerca de 500 mil peças. Há ainda uma zona dedicada a personagens de filmes de super-heróis à escala, como o Capitão América ou Thor; uma Avenida das Estrelas do Desporto à escala de 1:1, em que Robert Lewandowski faz parte da lista; uma zona da robótica e do fantástico; uma área de animação, onde se incluem os famosos bonecos azuis Estrunfes, entre outros atrativos, como maquetes com pistas de comboios, e recriações de modelos de alta velocidade (Pendolino, ICE e TGV).

"Waves and Whirlpools" de Luís Lázaro Matos

Até 15/11/2020

Inspirado na forma triangular do espaço da Mezzanine da Galeria Municipal do Porto como uma potencial metáfora do Triângulo da Bermudas, Luís Lázaro Matos irá transportar-nos para um remoinho de imagens caleidoscopicamente suspensas no espaço. Progressivamente interessado nos processos contemporâneos de constante monetização e vigilância no espaço cibernético, o artista tem-se preocupado ultimamente con intersecções entre a leveza da arquitectura moderna de vidro e a transparência das redes sociais. Será esta àrea triangular na Galeria Municipal do Porto não apenas um espaço expositivo, mas também um lugar de desaparecimento? Waves and Whirlpools tem curadoria de Martha Kirszenbaum, curadora do pavilhão de França na 58ª Bienal de Veneza, 2019.

Mitos Adiados

Até 01/11/2020

Vemos o Douro com o olhar dos fotógrafos pioneiros: a magnificência dos socalcos descendo em ondas suaves até ao rio, as pontes e os túneis de Emílio Biel, o trabalho da vinha e a vindima do seu aprendiz, Domingos Alvão, as mimosas ou as amendoeiras em flor do turismo do Estado Novo. Quando a cor chegou, as tonalidades sobrepostas do ouro dos solstícios e os vermelhos velhos. Este foi e é o Douro mítico, com os rabelos guiados por marinheiros, a descerem em fila até ao cais, as pipas rumo aos armazéns de Gaia. Este Douro permanece nos postais e nos panfletos de publicidade. Carlos Cardoso, ano a ano, reconstruiu o Douro de hoje, mantendo a realidade das suas permanências e mudanças, a preto e branco, entre a memória das imagens e o seu significado, que só o contraste da sombra e da luz permitem clarificar. Quase imutável no tempo das Eras, as rochas milenárias, o granito do soco ibérico, o xisto do seu esmagamento tórrido. As lâminas do xisto desafiaram os homens e forjaram o destino da vinha, são a matriz do território. O fotógrafo mostra-nos o seu poder, nos caminhos, nos bloqueios, no chão das amendoeiras e das vinhas, mas também a matéria prima do seu aproveitamento direto e, aqui e ali, o fracasso da rocha frente à vegetação ou o signo da permanência na dependência do divino. Nesta base matricial os homens produziram os socalcos à sua medida, depois os patamares à medida das máquinas. A civilização da comunicação apropria-se do Douro desde o caminho de ferro e explode com a rodovia. A paisagem faz-se com vigas de ferro, betão e espirais de cimento armado dentro de uma figura de velho e novo. Para o esclarecer, não há cestos para o transporte das uvas e proteção do vidro : a cultura rodoviária é também a do plástico e do efémero. Então, porque se trata de um olhar fotográfico, uma nova coleção de imagens transforma o abandono, o desleixo e o desalento em belas imagens de vestígios, de signos impuros de uma pura saudade. Define-se uma unidade visível entre as brechas nas lâminas de xisto, na sua ilusória solidez e as construções que falam dos níveis técnicos da cultura do homem. Ambas se esboroam, se cobrem de ervas daninhas, se rasgam sob o impulso vital das árvores: ambas falam de um pretérito e de um presente em mudança. As camadas de xisto desmantelam-se como as linhas do caminho de ferro, definindo novas camadas de chão. As estações abandonadas, criadas para afirmarem o seu portuguesismo, são invadidas pelo mato e pela desolação. Por vezes cruzam-se os dois mundos do velho recente e do novo, na geometria dos equipamentos, mas sempre, sempre a geometria maior são os montes que reduzem a mera cicatriz a estrada que os rasga. Este Douro construído, marcado e sofrido está condenado a ser um deslumbramento. O ondulado matricial das serras é aprofundado com as linhas concêntricas e as verticais muito brancas dos patamares; os precipícios, os xistos estrelados de luzeiros, a estrada real do rio tornaram-se sistemáticas apropriações do homem. Mas um miradouro das alturas, um banco de descanso repintado, as quintas multiplicando a qualidade do vinho são outras respostas ao que a Natureza oferece ou nega: a Natureza é indiferente ao homem, indiferente a si, como conceito. A tensão entre o espírito crítico e a saudade ou a procura da beleza são coisas do homem. É disso que falam estas imagens.

Cultura e Geografias - Centenário da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Até 27/12/2020

A partir de 6 de dezembro de 2019 e até 27 de dezembro de 2020, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP) acolhe, no seu polo central (Edifício Histórico da Reitoria da Universidade do Porto, à Cordoaria), a exposição Culturas e Geografias. A assinalar o ano comemorativo do seu centenário, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) coorganiza com o MHNC-UP, e em colaboração com o Museu Nacional de Soares dos Reis, uma exposição que dá a conhecer as coleções que integraram o seu acervo museológico e artístico durante a primeira fase da sua existência (1919-1931). Originalmente utilizadas como suportes de ensino em três salas-museu da primeira FLUP, estas coleções que, em 1941, transitaram para a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, encontram-se agora à guarda do MHNC-UP. Através de um conjunto de 250 peças extraordinárias de arqueologia e etnografia, os visitantes serão convidados a fazer uma viagem ao longo do tempo, durante a qual poderão explorar vivências e rituais das comunidades humanas em cada um dos cinco continentes.

Jorge Queiroz na Coleção de Serralves: The Studio

Até 01/11/2020

Patente no mezanino da Biblioteca de Serralves, esta exposição reúne as obras de Jorge Queiroz (Lisboa, 1966) pertencentes à Coleção de Serralves. Este núcleo, composto por dezanove desenhos e uma pintura, demonstra a importância dos trabalhos sobre papel ao longo de todo o percurso artístico de Queiroz, iniciado nos finais da década de 1980. Cronologicamente coincidente com a renovação da performance e a afirmação do vídeo e dos novos meios de base tecnológica (em que o artista fez incursões pontuais), a crescente atenção de Jorge Queiroz à pintura a partir dos anos 1990 confere à sua sólida carreira nacional e internacional uma forte marca autoral. A obra de Jorge Queiroz distingue-se pela criação de universos singulares e de cariz onírico. As suas representações oscilam entre o real e o fantástico, entre a figuração e a abstração. Figuras, arquiteturas, formas e paisagens fundem-se, fragmentam-se e metamorfoseiam-se. Elementos reconhecíveis conjugam-se com intrigantes formas híbridas e ambíguas que em alguns casos ressurgem em vários desenhos e pinturas, indiciando um processo de trabalho contínuo e poroso. Convocado para as explorar e ler, o espectador percorre as composições frequentemente dispersas e fluidas – procurando uma narrativa possível.

Aulas de skate

Até 31/10/2020

As aulas decorrem todos os sábados e domingos, entre as 10 e as 12 horas no Skate Park de Ramalde. Cada aula junta dois professores e um máximo de 12 alunos em simultâneo, sendo que cada participante deverá, preferencialmente, trazer o seu próprio equipamento (prancha e equipamento de proteção). A empresa municipal Ágora fornece a prancha e o capacete a quem necessitar, sendo que está impedida a partilha de equipamento entre os alunos. A inscrição nas aulas é obrigatória a cada semana, devendo os interessados enviar um email para desporto@agoraporto.pt, com o nome, idade (deve ter mais de seis anos e menos de 60 anos) e o dia em que pretendem realizar a aula de skate.

Impressive Monet & Brilliant Klimt

Até 15/11/2020

9 €

Impressive Monet é uma reinterpretação das obras de arte de um dos impulsionadores do impressionismo que mostra o que está para além da moldura, através de uma viagem pelo mundo de artista e pela sua busca interminável pela captura da luz. O público será imerso pelo movimento impressionista do artista e envolto pelas linhas e cores que fazem parte do mundo de Monet. Brilliant Klimt traça o percurso pelos aspetos biográficos e pelo legado artístico do artista austríaco através da sua pintura icónica - O Beijo. Este será o fio condutor da viagem pelo trajeto artístico ao mesmo tempo que são exploradas as influências do mundo de Klimt. O público ficará na intimidade de Klimt e sentir-se-á imerso pela arte romântica do artista.

URBAN MARKET • MEET DESIGNERS & MAKERS

Até 19/09/2020

Setembro chegou, e com ele trouxe duas edições do Urban Market. Para muitos Setembro sempre foi um mês de recomeços. Este vai ter um sabor especial, é o regresso após 7 meses à escola, ao trabalho. É uma boa altura para carregar no botão de reiniciar. O Urban Market volta a uma casa que nos acolhe há 7 anos, desta vez, com duas edições no bonito mainfloor do Hard Club. Nos fins de semana de 12 e 13, e 19 e 20 de Setembro ocupamos o emblemático mainfloor do Hard Club. Durante estes dois dias acompanham-nos, sempre com excelente música, os bonitos “Sunsets na esplanada”. Nestes dias a música estará entregue a diversos Dj’s, já conhecidos no panorama Portuense. Dia 12 – SIMONE e Dia 19 – GHETTHOVEN Nesta edição vamos juntar-nos ao Hard Club e apoiar a recolha de alimentos para a União Audiovisual. Esta ação serve única e exclusivamente para ajudar quem trabalha no ramo audiovisual e que precisa de bens alimentares. A quem nos visita deixamos aqui o apelo para trazerem alguns bens alimentares ao Hard Club, durante os dois dias do evento. Respeitando as regras impostas pela DGS, visitem-nos e tragam a vossa melhor máscara.

Da serra e da terra

Até 08/11/2020

Da serra e da terra propõe um conjunto de obras de cinco artistas de diferentes geografias portuguesas. É a partir da Serra que a pulsão da terra ganha peso nas suas explorações artísticas, em práticas que assentam numa experiência vivenciada das matérias do rural. As obras a apresentar são realizadas sob impulso também telúrico, seja por percursos e pesquisas da matéria, pelo uso da terra em cerâmicas, pela observação íntia dos gestos da fogueira ou plea vivência diária na Serra, onde arte e vida se cruzam. Filme, texto, cerâmica, escultura em madeira e desenho, juntam-se neste projecto, com desenho expositivo realizado pelos curadores - também eles artistas.

A vida vai engolir-vos

Até 19/09/2020

9 €

Um espetáculo de 10 horas, em que podemos assistir às quatro peças principais de Tchékhov: A Gaivota, O Tio Vânia, TrÊs Irmãs e O Ginjal. A peça foi pensada para ser feita durante a noite e acabar ao início do dia - fazendo da madrugada a grande protagonista. A madrugada é o futuro. O que há de ser! Em todas estas peças somos confrontados com uma questão que perseguida Tchékhov: como será a humanidade no futuro? Pergunta que nestes tempos de incerteza e medo parece perseguir cada um de nós. Através da insatisfação e impotência de ação dos seus personagens abre-se a possibilidade para pensarmos o absurdo da nossa vida e como mudá-la. Este espetáculo é sobre a mudança. E é sobre a mudança que queremos trabalhar: a mudança do velho para o novo, a falência dos velhos costumes, a libertação das velhas verdades. Na sua obra o autor descreveu a vida de certas camadas da pequena-burguesia do seu tempo, gestes desorientadas e deprimidas, acossadas pelo ruir de uma sociedade em decadência, debruçando-se sobre os vícios e as ambiguidades de uma intelectualidade dividida entre o desejo de transformação da realidade e a incapacidade de agir face a essa sociedade. - Tónan Quito

Foz'Arte 2020

Até 20/09/2020

A União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde promove o gosto pela arte. O programa cultural Foz'Arte incentiva toda a comunidade a participar numa série de eventos culturais que decorrem no Forte de São João Baptista da Foz do Douro. Cutura, arte, história e arquitetura são algumas das áreas que integram o dinâmico programa deste evento.

Denis Kozhukhin

19/09/2020

7.5 €

O pianista russo Denis Kozhukhin venceu o Concurso Rainha Isavel de Bruxelas há precisamente um adécada, contava então 23 anos e era já laureado do Concurso Internacional de Leeds. Um dos pianistas mais impressionantes da sua geração, é presença assídua nas principais salas de concertos do mundo, ao lado de prestigiados maestros e orquestras. O seu primeiro disco, gravado para a Pentatone com a Sinfónica da Rádio de Berlim, foi imediatamente Escolha do Editor da Gramophone e Disco do Mês em várias publicações. Ao seu recital de estreia na Casa da Música, Denis Kozhukhin traz um programa focado na música para a joventude, incluindo as Cenas Infantis de Schumann - um conjunto de recordações que um adulto teria da sua própria infância. O recital termina com Ravel e a sua leitura do ambiente dos salões de baile do século XIX, numa valsa requintada que, na sua versão para piano solo, é considerada uma das peças mais transcendentes do repertório.

A.N.T.Í.G.O.N.A.

Até 19/09/2020

5 €

A.N.T.Í.G.O.N.A, com texto e encenação de Gonçalo Amorim, faz-se do rasto de muitos e diversos materiais textuais em torno de Antígona (reescritas, ensaios, aproximações) - sobretudo os de George Steiner, Judith Butler, Slavoj Žižek e María Zambrano, mas também os de Sara Uribe, Eduarda Dionísio, Júlio Dantas, Jean Anouilh ou António Pedro. Este cunho polissémico, reforçado pela colaboração criativa de uma equipa multifacetada de artistas, está na base da proposta do Teatro Experimental do Porto de um olhar novo sobre a peça de Sófocles. Num tempo em que as questões da democracia, da cidadania, da justiça e dos direitos humanos ressurgem, urgentes, na ordem do dia, o retorno a esta história universal é vital. Com A.N.T.Í.G.O.N.A, regressamos a dilemas nodais, entre ordem e paz, tradição e amor fraternal, autoritarismo e voz individual. Voltamos a Creonte e Antígona, vozes em contraponto (miméticas na sua intransigência?) que nos interpelam. E se a nossa empatia com Antígona é evidente, que estranho unanimismo este, quando a História revela que por diversas vezes decidimos apoiar Creonte. A polissemia de A.N.T.Í.G.O.N.A oferece uma problematização ampla destes temas, "espevitando a coragem, refundando a empatia".

A vida vai engolir-vos | 2ª parte

Até 19/09/2020

10 €

Anton Tchéknov vai engolir-nos durante quase dex horas. O teatro de longo curdo regressa à cidade, um teatro da duração e da resistência, mas também da partilha e da itinerância. A Vida Vai Engolir-vos - espetáculo-maratona que convoca as peças maiores do repertório tchekoviano - divide-se em duas partes que se apresentam alternadamente nos palcos do São João e do Rivoli. Tónan Quito é o perpetrador desta ousada aventura cénica, fazendo-nos atravessar, quase de um só folego, as peças A Gaivota, O Tio Vânia, Três Irmãs e O Ginjal, com as quais o dramaturgo russo inaugurou novas vias para o teatro ocidental, tornando impercetíveis os limites entre o grave e o ligeiro, o cómico e o trágico. Em todas elas, Tchékhov confronta-nos com uma questão que o perseguiu desde sempre: como será a humanidade no futuro? Pergunta que adquiriu uma renovada urgência, agora que vivemos tempos de medo e incerteza. "Mudança" é a palavra-chave de A Vida Vai Engolir-vos, sublinha o encenador: "A mudança do velho para o novo, a falência dos velhos costumes, a libertação das velhas verdades"...

ERikm

19/09/2020

eRikm e FM Einheit, dois dos maiores vultos da música experimental, encontram-se para um espetáculo inovador no Cultura em Expansão. Improvisador, compositor e artista visual francês, eRikm foca o seu trabalho na exploração do gira-discos enquanto instrumento musical. Com uma abordagem singular e profundamente física, adquiriu um estatuto de virtuoso neste instrumento, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento de uma linguagem experimental rica e variada. A seu lado estará FM Einheit, percussionista e inventor de instrumentos reconhecido pelo seu trabalho com o grupo Einsturzende Neubauten. Munido de um berbequim, chapas, tijolos e molas industriais, surge assim como um complemento que tem tanto de improvável como de surpreendentemente apelativo. Um concerto que promete não deixar ninguém indiferente. Local do evento: Rua dos Burgães nº345 - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA BOUÇA

Banana - Papaia ao Vivo

19/09/2020

13 €

Trata-se da junção incrível de uma banana com uma papaia num novo fruto. Muito semelhante ao que já aconteceu noutros animais como o Zebralo (Zebra+Cavalo), o Javaporco (javali + porco) ou o Galeta (gato + borboleta). Os gregos antigos (aqueles que usavam chanatas) diziam que as banana-papaia têm a propriedade mágica de saber de forma diferente consoante a pessoa que o devora. Ao longo de séculos, as pessoas consideraram-na um mito por não ser avistada em lado algum fora da internet — mas vão poder confirmar que é real porque esta fruta exótica vai andar pelo país a apresentar-se ao vivo e a cores.

Arthur Jafa

Até 27/09/2020

Uma série de prestações absolutamente improváveis, porém extraordinárias (com Ming Smith, Frida Orupabo e Missylanyus). Reconhecido diretor de fotografia e realizador de cinema, Arthur Jafa apresenta nesta exposição trabalhos que vem realizando enquanto artista visual nas últimas duas décadas. Em filme, fotografia e escultura, a obra de Jafa revela o papel determinante da raça, do género e da classe social na cultura popular dominante e nos meios de comunicação dentro e fora dos Estados Unidos. De Spike Lee e Stanley Kubrick a Beyoncé e Solange, Arthur Jafa tem colaborado com muitos cineastas, artistas e músicos notáveis. Para esta exposição, Jafa convidou a fotógrafa Ming Smith e a artista visual Frida Orupabo, e nela incorporou materiais de Missylanyus disponibilizados no canal YouTube para criar uma experiência audiovisual que é ao mesmo tempo uma reflexão política e uma perspetiva visionária.