Mercadinho da Ribeira

Até 31/12/2020

Destina-se à venda de atoalhados bem como outros produtos de promoção turística.

Porto Legends - The Underground Experience

Até 31/03/2020

15 €

"Porto Legends: The Underground Experience" é um evento audiovisual que vai dar a conhecer dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto. O espetáculo será apresentado de terça-feira a domingo, entre as 10 e as 19 horas, nas Furnas da Alfândega do Porto. A mais recente criação do ateliê português OCUBO, especialista na realização de projetos de vídeo mapping, estreia nas Furnas da Alfândega do Porto. O espetáculo vai dar a conhecer, através de uma experiência imersiva, dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto, inspiradas no livro do historiador Joel Cleto, "As Lendas do Porto". O projeto Porto Legends - The Underground Experience contou com 70 atores, 120 figurinos e 30 artistas de vídeo, recorrendo a 50 projetores de vídeo de alta definição, estrategicamente instalados nas paredes, no chão, nos tetos, nas colunas e nos arcos das Furnas da Alfândega do Porto. As dez lendas que constituem o espetáculo são narradas por Pedro Abrunhosa, na versão portuguesa, e pelo galardoado ator britânico Jeremy Irons, na versão inglesa. Ao longo de 45 minutos, serão contadas lendas como as de Pedro Cem, Zé do Telhado, Barrão Forrester, as famosas tripas à moda do Porto, o mistério do Tesouro da Serra do Pilar; o violento Cerco do Porto, o Terramoto de 1755 ou a do fantasma da Estação de São Bento. O público é convidado a circular livremente durante o espetáculo, numa experiência de 360º inédita a nível mundial.

Passing Fancies de Louis Jay

Até 28/03/2020

Mostra está patente até 28 de março na Leica Gallery Porto e tem entrada gratuita. Com uma carreira de mais de 40 anos, o fotógrafo norte-americano Louis Jay apresenta pela primeira vez uma exposição em Portugal. Chama-se "Passing Fancies" e documenta uma jornada de viagens que o artista fez em vários países. Um total de 27 fotografias a preto e branco, captadas ao longo de vários anos em Paris, na Costa Amalfitana, na Sicília, no Rio de Janeiro ou Miami, podem ser vistas na Leica Gallery Porto. Louis Jay estudou Fotografia no Harrow College of Art, em Londres, e também com a grande fotógrafa documental Lisette Model, na Parsons School of Design, em Nova Iorque. Trabalhou também no Rio de Janeiro e em Miami, fotografando para editoras, campanhas publicitárias e capas de discos. Atualmente, Louis Jay apenas fotografa projetos e reside entre Miami e Paris.

Hollywood Icons: Fábrica de Estrelas

Até 07/06/2020

A Terra Esplêndida e a Fundação John Kobal apresentam Hollywood Icons: A Fábrica de Estrelas – Fotografias da Fundação John Kobal, no Centro Português de Fotografia. Uma exposição inédita em Portugal, sobre a importância da fotografia na era de ouro de Hollywood. Hollywood Icons: A Fábrica de Estrelas apresenta 161 retratos dos maiores nomes da história do cinema, registados por alguns dos mestres da fotografia da era clássica de Hollywood: os fotógrafos de estúdio, pouco aclamados e que trabalhavam discretamente nos bastidores, mas cujas fotografias, distribuídas aos milhares pelos estúdios de cinema, foram fundamentais para a criação das estrelas do grande écran e para a promoção dos filmes e do estilo de Hollywood em todo o mundo. Estes fotógrafos encontraram nos estúdios de Hollywood a possibilidade de desenvolver o seu trabalho artístico, criando retratos intemporais que fazem parte da história da fotografia. Hollywood Icons: A Fábrica de Estrelas dá a conhecer o trabalho de mais de 50 fotógrafos entre os quais Clarence Sinclair Bull, Eugene Robert Richee, Robert Coburn, William Walling Jr, John Engstead, Elmer Fryer, Laszlo Willinger, A.L. "Whitey" Schafer, Ted Allan ou ainda Ruth Harriet Louise, a primeira mulher à frente do departamento de fotografia de um estúdio. Apresentando as principais estrelas de cada período, dos anos 20 aos anos 60, começando pelas lendas do cinema mudo, Charlie Chaplin e Mary Pickford, continuando com magníficos atores dos primórdios do sonoro, como Marlene Dietrich, Joan Crawford, Clark Gable e Cary Grant, e terminando com os gigantes do pós-guerra como Marlon Brando, Paul Newman, Marilyn Monroe, Sophia Loren e Marcello Mastroianni, Hollywood Icons: A Fábrica de Estrelas inclui também uma sala dedicada aos fotógrafos e ao processo de criação de estrelas, uma verdadeira "linha de montagem" para a fabricação de entretenimento, glamour e fama. A exposição apresenta ainda John Kobal (1940 – 1991), um dos mais respeitados historiadores de cinema. Autor de mais de trinta livros sobre cinema e fotografia, incluindo “The Art of the Great Hollywood Portrait Photographers” e “People Will Talk”, Kobal foi o criador da Fundação com o seu nome para salvaguardar a sua impressionante coleção de fotografias, imagens de filmes e recordações. John Kobal compreendeu melhor que ninguém a importância deste conjunto de imagens de Hollywood para a história do cinema e preocupou-se profundamente com a sua preservação. A partir do final dos anos 1960, Kobal procurou trabalhar com os fotógrafos responsáveis pelas imagens na sua coleção, incentivando-os a fazer novas impressões a partir dos seus negativos originais com a intenção de, finalmente, lhes dar o reconhecimento que nunca tiveram pelo mérito artístico do seu trabalho. Uma seleção dessas impressões forma o núcleo desta exposição, juntamente com outras originais, que remontam à época dos estúdios.

Vivarium Festival

Até 28/03/2020

A frase do poeta francês do século XIX Rimbaud "Je est un autre" ("eu é um outro") dá o mote à conferência que, juntamente com exposições, performances e concertos, fará a 3.ª edição do Vivarium Festival. O festival de artes performativas, pensamento e tecnologia vai ocupar quatro espaços da cidade (Maus Hábitos, Passos Manuel, Armazém 22 e Reitoria da Universidade do Porto) para relançar a reflexão sobre a influência da tecnologia nas artes e no ser humano, ao longo de três dias de intensa programação. Um dos eventos fortes será a conferência "Je est un autre, instintos e instituições na era da tecnologia", que toma assim por tema a frase de Rimbaud que, numa carta ao também poeta Paul Demeny, discutiu o paradoxo do "eu" e do "outro" no sentido de poder alguém ser outro que não o próprio do ponto de vista da criação artística. Na sua perspetiva, a o artista não é dono da sua criação na medida em que é ela que se cria a si própria sob o olhar do artista mas independentemente dele. A conferência do Vivarium terá como oradores, o artista visual francês Laurent Goldring, a investigadora na área da Filosofia Ana Falcato, o professor catedrático Ernesto Costa, o artista Leonel Moura e o juiz Alexandre Oliveira. Entretanto, estão previstas exposições do norte-americano Mark America, do francês Laurent Goldring e do português Tiago Rorke, em colaboração com o projeto colaborativo MILL - Makers in little Lisbon. Na vertente musical, o programa inclui espetáculos da multi-instrumentista norte-americana Kelly Moran, do projeto britânico Lil Data, dos portugueses Osso Vaidoso e a dupla Telectu. Haverá ainda atuações da performer e digipoetisa Yatta (originária da Serra Leoa e radicada nos Estados Unidos), do francês Franck Vigroux e da bailarina e coreógrafa eslovaca Eva Klimackova, de Laurent Goldring e do bailarino e coreógrafo português Gustavo Monteiro.

Inventória de Ana Jotta

Até 08/05/2020

7 €

Entramos na casa. Está vazia. O dono acabou de se mudar ou então está prestes a mudar-se. Nenhuma cama, nenhuma mobília, nenhuns livros. Vêem-se uns quantos objetos, três candeeiros, algumas decorações, uma pequena mesa de jogos e um sem-número de estranhos rabiscos nas paredes. “Viver é deixar traços”, diz Walter Benjamin quando discute o nascimento do interior doméstico. “No interior, eles são acentuados. É criada uma abundância de coberturas e protetores, revestimentos e caixas, nos quais os traços dos objetos de uso quotidiano ficam gravados. Os traços do ocupante também deixam a sua marca no interior. A história de detetives que segue esses traços ganha forma. (…) Os criminosos dos primeiros romances policiais não são nem cavalheiros nem apaches, mas membros da burguesia.” A obra de Jotta está inseparavelmente ligada ao interior – à sua casa, que como uma grande obra de arte se assemelha a uma construção algures entre o Merzbau de Schwitters, o Wunderkammer, ou a casa-atelier de Dieter Roth, repleta de coisas e obras de arte, onde é impossível distinguir o estatuto de cada uma delas, e onde também é quase impossível movermo-nos, dominada que ela está por um total horror vacui. Na exposição INVENTÓRIA, Jotta constrói um cenário invertido: o amor vacui e o vazio tornam-se o tema principal desta instalação radical. Como a artista sugere na “folha de sala” que escreveu para acompanhar a exposição, entramos num “programa de filmes à la Salle Noir” em quatro atos, um enigmático cenário de filmagens com uma última contredanse dançada num baile desconhecido, talvez na Villa Santo Sospir, talvez na Casa São Roque. Local: Casa São Roque - Centro de Arte, Rua São Roque da Lameira nº2092

Exposição de Luís Gilmar dos Reis Martins

Até 25/04/2020

Nesta exposição de Luís Gilmar, a decorrer na Galeria Porto Oriental, de 29 de Fevereiro a 25 de Abril de 2020, mostra-se Pintura, Escultura e Gravura. Licenciado em Artes Plásticas-Escultura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (E.S.B.A.P.) e licenciado em Arquitectura pela Escola Superior Artística do Porto (E.S.A.P.), Luís Gilmar dos Reis Martins é um artista plástico que pintava diariamente no ateliê, sem outro objetivo que não fosse a prática diária da pintura, transformando continuamente muitas telas, numa exigência e insatisfação ilimitadas. Os trabalhos de Luís Gilmar integram apontamentos subtis de arquitectura na obra pintada, propiciando-nos a contemplação de figuras/ horizontes/ atmosferas/ mundos imaginados de grande depuração. Os seus quadros são viagens de procura interminável no tempo, tentando captar talvez a essência da pintura/vida nas tonalidades quase sempre escuras, melancólicas, mas belíssimas, de onde brotam pequenas notas mais luminosas. Estas obras de que se desprende um (en)canto mágico e silencioso existem para ser apreciadas e questionadas, emocionando-nos e envolvendo-nos de forma encantatória. Além da pintura a óleo, são apresentados trabalhos de pequeno formato descobertos recentemente, pintados em cima de fotografias a cores. Há ainda gravuras e algumas esculturas em mármore e em madeira.

Castro

Até 19/04/2020

12 €

Com Castro (1598), do poeta António Ferreira, Nuno Cardoso instala-se pela primeira vez no território de um cânone da dramaturgia portuguesa, pioneiro da tragédia clássica em Portugal. E quer habitar esta ficção literária, ela própria oferecendo uma leitura particular do drama histórico/lenda/mito dos amores de Pedro e Inês, para a dar a “ver com outros olhos”, revelando-lhe a modernidade e densidade intrínsecas, veladas pela poesia da linguagem e pela elocução. Um imenso palco-casa-país, espécie de maquete gigante dos espaços da ação, célula familiar primordial e claustrofóbica, coloca-nos face à intimidade concreta de personagens que se revelam cativas de si próprias e da sua irredutibilidade. Em Castro, como em A Morte de Danton, a questão da utopia (do amor, como da revolução) é crucial. É o seu negro avesso o que se expõe: o amor/desejo e o poder como vício e caos, como prerrogativa, impunidade e prepotência, como cegueira que “escurece daquela luz antiga o claro raio”. E como esse escurecimento tolda a decisão e se replica, tingindo de sangue e vingança o tecido familiar, num peculiar deslocamento do centro de Castro de Inês, e da razão de Estado como ficção e moral, para Pedro, na sua relação especular com o pai, Afonso IV. “Que estrela foi aquela tão escura?”

Poema Sinfónico

27/03/2020

18 €

Aos 18 anos, nas vésperas de tentar a sua sorte em Viena, Mozart escrevia a Sinfonia nº 29, uma obra enérgica e luminosa que será talvez a mais popular das suas sinfonias de juventude. A partitura autógrafa apresenta a proverbial escrita segura, limpa e sem hesitações, parecendo comprovar o célebre mito de que o compositor elaborava sempre mentalmente as obras na sua totalidade antes de as passar ao papel. A influência de Mozart em gerações de compositores logo após a sua morte e até aos nossos dias é enorme. Um desses compositores foi Richard Strauss, que o idolatrava e de quem foi um renomado intérprete enquanto maestro. Mas Strauss foi também o autor por excelência de poemas sinfónicos, atingindo o expoente máximo de requinte no género. Uma Vida de Herói pretende representar as suas próprias experiências enquanto homem e artista.

Dia Mundial do Teatro

27/03/2020

Por estes dias, o Teatro está-nos fisicamente vedado, mas é justamente neste momento que pretendemos celebrá-lo consigo. Na próxima sexta-feira, 27 de março, comemora-se o Dia Mundial do Teatro e o São João quer vivê-lo com um programa que se estende por toda a semana. No dia festivo, voltamos virtualmente ao São João para uma visita guiada por quem conhece e ama este Monumento Nacional – é o que propõe Visita, do realizador Luís Porto; à noite, exibimos Castro, tragédia nuclear do teatro português encenada por Nuno Cardoso. No dia anterior, o nosso elenco quase residente dá voz(es) ao muito particular Coro desta obra de António Ferreira. Os nossos espectadores vão poder acompanhar estas atividades através de uma transmissão online, aqui, e nas nossas páginas no Facebook e no Instagram. Não é tudo. Ao longo da semana, disponibilizamos também o irreverente desvario das quatro peças que compõem a saga Ubu, de Alfred Jarry, em ebooks de download gratuito, bem como a coleção integral dos nossos Manuais de Leitura. Dia a dia, no site e nas redes sociais, vamos ainda continuar a relembrar um espetáculo passado do São João, pondo aqueles que nos seguem e acompanham a falar de Teatro.