Passing Fancies de Louis Jay

Até 28/03/2020

Mostra está patente até 28 de março na Leica Gallery Porto e tem entrada gratuita. Com uma carreira de mais de 40 anos, o fotógrafo norte-americano Louis Jay apresenta pela primeira vez uma exposição em Portugal. Chama-se "Passing Fancies" e documenta uma jornada de viagens que o artista fez em vários países. Um total de 27 fotografias a preto e branco, captadas ao longo de vários anos em Paris, na Costa Amalfitana, na Sicília, no Rio de Janeiro ou Miami, podem ser vistas na Leica Gallery Porto. Louis Jay estudou Fotografia no Harrow College of Art, em Londres, e também com a grande fotógrafa documental Lisette Model, na Parsons School of Design, em Nova Iorque. Trabalhou também no Rio de Janeiro e em Miami, fotografando para editoras, campanhas publicitárias e capas de discos. Atualmente, Louis Jay apenas fotografa projetos e reside entre Miami e Paris.

Hollywood Icons: Fábrica de Estrelas

Até 07/06/2020

A Terra Esplêndida e a Fundação John Kobal apresentam Hollywood Icons: A Fábrica de Estrelas – Fotografias da Fundação John Kobal, no Centro Português de Fotografia. Uma exposição inédita em Portugal, sobre a importância da fotografia na era de ouro de Hollywood. Hollywood Icons: A Fábrica de Estrelas apresenta 161 retratos dos maiores nomes da história do cinema, registados por alguns dos mestres da fotografia da era clássica de Hollywood: os fotógrafos de estúdio, pouco aclamados e que trabalhavam discretamente nos bastidores, mas cujas fotografias, distribuídas aos milhares pelos estúdios de cinema, foram fundamentais para a criação das estrelas do grande écran e para a promoção dos filmes e do estilo de Hollywood em todo o mundo. Estes fotógrafos encontraram nos estúdios de Hollywood a possibilidade de desenvolver o seu trabalho artístico, criando retratos intemporais que fazem parte da história da fotografia. Hollywood Icons: A Fábrica de Estrelas dá a conhecer o trabalho de mais de 50 fotógrafos entre os quais Clarence Sinclair Bull, Eugene Robert Richee, Robert Coburn, William Walling Jr, John Engstead, Elmer Fryer, Laszlo Willinger, A.L. "Whitey" Schafer, Ted Allan ou ainda Ruth Harriet Louise, a primeira mulher à frente do departamento de fotografia de um estúdio. Apresentando as principais estrelas de cada período, dos anos 20 aos anos 60, começando pelas lendas do cinema mudo, Charlie Chaplin e Mary Pickford, continuando com magníficos atores dos primórdios do sonoro, como Marlene Dietrich, Joan Crawford, Clark Gable e Cary Grant, e terminando com os gigantes do pós-guerra como Marlon Brando, Paul Newman, Marilyn Monroe, Sophia Loren e Marcello Mastroianni, Hollywood Icons: A Fábrica de Estrelas inclui também uma sala dedicada aos fotógrafos e ao processo de criação de estrelas, uma verdadeira "linha de montagem" para a fabricação de entretenimento, glamour e fama. A exposição apresenta ainda John Kobal (1940 – 1991), um dos mais respeitados historiadores de cinema. Autor de mais de trinta livros sobre cinema e fotografia, incluindo “The Art of the Great Hollywood Portrait Photographers” e “People Will Talk”, Kobal foi o criador da Fundação com o seu nome para salvaguardar a sua impressionante coleção de fotografias, imagens de filmes e recordações. John Kobal compreendeu melhor que ninguém a importância deste conjunto de imagens de Hollywood para a história do cinema e preocupou-se profundamente com a sua preservação. A partir do final dos anos 1960, Kobal procurou trabalhar com os fotógrafos responsáveis pelas imagens na sua coleção, incentivando-os a fazer novas impressões a partir dos seus negativos originais com a intenção de, finalmente, lhes dar o reconhecimento que nunca tiveram pelo mérito artístico do seu trabalho. Uma seleção dessas impressões forma o núcleo desta exposição, juntamente com outras originais, que remontam à época dos estúdios.

Inventória de Ana Jotta

Até 08/05/2020

7 €

Entramos na casa. Está vazia. O dono acabou de se mudar ou então está prestes a mudar-se. Nenhuma cama, nenhuma mobília, nenhuns livros. Vêem-se uns quantos objetos, três candeeiros, algumas decorações, uma pequena mesa de jogos e um sem-número de estranhos rabiscos nas paredes. “Viver é deixar traços”, diz Walter Benjamin quando discute o nascimento do interior doméstico. “No interior, eles são acentuados. É criada uma abundância de coberturas e protetores, revestimentos e caixas, nos quais os traços dos objetos de uso quotidiano ficam gravados. Os traços do ocupante também deixam a sua marca no interior. A história de detetives que segue esses traços ganha forma. (…) Os criminosos dos primeiros romances policiais não são nem cavalheiros nem apaches, mas membros da burguesia.” A obra de Jotta está inseparavelmente ligada ao interior – à sua casa, que como uma grande obra de arte se assemelha a uma construção algures entre o Merzbau de Schwitters, o Wunderkammer, ou a casa-atelier de Dieter Roth, repleta de coisas e obras de arte, onde é impossível distinguir o estatuto de cada uma delas, e onde também é quase impossível movermo-nos, dominada que ela está por um total horror vacui. Na exposição INVENTÓRIA, Jotta constrói um cenário invertido: o amor vacui e o vazio tornam-se o tema principal desta instalação radical. Como a artista sugere na “folha de sala” que escreveu para acompanhar a exposição, entramos num “programa de filmes à la Salle Noir” em quatro atos, um enigmático cenário de filmagens com uma última contredanse dançada num baile desconhecido, talvez na Villa Santo Sospir, talvez na Casa São Roque. Local: Casa São Roque - Centro de Arte, Rua São Roque da Lameira nº2092