Está Aqui

Até 22/03/2020

A exposição assinala os 30 anos da Fundação e os 20 anos do Museu de Serralves, apresentando a programação do Serviço de Artes Performativas entre 1999 e a atualidade. Nasceu e desenvolveu-se através de compromissos entre objetivos aparentemente inconciliáveis: por um lado, a necessidade de apresentar dados concretos (nomes, datas, imagens) que mostrassem onde, como e quando se apresentaram determinados artistas, e refletissem o caráter pioneiro da importância conferida às artes performativas por parte de Serralves; por outro lado, traduz aquilo que parece distinguir imediatamente estas artes: a implicação do espectador, o espírito eminentemente colaborativo, o "aqui e agora”, por oposição ao "isto foi”. Os compromissos passaram por expor documentação e permitir aos seus visitantes saber quem se apresentou em Serralves (e quando, como e onde), ao mesmo tempo que se apresentam elementos que convocavam o tal "aqui e agora”. A documentação foi incorporada através de um processo de colaboração: uma vez selecionadas pelos programadores Cristina Grande e Pedro Rocha as imagens e palavras que melhor ilustrassem os últimos vinte anos da sua programação (entre fotografias de cena e materiais gráficos que anunciavam e acompanhavam as atividades), foi pedido a um designer gráfico, Luís Teixeira, que concebesse um livro que nunca seria publicado, cujas páginas seriam exclusivamente apresentadas nas paredes da Biblioteca de Serralves, juntamente com filmagens de espetáculos e adereços a que os referidos programadores reconheceram especial importância. Ao mesmo tempo, decidiu-se ocupar uma área considerável do mezanino da biblioteca com um objeto que convocasse imediatamente a ideia de teatro e que conseguisse "ativar” o espectador: um pequeno palco à espera de ser ocupado. O visitante pode e deve sentar-se para ler (textos sobre a programação, livros incontornáveis para se entenderem atualmente as artes performativas) e, muito importante, para ouvir testemunhos e memórias de espetáculos escritos por cúmplices especialmente atentos à programação de artes performativas de Serralves — entre artistas, músicos, escritores e atuais ou antigos diretores e programadores de teatros e festivais de música e de performance — e depois lidos por dois atores. Estes testemunhos vieram conciliar o inconciliável: as memórias de determinados espetáculos, ou de concertos e performances — obrigatoriamente subjetivas, incompletas, fragmentárias — constituem o necessário contraponto aos dados, datas, cronologias, documentação. É em grande medida graças a eles que esta exposição não é apenas sobre "o que foi”; também é agora, e também é aqui.

Electric: A Virtual Reality Exhibition

Até 24/05/2020

€12.0

Electric é uma exposição de realidade virtual, comissariada por Daniel Birnbaum e organizada pela Acute Art. Nela se apresenta uma seleção de trabalhos de artistas emergentes e consagrados, que exploram este novo meio de ângulos radicalmente diferentes. Electric inaugurou em maio de 2019 na Frieze de Nova Iorque como mostra coletiva, reunindo obras do Städelschule Architecture Class (SAC), de R. H. Quaytman, Nathalie Djurberg & Hans Berg e Anish Kapoor. Acute Art é uma organização que junta artistas internacionais, novos meios e tecnologias para produzir obras visuais de grande qualidade e promover exposições em instituições artísticas de renome a nível internacional. Recentemente, foram expostos trabalhos desta plataforma em Londres, Basileia, Moscovo e Veneza. O objetivo da Acute Art é produzir e apresentar obras de realidade virtual, realidade aumentada e realidade mista que sejam acessíveis, inteligíveis e que possam ser expostas sem ser necessário recorrer a complexas infraestruturas. Anish Kapoor e Nathalie Djurberg & Hans Berg usam a realidade virtual como forma de levar a sua prática para uma nova dimensão. Construídas a partir de motivos e técnicas recorrentes nas respetivas obras dos artistas, estas experiências imersivas levam o observador por percursos desconcertantes através de mundos fictícios. Adaptado para Serralves, o projeto integra ainda uma obra de Olafur Eliasson, artista atualmente em exposição no Museu e no Parque de Serralves, e uma obra em Realidade Aumentada de Koo Jeong A, apresentada no Parque de Serralves.

Henri Cartier-Bresson: Retratos

Até 12/04/2020

€10.0

“Henri Cartier-Bresson: Retratos” é o nome da exposição, composta por 121 trabalhos do fundador da Agência Magnum Photos. A mostra, produzida e realizada pela empresa portuguesa Art For You, em parceria com a Fundação Henri Cartier-Bresson, tem curadoria de Aude Raimbault. Sete décadas de trabalho surgem condensadas nesta exposição, que se baseia no livro Tête à Tête, de 1998. As primeiras imagens datam de 1930, quando o autor viajou pela Europa com o amigo André Pieyre de Mandiargues; e as últimas são da altura em que decidiu trocar a fotografia pelo desenho, a sua paixão original. Aos rostos de celebridades juntam-se outros de pessoas anónimas, captados pela Leica do fotógrafo que também foi pintor, realizador e documentarista, e faleceu em 2004. Paralelamente, são exibidos 12 trabalhos que recriam os recantos da cidade do Porto fotografados por Cartier-Bresson em 1955, mas à luz dos dias de hoje. São da autoria dos fotógrafos Luís Nobre, Pedro Mesquita, André Boto e Diogo Borges. “Retratos – Porto: Um Olhar Contemporâneo” é como se chama esta mostra complementar. O produto das vendas destina-se à Associação O Joãozinho, cujo objetivo é obter financiamento para a nova Ala Pediátrica do Centro Hospitalar de São João.

Orient Express – Viagem de Retorno

Até 29/03/2020

€12.0

Ao longo de cerca trinta anos foi criado um espólio de maquetes e outras peças que foram usadas em exposições da Obra do arquiteto Álvaro Siza. A maioria das exposições onde este material expositivo foi usado, ou exposto, teve a curadoria do arquiteto Carlos Castanheira que o mantinha à sua guarda. Muitas destas peças, em especial maquetes de madeira e maquetes de cartão foram emprestadas para muitas outras exposições organizadas e curadas em todo o mundo, como por exemplo as que fazem parte da exposição (in)Disciplina patente no Museu de Serralves. Estando o Museu de Serralves a criar e a organizar atividades, assim como um Arquivo de Arquitetura, pareceu a Álvaro Siza e a Carlos Castanheira que é o momento indicado para entregar ao cuidado do Museu de Serralves a guarda, restauro e gestão de todas essas peças. Em 2019 procedeu-se ao transporte, entrega, avaliação, inventariação e depósito do referido material. No início de 2020, em especial as maquetes, serão alvo de limpeza e restauro de modo a que estejam disponíveis para o empréstimo, para a consulta e análise de estudiosos mas também do público em geral. Com este espólio pretende-se que seja possível criar melhores condições para a divulgação, interpretação e discussão da Arquitetura como uma Arte essencial e fundamental ao bem-estar e evolução da Humanidade.

Inventória de Ana Jotta

Até 08/05/2020

€7.0

Entramos na casa. Está vazia. O dono acabou de se mudar ou então está prestes a mudar-se. Nenhuma cama, nenhuma mobília, nenhuns livros. Vêem-se uns quantos objetos, três candeeiros, algumas decorações, uma pequena mesa de jogos e um sem-número de estranhos rabiscos nas paredes. “Viver é deixar traços”, diz Walter Benjamin quando discute o nascimento do interior doméstico. “No interior, eles são acentuados. É criada uma abundância de coberturas e protetores, revestimentos e caixas, nos quais os traços dos objetos de uso quotidiano ficam gravados. Os traços do ocupante também deixam a sua marca no interior. A história de detetives que segue esses traços ganha forma. (…) Os criminosos dos primeiros romances policiais não são nem cavalheiros nem apaches, mas membros da burguesia.” A obra de Jotta está inseparavelmente ligada ao interior – à sua casa, que como uma grande obra de arte se assemelha a uma construção algures entre o Merzbau de Schwitters, o Wunderkammer, ou a casa-atelier de Dieter Roth, repleta de coisas e obras de arte, onde é impossível distinguir o estatuto de cada uma delas, e onde também é quase impossível movermo-nos, dominada que ela está por um total horror vacui. Na exposição INVENTÓRIA, Jotta constrói um cenário invertido: o amor vacui e o vazio tornam-se o tema principal desta instalação radical. Como a artista sugere na “folha de sala” que escreveu para acompanhar a exposição, entramos num “programa de filmes à la Salle Noir” em quatro atos, um enigmático cenário de filmagens com uma última contredanse dançada num baile desconhecido, talvez na Villa Santo Sospir, talvez na Casa São Roque. Local: Casa São Roque - Centro de Arte, Rua São Roque da Lameira nº2092

Experiência iSEA

Até 13/02/2020

O Planetário do Porto - Centro de Ciência Viva está a facultar expedições virtuais ao mar dos Açores, no âmbito do projeto de comunicação de ciência iSEA, liderado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). Aberta aos maiores de 18 anos, esta experiência de realidade virtual é de acesso gratuito, mediante inscrição prévia, e visa possibilitar a exploração dos ecossistemas durante uma "missão" de cerca de uma hora. O acesso do público à "viagem", resulta do projeto iSEA, e tem como objetivo a criação de um conjunto de conteúdos e mensagens sobre ecossistemas do fundo do mar para comunicação científica e o desenvolvimento de um método não-intrusivo, válido e replicável em locais como centros de ciência e museus. O estudo exploratório tem ênfase nas temáticas abordadas pelo Centro de Investigação Internacional do Atlântico (AIR Centre – The Atlantic International Research Centre), nos Açores, em particular na sustentabilidade dos ecossistemas do mar profundo.

O teu Inverno é a minha Primavera de Rosa Batista

Até 28/02/2020

No mês de Fevereiro, a Fundação Altice apresenta no Espaço Tenente Valadim a exposição “O teu Inverno é a minha Primavera”, de Rosa Baptista. “Este conjunto de desenhos a grafite são registos de plantas e raízes que por falta de cuidado e atenção ou ainda por abandono, secaram, perderam o seu vaso ou o seu lugar na terra. Eu sou a planta descuidada, sou o seu lamento lento enquanto definha, sou a autora ou cúmplice deste sofrimento e sou ainda uma espécie de sacerdotisa que num ritual “sagrado” cria um elemento que atenua, aceita e incorpora com dignidade e significado o processo de transformação entre a vida e a morte – o desenho.” Neste trabalho crio a “importância” nas coisas e reservo-lhes atenção e reflexão. Não estou diretamente a alterar o desperdício que fabrico por existir, mas estou a querer que tudo seja considerado mais importante e merecedor da nossa atenção como estímulo para mudança de pensamento. Só com a consciência do fim e da perda podemos preservar. Tudo deveria ser mais sagrado, até os nossos atos. Esta criação artística “vegetalista” do que parece estar em fim de ciclo de vida, insere-se no tema que a Fundação Altice vai promover ao longo de 2020, de defesa do meio ambiente e de promoção de práticas de sustentabilidade. Esta é a causa das nossas vidas. Rosa Baptista nasceu em 1975 e é natural de Lagos. Atualmente vive e trabalha em Lisboa. Licenciou-se em Artes Plásticas em 2012 pela ESAD nas Caldas da Rainha. Anteriormente teve formação artística em várias escolas entre as quais: a ar.co, a SNBA e o IPO.FRES. É artista residente na MArt desde 2015. Tem participado desde 2012 regularmente em exposições coletivas dentro e fora de Portugal.