Álvaro Siza: in/disciplina

19/09/2019

Nome: Álvaro Siza Disciplina: tão pouca quanto possível Esta nota confessional - certo dia escrita por Álvaro Siza na guarda interior de um dos seus cadernos de desenho, de formato escolar - serviu de ponto de partida para esta exposição comemorativa do 20.º aniversário do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Álvaro Siza: in/disciplina revela-nos a salutar inquietude e a insubmissão do seu método criativo que, forjado no cruzamento entre saberes, culturas, geografias, obras e autores, sustentou, ao longo de mais de seis décadas, um constante questionamento da arquitetura a partir, simultaneamente, do que está dentro e fora da disciplina. Com base em trinta projetos realizados entre 1954 e 2019 (construídos ou não), a exposição percorre a trajetória de Álvaro Siza, desde o período da sua formação até à sua plena afirmação autoral, através das suas leituras, dos seus cadernos de esquissos e registos de viagem, dos retratos que dela fizeram fotógrafos e amigos, das publicações seminais que as publicaram e do testemunho pessoal de muitas personalidades que com ela se cruzaram ao longo do tempo.

Feira de Vandoma

Até 27/12/2020

Uma das feiras mais emblemáticas da cidade, destina-se exclusivamente à venda de objetos usados, designadamente roupas, louças, mobiliário e artigos decorativos, discos, livros, aparelhos elétricos e/ou eletrónicos, utensílios domésticos e de trabalho (ferramentas). Localização: Avenida 25 de abril

Dias com Energia

Até 30/05/2020

Aulas gratuitas de pilates, ioga e tai chi continuam aos sábados, agora no Pavilhão Fontes Pereira de Melo. As concorridas aulas do programa municipal Dias com Energia mudam-se para o Pavilhão Municipal Fontes Pereira de Melo, localizado na Rua do Professor Damião Peres. Será assim até ao mês de maio de 2020. O horário é também o habitual: - 09h00: Pilates - 10h00: Ioga - 11h00: Tai chi

Porto Legends - The Underground Experience

Até 31/03/2020

€15.0

"Porto Legends: The Underground Experience" é um evento audiovisual que vai dar a conhecer dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto. O espetáculo será apresentado de terça-feira a domingo, entre as 10 e as 19 horas, nas Furnas da Alfândega do Porto. A mais recente criação do ateliê português OCUBO, especialista na realização de projetos de vídeo mapping, estreia nas Furnas da Alfândega do Porto. O espetáculo vai dar a conhecer, através de uma experiência imersiva, dez lendas relacionadas com a história da cidade do Porto, inspiradas no livro do historiador Joel Cleto, "As Lendas do Porto". O projeto Porto Legends - The Underground Experience contou com 70 atores, 120 figurinos e 30 artistas de vídeo, recorrendo a 50 projetores de vídeo de alta definição, estrategicamente instalados nas paredes, no chão, nos tetos, nas colunas e nos arcos das Furnas da Alfândega do Porto. As dez lendas que constituem o espetáculo são narradas por Pedro Abrunhosa, na versão portuguesa, e pelo galardoado ator britânico Jeremy Irons, na versão inglesa. Ao longo de 45 minutos, serão contadas lendas como as de Pedro Cem, Zé do Telhado, Barrão Forrester, as famosas tripas à moda do Porto, o mistério do Tesouro da Serra do Pilar; o violento Cerco do Porto, o Terramoto de 1755 ou a do fantasma da Estação de São Bento. O público é convidado a circular livremente durante o espetáculo, numa experiência de 360º inédita a nível mundial.

Um Século e Tanto, 130 Anos National Geographic

Até 19/07/2020

€9.0

A National Geographic explora o planeta há mais de 130 anos e distingue-se por desafiar, proteger e inspirar a humanidade a ir Mais Além. Tudo começou em 1888 com um convite, que reuniu os 33 fundadores da National Geographic Society, em Washington D.C. Entre eles geólogos e cartógrafos, banqueiros e advogados, cientistas e líderes militares começaram a delinear o propósito da organização. Todos acreditavam que a ciência aliada a uma perceção mais clara do nosso mundo, teriam o poder de mudá-lo, melhorando-o. Sem stafff, nem sede, a National Geographic Society começou a traçar novas rotas, a descobrir novas culturas e a ir Mais Além. Celebramos Alexander Graham Bell, Amelia Earheart, Alexander Graham Bell, Robert A. Bartlett, Richard E. Byrd, Barry Bishop, Jane Goodall, Sylvia Earle, Dian Fossey, Jacques Cousteau, Robert E. Peary, entre tantos outros grandes nomes da história da National Geographic. Para partilhar as expedições, descobertas e alcances foi criada a revista National Geographic, ainda em 1888. A sua primeira edição foi enviada para uma lista exclusiva de 200 membros. Em 2015 fundou-se a National Geographic Partners e a sua plataforma alcança mais de 450 milhões de pessoas, 43 línguas, em 172 países, todos os meses. A vontade dos nossos 33 fundadores foi cumprida. Alcançámos os quatro cantos da terra e fomos Mais Além. 131 Anos depois, continuamos a apontar as nossas lentes para os sítios mais inóspitos e para as realidades mais duras do nosso planeta, continuamos a perseguir grandes questões e a desafiar pensamentos outrora aceites, continuamos a proteger e inspirar a humanidade a ir Mais Além. Mas nada disto seria possível sem o seu contributo. Graças a si já atribuímos mais de 14 mil bolsas de investigação, apoiando projetos ambiciosos nas áreas da ciência, exploração e conservação. Quando lê, assiste, compra ou viaja connosco, está a apoiar o trabalho dos nossos cientistas, exploradores e educadores em todo o mundo. Por sua causa, a nossa existe. Obrigado por nos ajudar a contribuir para um planeta mais sustentável.

9kg de Oxigénio

Até 16/02/2020

A Galeria Municipal do Porto inaugura a exposição "9kg de Oxigénio". A exposição resulta do desafio lançado pela Galeria Municipal do Porto ao projeto "Uma Certa Falta de Coerência" para desenvolver um exercício que refletisse sobre a relação entre a prática curatorial independente, autogerida por artistas, e um contexto expositivo institucional. Nesse sentido, "Uma Certa Falta de Coerência", que desenvolve o seu trabalho de forma independente desde 2008, vai apresentar esta exposição em que "testará políticas de produção e formas de entendimento próprias, tomando como ponto de partida o exercício de sobrevivência em condições adversas e sujeitas a opressão institucional". "Uma Certa Falta de Coerência" irá transferir a atmosfera do espaço diminuto que ocupa na Rua dos Caldeireiros, onde se questiona frequentemente a respirabilidade do ar, e apresentará obras de artistas que, ao longo dos últimos anos, tem colaborado com o projeto: Babi Badalov, Daniel Barroca, António Bolota, Camilo Castelo Branco, Merlin Carpenter, Rolando Castellón, June Crespo, Luisa Cunha, Stephan Dillemuth, Loretta Fahrenholz, Pedro G. Romero, Dan Graham, Alisa Heil, Mike Kelley, Ruchama Noorda, Silvestre Pestana, Josephine Pryde e Xoan Torres.

Depois do Estouro

Até 16/02/2020

A Galeria Municipal do Porto inaugura a exposição "Depois do Estouro", que tem curadoria de Tomás Abreu e resulta do projeto concursal "Expo'98 no Porto". "Depois do Estouro" foi selecionada por um júri independente da equipa artística da Galeria Municipal do Porto, composto por Daniela Marinho, investigadora de pós-doutoramento no Departamento de Artes e Estudos Culturais da Universidade de Copenhaga, Miguel Ferrão, que dirige com Eduardo Guerra o projeto artístico Musa paradisiaca, e Nuno Faria, diretor artístico do Museu da Cidade. Esta exposição parte dos efeitos que os desenvolvimentos socioeconómicos e tecnológicos do final do século passado tiveram na cultura contemporânea e "propõe uma reflexão sobre paradoxos das suas consequências, paralelamente desafiando noções de manipulação do tempo". Reúne um conjunto de obras, produzidas no final da última década por 13 jovens artistas que cresceram em Portugal na década de 90, as quais "incidem sobre questões da humanidade, do espaço físico e do tempo": Alice dos Reis, Francisco M. Gomes, Henrique Pavão, Hugo de Almeida Pinho, Igor Jesus, Jorge Jácome, Lúcia Prancha, Mariana Rocha, Mariana Vilanova, Pedro Huet, Rodrigo Gomes, Sara Graça e Tomás Abreu.

Está Aqui

Até 22/03/2020

A exposição assinala os 30 anos da Fundação e os 20 anos do Museu de Serralves, apresentando a programação do Serviço de Artes Performativas entre 1999 e a atualidade. Nasceu e desenvolveu-se através de compromissos entre objetivos aparentemente inconciliáveis: por um lado, a necessidade de apresentar dados concretos (nomes, datas, imagens) que mostrassem onde, como e quando se apresentaram determinados artistas, e refletissem o caráter pioneiro da importância conferida às artes performativas por parte de Serralves; por outro lado, traduz aquilo que parece distinguir imediatamente estas artes: a implicação do espectador, o espírito eminentemente colaborativo, o "aqui e agora”, por oposição ao "isto foi”. Os compromissos passaram por expor documentação e permitir aos seus visitantes saber quem se apresentou em Serralves (e quando, como e onde), ao mesmo tempo que se apresentam elementos que convocavam o tal "aqui e agora”. A documentação foi incorporada através de um processo de colaboração: uma vez selecionadas pelos programadores Cristina Grande e Pedro Rocha as imagens e palavras que melhor ilustrassem os últimos vinte anos da sua programação (entre fotografias de cena e materiais gráficos que anunciavam e acompanhavam as atividades), foi pedido a um designer gráfico, Luís Teixeira, que concebesse um livro que nunca seria publicado, cujas páginas seriam exclusivamente apresentadas nas paredes da Biblioteca de Serralves, juntamente com filmagens de espetáculos e adereços a que os referidos programadores reconheceram especial importância. Ao mesmo tempo, decidiu-se ocupar uma área considerável do mezanino da biblioteca com um objeto que convocasse imediatamente a ideia de teatro e que conseguisse "ativar” o espectador: um pequeno palco à espera de ser ocupado. O visitante pode e deve sentar-se para ler (textos sobre a programação, livros incontornáveis para se entenderem atualmente as artes performativas) e, muito importante, para ouvir testemunhos e memórias de espetáculos escritos por cúmplices especialmente atentos à programação de artes performativas de Serralves — entre artistas, músicos, escritores e atuais ou antigos diretores e programadores de teatros e festivais de música e de performance — e depois lidos por dois atores. Estes testemunhos vieram conciliar o inconciliável: as memórias de determinados espetáculos, ou de concertos e performances — obrigatoriamente subjetivas, incompletas, fragmentárias — constituem o necessário contraponto aos dados, datas, cronologias, documentação. É em grande medida graças a eles que esta exposição não é apenas sobre "o que foi”; também é agora, e também é aqui.

Mercadinho da Ribeira

Até 31/12/2020

Destina-se à venda de atoalhados bem como outros produtos de promoção turística.

Aulas de skate

Até 23/02/2020

Nos próximos três fins de semana, há sessões para iniciantes no novo Skate Park do Porto. O Skate Park do Porto, integrado desde o passado mês de novembro no Parque Desportivo de Ramalde, vai receber aulas gratuitas aos sábados e domingos. A atividade decorre de manhã, entre as 10 e as 12 horas. A participação está sujeita a inscrição. Os interessados em dar os primeiros passos a modalidade devem inscrever-se através do email desporto@agoraporto.pt, até à quinta-feira anterior à sessão. Há 20 vagas por aula.

88º Aniversário Teatro Rivoli

Até 19/01/2020

Ano após ano comemoramos o aniversário do Teatro da Cidade. Dois dias abertos a todos, gratuitos, nos quais o Teatro Municipal do Porto desvenda um pouco do que se faz ao longo do ano. Vários espetáculos, instalações e concertos atestam a programação pluridisciplinar que caracteriza o Rivoli e o Campo Alegre atravessando a tradição e a contemporaneidade. Este ano, o Aniversário inicia-se com uma sessão das Quintas de Leitura especial, com carácter solidário; convidamos ainda o espetáculo "ASH", ode visual e coreográfica de Aurélien Bory & Shantala Shivalingappa; Visões Úteis – companhia de teatro da cidade que apresenta a mais recente criação; o espetáculo para famílias Narrow da companhia belga Laika; curtos formatos ocupam vários espaços do Rivoli em simultâneo com criações de Daniel Seabra, Sonoscopia e dos Jovens Artistas Associados – a dupla Guilherme de Sousa & Pedro Azevedo e Ana Isabel Castro; entre outros espetáculos a descobrir. Será também durante o dia 18 de janeiro, que apresentaremos a agenda de programação para os meses de março a julho. O nosso aniversário é também uma forma de começar um novo ano, com a energia renovada e com a pulsão artística que nos caracteriza. Estão todos convidados a passar estes dois dias especiais connosco!

Sábados a Contar

Até 26/01/2020

As famílias com crianças a partir dos 3 anos de idade têm, durante o mês de janeiro, 10 oportunidades de as introduzir ao universo dos livros e da leitura, no âmbito do regresso do programa "Sábados a Contar" às bibliotecas municipais da cidade. De acesso livre mediante inscrição prévia obrigatória, este ciclo de Hora do Conto prevê em cada sessão também uma oficina criativa. Sábado, dia 4, existem três propostas: "O que o pequeno coelho ouviu", de Sheryl Webster, às 11 horas na Biblioteca Municipal Almeida Garrett (nos Jardins do Palácio de Cristal), e "O Gato Sol, uma lenda do Vietname", às 11 e às 15,30 horas na Biblioteca Pública Municipal do Porto (no Jardim de São Lázaro). "A princesa baixinha", de Beatrice Masini, "A ovelhinha preta", de Elizabeth Shaw, "Um lobo culto", de Becky Bloom, e "A grande caça ao monstro", de Norbert Landa, são as restantes sugestões de janeiro para as crianças.

Bolhão em Festa: Orquestra de Cavaquinhos

18/01/2020

Chega Janeiro! Deixa-se para trás 2019 e abre-se caminho para um 2020 cheio de novas conquistas. A Família Bolhão espera por si para lhe proporcionar um ano pleno, com muitas novidades, onde a tradição, a qualidade e a frescura se irão manter sempre presentes. Bolhão é sinónimo de festa! E este ano o Bolhão em Festa é às 11h do terceiro sábado do mês. No dia 18 de janeiro, faça chuva ou faça sol, a Orquestra de Cavaquinhos da Universidade Sénior de Rio Tinto virá animar as suas compras! Para participar precisa apenas de trazer boa disposição e deixar-se contagiar pela nossa alegria. Venha fazer parte da Família Bolhão!

Inventória de Ana Jotta

Até 08/05/2020

€7.0

Entramos na casa. Está vazia. O dono acabou de se mudar ou então está prestes a mudar-se. Nenhuma cama, nenhuma mobília, nenhuns livros. Vêem-se uns quantos objetos, três candeeiros, algumas decorações, uma pequena mesa de jogos e um sem-número de estranhos rabiscos nas paredes. “Viver é deixar traços”, diz Walter Benjamin quando discute o nascimento do interior doméstico. “No interior, eles são acentuados. É criada uma abundância de coberturas e protetores, revestimentos e caixas, nos quais os traços dos objetos de uso quotidiano ficam gravados. Os traços do ocupante também deixam a sua marca no interior. A história de detetives que segue esses traços ganha forma. (…) Os criminosos dos primeiros romances policiais não são nem cavalheiros nem apaches, mas membros da burguesia.” A obra de Jotta está inseparavelmente ligada ao interior – à sua casa, que como uma grande obra de arte se assemelha a uma construção algures entre o Merzbau de Schwitters, o Wunderkammer, ou a casa-atelier de Dieter Roth, repleta de coisas e obras de arte, onde é impossível distinguir o estatuto de cada uma delas, e onde também é quase impossível movermo-nos, dominada que ela está por um total horror vacui. Na exposição INVENTÓRIA, Jotta constrói um cenário invertido: o amor vacui e o vazio tornam-se o tema principal desta instalação radical. Como a artista sugere na “folha de sala” que escreveu para acompanhar a exposição, entramos num “programa de filmes à la Salle Noir” em quatro atos, um enigmático cenário de filmagens com uma última contredanse dançada num baile desconhecido, talvez na Villa Santo Sospir, talvez na Casa São Roque. Local: Casa São Roque - Centro de Arte, Rua São Roque da Lameira nº2092

Narrow

Até 19/01/2020

Uma casa que é muito pequena e, dentro dela, um homem que é muito grande. Uma outra casa também muito pequena e, dentro dela, uma mulher também muito grande. Vivem próximos um do outro, emprestam açúcar um ao outro, ou chá, um aspirador, um ovo, as velhas fotografias de família, um pedaço de parede. Parecem perfeitos um para o outro. Mas viver com outra pessoa não é tão simples como parece.

Clube de Teatro Sub 18

Até 29/02/2020

Após a sua criação na temporada passada, o TNSJ quer consolidar os passos dados na formação de um Clube de Teatro, com o intuito de fazer dele um espaço de acolhimento, permanência e progressão de jovens menores de 18 anos atraídos por esta arte. Sob a orientação de Nuno Cardoso, Nuno M Cardoso e Emílio Gomes, as improvisações a que os jovens vão ser desafiados são o ponto de partida para um trabalho em torno da peça Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare.

Crisálida

Até 19/01/2020

Crisálida é o processo de crescimento, definição de cores e diferenciação sexual das borboletas. Dentro do casulo, durante este processo, decorrem explosões de cores e é o único tempo onde nada ou pouco se mexem. Luta, resistência e persistência são palavras chave deste espetáculo. Prende-se com a dialética deste trabalho a desmistificação das categorias de género, alicerçadas nas questões existencialistas de Nietzsche, Sartre e Goffman. O ser enquanto indivíduo, o ser social e a criação de novos conceitos que fomentem a descontinuidade da natureza humana são questões que interessam ao criador desenvolver nesta peça. Por analogia, trazer à cena uma estese polissémica onde a técnica circense, o vídeo e algumas experiências plásticas são utilizadas, de forma a suscitarem outros significados e novas sensações em renovados enigmas.

Inaugurações Simultâneas de Bombarda

18/01/2020

As exposições regressam a 18 de janeiro ao Quarteirão de Miguel Bombarda, com muita animação a acompanhar. A temporada das Inaugurações Simultâneas de Bombarda começa já no próximo sábado, 18 de janeiro, com o primeiro de seis ciclos em 2020. Como sempre, há muita animação a acompanhar as 15 exposições de arte contemporânea que inauguram em simultâneo durante a tarde e que ficam patentes até 7 de março. Entre as 16 e as 20 horas, haverá uma matiné de música e dança lindy hoppers do Porto na zona pedonal que cruza a Rua de Miguel Bombarda com a de Cedofeita. Ao som da música vintage de Deejay Joe, participam as academias de dança Bota Swing e Hop Dance Studio, com coordenação de Josie Georgia Productions e apoio dos Sabores do Sebouh. Do lado contrário, na zona pedonal em que a Miguel Bombarda cruza com a Rua da Boa Nova, junto ao balcão "Porto.", a associação cultural Openbox animará a tarde com os DJ da casa, a designer de comunicação Catarina Gomes orientará um workshop de ilustração para "massajar a imaginação" e a artista plástica Helena Rocio Janeiro desenvolverá uma oficina de colagens "Corta e Cola Existencial". De resto, haverá visitas guiadas e gratuitas às 15 galerias que, neste próximo sábado, inauguram em simultâneo exposições de arte contemporânea. A participação nesses percursos é gratuita, mas requer inscrição. Vemo-nos pela Rua?

Vive la France!

Até 18/01/2020

O regresso a um dos países mais fascinantes da história da música leva-nos em viagem através de várias épocas, da Idade Média à atualidade. Além dos agrupamentos residentes da Casa da Música, sobem ao palco convidados especiais de grande relevo internacional, como o pianista Pierre-Laurent Aimard, os maestros Sofi Jeannin e Hervé Niquet e o tenor Cyrille Dubois, além do Coro Nacional de Espanha. Nos programas constam obras marcantes como o Te Deum de Berlioz e Les Oiseaux Exotiques de Messiaen, entre muitas outras de figuras como Debussy, Ravel, Charpentier e Boulez. Não perca o início da residência do compositor Philippe Manoury com as primeiras três de várias obras que serão apresentadas ao longo do ano em estreia nacional. O Serviço Educativo apresenta um novo espetáculo inspirado no escritor francês Júlio Verne que promete divertir toda a família. Esteja também atento à programação especial que será oportunamente anunciada para este programa de abertura do Ano França, e que se estende por vários géneros musicais.

Rituais Franceses

18/01/2020

€13.0

Repleto de sensualidade, colorido e poder de sugestão, o Prélude à l’Après-Midi d’un Faune de Debussy, baseado em versos de Mallarmé, tem atraído públicos de sucessivas gerações desde a sua estreia em 1894. Este programa ilustra fases diversas da trajectória musical francesa desde então, com obras de três dos compositores mais incontornáveis nesse percurso. De Pierre Boulez ouvir-se-á o Rituel, escrito na década de 1970 em memória de Bruno Maderna, no qual que se tira partido da distribuição dos músicos em oito grupos separados no palco. A fechar o programa, destaca-se a estreia em Portugal de Sound and Fury de Philippe Manoury, um dos mais importantes compositores franceses da actualidade, cuja obra está em retrospectiva na programação da Casa da Música ao longo de 2020.

Se esta rua falasse de Barry Jenkins

18/01/2020

Nova Iorque, década de 1970. Tish e Fonny são dois jovens afro-americanos apaixonados e cheios de esperança no futuro. Quando ele é preso injustamente devido a uma acusação de violação, o casal vê o seu mundo ruir. Algum tempo depois, ao descobrir que está grávida do primeiro filho de ambos, Tish toma uma decisão: encontrar um meio de provar o erro judicial que colocou o namorado atrás das grades para que ele possa assistir, em liberdade, ao nascimento da criança. Com realização de Barry Jenkins (responsável pelo triplamente oscarizado "Moonlight"), um filme dramático sobre injustiça e preconceito que se baseia no romance homónimo de James Baldwin.

Little B

Até 19/01/2020

€7.0

“Little B”, a nova criação do Visões Úteis, é um espetáculo concebido, escrito e dirigido por Ana Vitorino, Carlos Costa, Mário Moutinho e Sara Barros Leitão, assumindo e ampliando a dinâmica colaborativa que é marca da identidade da companhia. Inspirado pela biografia profissional de Mário Moutinho – Artista Associado do Visões Úteis em 2018/2019 –, o espetáculo recusa, no entanto, uma perspetiva arquivista ou documentarista: não interessa tanto a vida do Mário, mas a pluralidade de vidas que uma vida pode conter; não tanto a sua vida vivida, mas a sua vida por viver; não tanto aquilo que (d)ele se recorda mas os atalhos, imprecisões e armadilhas da memória que se tornam evidentes quando se tenta arquivar uma vida. Sobretudo, mais do que aquilo que o Mário fez, interessa o que sonhou e falhou fazer - porque é aí que todos nos encontramos: o protagonista de Dumas/Sartre (“Keane”) que nunca fez, o Próspero, rodeado de marionetas, que nunca interpretou, o solo de bateria (“Little B”, The Shadows) que nunca tocou.

Um Plano do Labirinto

Até 19/01/2020

€10.0

Sabemos da irreverência das encenações de João Garcia Miguel. Refira-se, por exemplo, o desassombro das suas operações sobre Shakespeare em Burgher King Lear (2007) ou Calderón de la Barca em La Vida Es Sonho (2015). Regressa com Um Plano do Labirinto, adaptando um texto da lavra de Francisco Luís Parreira (na que é já a quarta criação conjunta de “uma estreita e durável relação”), para quem a reverberação das situações históricas ou dos textos antigos que elege é um revelador do que somos hoje – é sua a espantosa tradução do poema babilónico Épico de Gilgameš, um dos textos mais antigos do mundo. Depois de Lilith, associado à crise na Grécia/Europa, de Três Parábolas de Possessão, impregnado de referências bíblicas e do conflito israelo-árabe, e de uma versão livre de Medeia, Um Plano do Labirinto é um polifónico conto mitológico sobre a diáspora portuguesa no século XX, no Oriente e em África, interrogando-se/nos sobre a verdade e a mentira de muitas histórias recolhidas da “nossa” guerra no “Ultramar”. Uma delas, exemplar na sua “indiferença à verdade”, conta um imaterial confronto entre soldados de uma patrulha e uma manada de antílopes na savana inexplorada. “Por que razão mentem estas histórias tão ostensivamente?”

Western Society

Até 18/01/2020

€10.0

Damos as boas-vindas a 2020 com Western Society, uma odisseia de trazer por casa, onde a civilização do século XXI cabe por inteiro no interior de uma sala de estar. É uma oportunidade imperdível para o público do Teatro Nacional de São João conhecer os Gob Squad, um coletivo de artistas fundado nos anos 1990 em Nottingham, Inglaterra, mas que opera presentemente a partir de Berlim, Alemanha. Habitam um território em que a banalidade coexiste com a utopia e onde a presença física é amplificada pelas tecnologias digitais, ferramentas que otimizaram para introduzir o mundo real da vida quotidiana no mundo artificial do teatro. Em Western Society, reconstituem em palco a gravação de um vídeo caseiro de uma reunião familiar. Este dispositivo, que convoca a participação ativa dos espectadores, é um revelador dos recantos mais luminosos e escabrosos da cultura contemporânea. Sim, a solidão, o consumismo, a procura de formas alienadas de intimidade, o sortilégio das canções pop, a obscenidade dos reality shows, a Internet como céu e inferno. Western Society é uma sucessão disfórica de janelas que se abrem e se fecham, do palco de teatro ao ecrã de um telemóvel, do maior ao mais pequeno. O mundo encolheu? É isto a felicidade?

Masters of Porto - Concertos de Guitarra Clássica

Até 29/01/2020

Celebre as mais belas obras de música para guitarra clássica compostas por compositores e guitarristas de renome mundial e interpretadas por mestres muito talentosos do Porto. Durante o concerto, também apresentaremos a composição de Johann Sebastian Bach. Local: Falesia Recital Hall

DING DONG

18/01/2020

€15.0

Bernardo sabe que a sua mulher, Júlia o engana. Engendra uma maneira de vingar os seus ciúmes. Por telegrama convida o amante, Roberto para ir a sua casa, assinando o telegrama em nome da mulher. No frente a frente entre os dois, Bernardo dá-lhe duas opções; ou o mata ou dorme com a mulher de Roberto. Depois de algumas hesitações Roberto concorda com a segunda opção. Bernardo marca para essa mesma noite um jantar em sua casa e de Júlia com o objetivo de conhecer Julieta, mulher de Roberto. O jantar vai assim juntar os quatro mais a empregada, Maria Luisa. Mas Roberto em vez de levar sua verdadeira mulher, leva uma amiga aventureira, desinibida, mais nova e muito atraente a fazer-se passar por sua mulher… Durante as várias peripécias, incómodos, paixões que o jantar suscita aparece mais uma personagem. A verdadeira mulher de Roberto. Estão lançados os ingredientes desta louca comédia de portas. Como é que vai acabar? Nunca se sabe… Sabemos que quase todos mentem… mas será que todos traem?

aSH

Até 19/01/2020

Conheci a Shantala Shivalingappa em 2008, nos bastidores de um teatro em Dusseldorf, onde era convidada da Pina Bausch. Foi aí que tudo se alinhou de forma realmente poderosa. aSH é o opus final na trilogia de retratos de mulheres iniciada dez anos antes com Questcequetudeviens? (2008) e que continuou com Plexus (2012). Nessa trilogia, não tomo como ponto de partida o espaço, que é o meu tema habitual no teatro, mas uma mulher, uma pessoa com uma história, um ser vivo que se revela através da dança. Xiva, o deus da dança, habita a Shantala Shivalingappa. De acordo com a literatura, Xiva tem mais de mil nomes. É um deus de criação e destruição. A cinza [ash] não é apenas o resíduo sólido da combustão perfeita, é aqui um processo. Faz parte de um ciclo de nascimento e morte que começa do nada – o início de qualquer forma no teatro – e tende para uma forma efémera antes de desaparecer. A dança de Shantala assemelha-se a um kolam, um desenho feito no chão com farinha de manhã, destruído pelo vento durante o dia e refeito no dia seguinte. Círculos, pontos, simetrias, espirais, fractais… a dança dela parece ser uma representação da própria estrutura do mundo. Em aSH, título formado com as iniciais do primeiro e último nomes dela, gostaria que o espaço tivesse todo um ritmo. Gostaria que o espaço começasse por se exprimir como uma vibração, a qual é depois apanhada, transformada e prolongada indefinidamente pelo percussionista Loïc Schild. A dança de Shantala baseia-se na sua viagem da Índia para a Europa, do kuchipudi a Pina Bausch, de Xiva a Dionísio, deus do teatro, que alguns dizem descender do mesmo deus. Shantala está sempre a viajar entre Madrasta, onde nasceu, e Paris, onde vive. A sua dança é um pêndulo perpétuo, muito à semelhança do nosso encontro: algures entre a mística hindu e a física quântica. – Aurélien Bory

Mohammad Reza Mortazavi

18/01/2020

Mohammad Reza Mortazavi nasceu no Irão em 1978. Iniciou as aulas de tombak aos 6 anos e, aos 9, já dominava o instrumento ao nível dos maiores mestres. Ainda criança, venceu a competição anual iraniana de tocadores de tombak, onde apenas os melhores instrumentistas são avaliados. Aos 20, já era considerado por muitos um dos melhores tocadores de tombak e daf - instrumentos tradicionais de percussão persa. Construiu uma reputação infame entre os mais canónicos percussionistas persas ao desenvolver mais de 30 novas técnicas de tocar os instrumentos tradicionais da região ao mesmo tempo que esgotava as salas de concertos de Teerão. Tornou-se numa figura de relevo dos circuitos da música de raízes, tocando nos maiores festivais ao longo de mais de duas décadas. Em 2017, editou com Burnt Friedman o EP Yek; em 2018, um outro EP, desta vez a solo, na editora portuguesa Padre Himalaya; e, em 2019, o LP Ritme Jaavdanegi na francesa Latency. Estas três edições provaram-se cruciais ao introduzirem os seus ritmos ao universo das vanguardas da música eletrónica, experimental e de dança. Mohammad Reza Mortazavi é um desses raros músicos capazes de aproximar os conceitos tantas vezes distantes de vanguarda e tradição. Somente com as mãos, produz o que se poderia apenas esperar de um pequeno ensemble de percussionistas, processado e polido pelo mais meticuloso engenheiro sonoro.