Fonte: Jean-Luc Beaujault, All right reserved

Sobre

Qual é a esperança de vida de um saco de plástico do polietileno de crude até ao momento em que é deitado fora? Quanto tempo é efetivamente usado? Muito pouco, comparado com o tempo que perdurará no planeta, soprado e fustigado pelo vento. É então que começa a sua verdadeira vida, a sua vida autónoma. Saquinho de plástico anónimo entre os inúmeros saquinhos de plástico do mundo a caminho de uma eternidade à prova de decomposição. Esperemos que haja um vento forte que o ajude a ultrapassar quaisquer obstáculos, que o leve pelos oceanos e montanhas, para encontrar novas possibilidades e experimentar vidas diferentes. E se nós, humanos, tão firmemente ancorados ao chão, e se também nós pudéssemos escapar à força da gravidade e voar com o vento, por fim livres, levados pela valsa arbitrária do ar? E se estivéssemos a alimentar inconscientemente a nossa sede de descoberta de territórios desconhecidos, de travar batalhas incertas para tornar cada um dos nossos membros parte de nós, autónomo e incontrolável. De pé ou de cabeça para baixo, libertos das mãos para cima, ser o objeto de toda a deslocação e movimento. Apenas um som e a carícia do ar. Esta peça usa uma simples turbina para criar um turbilhão. As personagens dos saquinhos de plástico desenham trajetórias no espaço, respondendo ao movimento do ar que, por sua vez, é controlado pelo protagonista. – Phia Ménard

Quando

Quarta-feira, 23 Fevereiro 2022 14:30-15:30

Galeria

  • Preço
    Adulto: 7€
    Crianças: 2.50€
  • Promotor
    Teatro Municipal do Porto
  • Audiência Alvo
    Público em Geral
  • Visit Porto

    2022-02-22