Fonte: Alfredo Cunha, All Rights Reserved

Sobre

Este Alfredo Cunha de quem se fala é o homem com a sua câmara e o seu olhar.

Qualquer bom fotojornalista intui, antes de o saber claramente, que uma imagem, que deve encerrar todo um conteúdo e uma sedução, é, sempre foi, um momento decisivo. Antes de ser definido por Cartier-Bresson, já existia na mente de quem fotografa o acontecimento, o rosto e o movimento.

Na longa carreira de 50 anos de Alfredo Cunha, muita coisa mudou: o país que fotografa; o equipamento que usa — já longe da primeiríssima Petri FT, da Leica M3, que começou a usar em 1973, e das Leicas que se seguiram e a que se manteve sempre fiel; o suporte — do analógico, maioritariamente preto e branco, ao digital, que pratica desde 2003. A imagem fotojornalística responde à exigência de concordância com o texto, também se liga ao onde, quando, como e porquê. Porém, quando o fotógrafo já definiu o seu estilo — e é esse o caso de Alfredo Cunha —, a sedução da imagem sobrepõe-se à sedução da notícia. Em todas elas se torna difícil associar a imagem a um estilo pois Alfredo Cunha ultrapassa a corrente do momento e o tema.

E é neste sentido que podemos dizer, com Barthes, que as suas fotografias resultam sem código, dependem da transmissão do seu para nosso afeto.


Teresa Siza (texto adaptado)

Quando

Terça a sexta: 10h às 18h
Sábados, domingos e feriados: 15h às 19h

Galeria

  • Preço
    Entrada livre
  • Promotor
    Centro Português de Fotografia | Alfredo Cunha
  • Audiência Alvo
    Público em Geral
  • Visit Porto

    2020-10-14