Sobre

Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela, Úria lepara os palcos o blues do Delta do Dão. D lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole.

É desta forma que há já perto de uma década todos os textos associados a Samuel Úria começam. E este não será exceção. Será caso para parafrasear Camané e roubar-lhe o título do seu disco ao vivo - "como sempre, como dantes".

Aliás, apresentar a esta distância estes concertos para o Porto e Lisboa apenas com a ideia sugestiva de que serão os "concertos de apresentação de novo disco", sem que haja um título ou mais do que uma canção conhecida - "Fica Aquém" foi divulgado no final de Novembro - não é mais do que uma questão de confiança. De confiança mútua, diríamos.

Mas existirão reticências quando falamos de Samuel Úria? É que referimo-nos a quem ao longo ods últimos anos nos tem trazido canções inquestionávies, canções que nos emocionaram, que nos excitaram, que nos puseram a dançar, canções que criaram um espaço próprio que, sem demérito para outros, apenas poderá ser ocupado por Samuel Úria, tão só porque foi território lírico e musical inexistente, desbravado e conquistado pelo mais talentoso cantautor deste século - "Vem de novo", "Fusão", "Carga de Ombros", "É preciso que eu diminua", "Lenço Enxuto", "Espalha Brasas", "Teimoso", "Não arrastes o meu caixão" ou "Babarella e Barba Rala" são disso exemplo, entre outras.

E merecerá quem nos confiou tudo isto alguma desconfiança? Ou, pelo contrário, terá condições de nos exigir o mesmo em troca? Nós acreditamos que sim, que merece todas as expectativas que a frase "concertos de apresentação do novo disco" cria. "Fica Aquém", a tal canção recentemente revelada, reforça ainda mais esse espírito. Não faltem!

Quando

Quarta-feira, 7 Outubro 2020 21:30-23:00

Galeria

  • Preço
    18€
  • Promotor
    Vachier & Associados
  • Audiência Alvo
    Público em Geral
  • Visit Porto

    2020-09-25