Sobre

Depois de Filme do Desassossego, Os Maias e Peregrinação, João Botelho apresenta no São João, em estreia mundial, O Ano da Morte de Ricardo Reis, a sua adaptação do romance homónimo de José Saramago. Entrelaçando os fios da ficção e da História, o escritor concebeu um encontro particular, o do defunto Fernando Pessoa, o criador, com uma das suas criaturas, o heterónimo Ricardo Reis, regressado ao país ao fim de 16 anos de exílio no Brasil. 1936 é o ano de todos os perigos, do fascismo de Mussolini, do nazismo de Hitler, da terrível guerra civil espanhola e do Estado Novo de Salazar. Pessoa e Reis são dois lúcidos observadores da agonia de um tempo, tão similar ao que vivemos. Nessa relação intrometem-se duas mulheres, Lídia e Marcenda, as paixões carnais e impossíveis de Ricardo Reis. “Eu não sou nenhum fantasma”, grita Pessoa a Reis. É que o texto é real e concreto, matéria trabalhada por João Botelho nesta outra conversa (in)acabada, prosseguindo a prática recente de transposição fílmica de grandes obras da literatura portuguesa. “Vida e Morte é tudo um”: a esse realismo fantástico, a literatura e o cinema têm acesso privilegiado.

Quando

Domingo, 20 Setembro 2020 21:00-23:08

Galeria

  • Promotor
    Ar de Filmes
  • Audiência Alvo
    Jovens (12-18)Adultos (19-64)Séniores (>65)
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    2020-09-15