Oferece, exatamente, 900m2. Na antiga Escola Básica José Gomes Ferreira, as salas de aula deram lugar a estúdios para criação ou ensaio, as salas de professores viraram quartos e até os antigos campos desportivos passam agora a servir a comunidade artística da cidade. O Campus Paulo Cunha e Silva é o novo centro de residências para as artes performativas e está de portas abertas.


O dia não foi escolhido ao acaso. A 9 de junho, Paulo Cunha e Silva celebraria o 59.º aniversário e, para o presidente da Câmara do Porto, a inauguração deste Campus, além de “uma celebração da dinâmica artística da nossa cidade, da sua afirmação, da sua vivacidade”, “é uma prova de que a identidade do Porto passa, incontornavelmente, pela cultura”.


Certo de que “este equipamento não poderia ter um outro nome que não este”, Rui Moreira lembrou o antigo crítico e curador de arte e vereador “pela sua enorme disponibilidade e pelo seu genuíno interesse em ouvir e sentir o pulsar do tecido artístico da cidade, pela sua capacidade ímpar para encontrar respostas e soluções, pela sua vontade inesgotável de querer saber e fazer sempre mais e melhor em prol da cultura, dos artistas e do Porto”.


A necessidade de criação do Campus Paulo Cunha e Silva, lembrou o presidente da autarquia, veio da “escassez de espaços desta natureza, potenciando condições logísticas e financeiras nas fases de pesquisa e criação, preferencialmente para quem trabalha a partir da cidade, mas também para outros artistas do país e de outros pontos do globo que no Porto encontram território propício à criação artística”.


Aqui encontrarão espaço para ensaios, para a experimentação, e para a formação, num projeto pensado com a participação dos próprios artistas e companhias da cidade, “através de uma intensa e atenta auscultação e de um diálogo ativo”, sublinha Rui Moreira.


Não é um espaço de apresentação, mas é-o para todos os momentos anteriores. “É para a pesquisa, a criação, a remontagem, os ensaios. Tem a missão de explorar e experimentar as disciplinas que os teatros municipais apresentarão mais tarde”, afirma Tiago Guedes.


No Campus Paulo Cunha e Silva haverá dança, teatro, formas animadas, circo contemporâneo 24 horas por dia. Mas também aulas de práticas físicas para todos os residentes. E estará aberto à comunidade, quer nos ensaios, nas conversas, nos eventos de mediação que os residentes vão poder organizar e que se querem que incluam a vizinhança.

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  • Câmara Municipal do Porto


    Atualizado pela última vez 2021-06-30