Dez dias de Marlene Monteiro Freitas, duas peças históricas remontadas pela Companhia Nacional de Bailado e o regresso do coreógrafo francês Jérôme Bel são alguns dos destaques da temporada 2020/2021 do Teatro Municipal do Porto.


Seis meses depois de suspender a programação devido ao surto da Covid-19, o Teatro Municipal do Porto retoma a sua atividade a 17 de setembro, com uma temporada constituída por reagendamentos, estreias e onde a dança ocupa um lugar de destaque. Essa aposta começa com OCD Love, dos israelitas Sharon Eyal e Gai Behar - fundadores da companhia de dança L-E-V e responsáveis pela criação de um conjunto de obras aclamadas pela crítica internacional. O espetáculo é apresentado pela primeira vez em Portugal, nos dias 25 e 26 de setembro, no Grande Auditório do Teatro Municipal - Rivoli.


Em outubro, o Teatro Municipal do Porto apresenta a mais recente criação de Marlene Monteiro Freitas, Mal - Embriaguez Divina (29 e 30 de outubro), que integra um ciclo especial de programação dedicado ao trabalho da coreógrafa e bailarina. Nos últimos anos, a criadora cabo-verdiana residente em Portugal - galardoada, em 2018, com o Leão de Prata da Bienal de Veneza - apresentou no Porto (e em Matosinhos) obras como De Marfim e Carne - As estátuas também sofrem, Jaguar e Bacantes - Prelúdio para uma Purga.


Para além dos espetáculos, neste ciclo de dez dias haverá ainda várias sessões de cinema, conferências e workshops, num programa com curadoria de Alexandra Balona. 


Destaque, também, para dois momentos reprogramados na nova temporada: For four walls, RainForest e Sounddance, três peças que se inserem no programa apresentado pelo CCN - Ballet de Lorraine, em 2019, para assinalar o centenário de Merce Cunningham - uma das maiores figuras da história da dança moderna - e que se realiza nos dias 13 e 14 de novembro; e Canzone per Ornella e Postcards from Vietnam, que marcam o regresso de Raimund Hoghe ao Teatro Municipal do Porto. Com estes dois espetáculos, o coreógrafo alemão, que foi dramaturgo de Pina Bausch durante uma década, traz ao Rivoli, nos dias 14 e 16 de janeiro, a bailarina Ornella Ballestra - amplamente conhecida pelo seu trabalho com o coreógrafo suíço Maurice Béjart - e dois dos seus intérpretes de eleição: Takashi Ueno e Ji Hey Chung.


Fevereiro será um mês de programação intensa, com o Teatro Municipal do Porto a acolher o espetáculo de culto The show must go on (12 e 13 de fevereiro), do coreógrafo francês Jérôme Bel, que se destaca pela sua veia política e provocadora. Duas décadas depois de estrear, a peça - que parece uma espécie de playlist coreográfica - é remontada com 20 intérpretes locais (de Lisboa e do Porto) e coapresentada com a Culturgest (Lisboa) e Teatro Viriato (Viseu).


Já nos dias 19 e 20, a Companhia Nacional de Bailado (CNB) estará no Rivoli com Dançar em tempo de guerra, um programa que reúne duas obras: Chronicle e A Mesa Verde (a última vez que foi dançada pela CNB foi em 1987), peças criadas na década de 30 do século passado pelos coreógrafos Martha Graham e Kurt Jooss.


Todas as informações úteis encontram-se disponíveis no site do Teatro Municipal do Porto.

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    Atualizado pela última vez 2020-07-21