Museu da História da Cidade

Um admirável museu novo levanta-se "a sete palmos da terra" com o propósito de abrir o livro da vida de um território e de um povo especial. O convite para visitar o Museu da História da Cidade faz-se com a devida antecedência, enquanto tudo se alinha para nos explicar, de forma interativa e lúdica, como é que o Porto se fez Porto.

São acervos, relíquias documentais e objetos, reunidos ao longo de décadas, juntando-se a milhares de horas de pesquisas coordenadas pela equipa de Alexandra Cerveira Lima, chefe da Divisão Municipal de Museus e Património Cultural, que neste processo tem também "auscultado investigadores e arqueólogos que fizeram intervenções na cidade e possam ter peças e informações relevantes", para trazer à superfície narrativas que tenham a água como fio condutor, introduz.

Desativado desde 1998 (altura em que o novo depósito entrou em funcionamento no terreno adjacente), o antigo Reservatório de Água do Parque da Pasteleira vai transformar-se num núcleo museológico, mas a designação "Reservatório" será para manter. Segundo a responsável, o nome ajusta-se às novas funções do espaço-cisterna: "um reservatório de espólios e de conhecimento; de marcas de ocupação humana descobertas no território ao longo dos tempos; de memórias e de histórias".

Concluídas as obras de reabilitação asseguradas pela empresa municipal, já entrou em cena a equipa multidisciplinar coordenada por Alexandra Cerveira Lima. "Um dos objetivos é permitir ao visitante aceder a um conjunto de informações relevantes para a compreensão do processo evolutivo da transformação do atual espaço urbano. Ou seja, a História, nas suas grandes etapas de desenvolvimento - através de disciplinas como a Arqueologia, a Arquitetura, o Urbanismo e a Geografia - passa a ser o pano de fundo que contextualiza os objetos expostos no museu", elucida a dirigente municipal.

Como também adianta, o novo museu "está pensado para se desenvolver em dez núcleos e dispor ainda de uma área dedicada a exposições temporárias". Os distintos conteúdos programáticos - o Reservatório; o rio Douro; a origem dos primeiros povoados; o período da romanização; o controlo do território (vias e portas); o poder e a cidade; a expansão territorial no tempo dos Almadas; o liberalismo e o cerco do Porto; a evolução da população e das migrações à época da industrialização, e os planos da cidade moderna - estarão divididos de forma sequencial, convidando os visitantes a recuar até às primeiras formações coletivas que se começaram a organizar na Idade do Bronze.

A primeira exposição temporária também já tem tema definido: a comemoração dos 200 anos de liberalismo no Porto, que vai integrar um vasto leque de iniciativas municipais em torno desta efeméride.


Fonte: Porto.pt

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Data notícia 08-06-2018